domingo, 30 de julho de 2017 43 comentários

Sacrifícios: será que a Espiritualidade necessita disso?




    Antes de qualquer coisa vamos deixar claro que não estamos aqui para julgar qualquer tipo de seita que prega que se devem fazer sacrifícios para obter uma possível vantagem em algo que se pede, mesmo se esses pedidos forem sem nexo ou sem a mínima noção e sem nenhuma ligação com a espiritualidade.

    Gostaria de frisar também que estaremos falando de Umbanda e não de outros dogmas, portanto para ficarmos em entendimento a Umbanda prega sempre a vida, e o matar animais para supostos sacrifícios não fazem parte da Umbanda.

    Portanto vamos descrever nesse texto o olhar de um umbandista para os umbandistas e se algum leitor não concordar com o que descrevemos aqui, isso faz parte do livre arbítrio de cada um, assim como faz parte de meu livre arbítrio não crer ser umbandista quem discordar que sacrifício de animais não cabe na Umbanda.


    Muitas pessoas sem informação espiritualista dizem com convicção que devemos fazer sacrifícios de animais em rituais, porque somos carnívoros e assim devemos alimentar as Entidades com essa suposta energia, para que assim essas Entidades possam nos auxiliar em algo que desejamos.

    Pois bem, refletimos bem sobre a ignorância desses pensamentos:

Estamos comparando um ser encarnado cheio de defeitos e vícios com uma divindade de Deus, ou seja, com uma Entidade de Luz.

Estamos tentando mostrar algo que não existe, ou seja, fazer uma Entidade de Luz ser imperfeita e se energizar com algo orgânico.

Com fatos assim estamos colocando as Entidades de Luz como meros seres encarnados, que faz trocas buscando a vantagem própria. Se fosse assim não seriam Entidades.

    E assim os menos informados adentram na lenda de terem que fazer oferendas a seus deuses, enquanto os mais astutos usam desse fato para subtrair bens de uma forma desonesta e hipócrita.

    Certamente muitos supostos Zeladores de Santo, que se dizem especialistas em Umbanda vão ser contra tudo que nós do Blog Umbanda Yorimá pregamos sobre oferendas e sacrifícios, porém quem é da Umbanda, sabe onde ela nasceu, e como nasceu no Brasil, e para os que insistem em pregar sacrifícios e cobranças de oferendas vou colocar um pequeno anexo para a reflexão de todos:

"O Caboclo das Sete Encruzilhadas nunca determinou o sacrifício de aves e animais, quer para homenagear entidades, quer para fortificar a minha mediunidade... Nunca recebi um centavo pelas curas praticadas pelos guias. O Caboclo abominava a retribuição monetária ao trabalho mediúnico. Não há ninguém que possa dizer, no decorrer destes 66 anos, que retribuiu uma cura (e foram aos milhares) com dinheiro."
- ZÉLIO DE MORAES.

Obs.: Zélio de Moraes faleceu no dia 03 de Setembro de 1975, e nunca incentivou qualquer tipo de oferenda e sacrifício dentro da Religião de Umbanda.


    A ganância e a vaidade de certos Zeladores levam os mesmos a pregarem insanidades em nome da Umbanda, entre tantas dessas está os sacrifícios, que é totalmente descabido, sem nenhuma necessidade dentro da religião.

    E assim sendo para continuarmos uma reflexão estou anexando mais um texto falando sobre e na qual a fonte vem logo abaixo, portanto reflitam para não se deixarem enganar por supostos Zeladores de pensamentos arcaicos.
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PERGUNTA: A Umbanda faz sacrifícios de animais?

RAMATÍS: A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamentos vibratórios dos Orixás e nem realiza ritos de iniciação para fortalecer o tônus mediúnico com sangue. Não tem nessa prática legítima de outros cultos, um dos seus recursos de oferta às divindades. A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda – assim como em outras religiões. Suas oferendas se diferenciam das demais por serem isentas de sacrifícios de animais pelo fato de preconizarem o amor universal e, acima de tudo, o exercício da caridade como reverência e troca energética junto aos Orixás e aos seus enviados, os guias espirituais. É incompatível ceifar uma vida e fazer a caridade, que é a essência do praticar amoroso que norteia a Umbanda do Espaço.
Toda oferenda deve ser um mecanismo estimulador do respeito e união religiosa com o Divino, daí com os espíritos da natureza e dos animais "almas/grupo", que um dia encarnarão no ciclo hominal, assim como já fostes animal encarnado em outras épocas.

PERGUNTA: E os dirigentes de centros que sacrificam em nome da Umbanda?

RAMATÍS: Reconhecemos que na mistura de ritos existentes, se confundem o ser e o não ser umbandista. Observai a essência da Luz Divina - fazer a caridade - e sabereis separar o joio do trigo. Tal estado de coisa reflete a imaturidade e despreparo de alguns dirigentes que se iludem pela pressão de ter que oferecer o trabalho "forte". As exigências de quem paga a consulta e o trabalho espiritual e quer resultados "para ontem" acabam impondo um imediatismo que os conduz a adaptarem ritos de outros cultos aos seus terreiros. Na verdade há uma enorme profusão de rituais que naturalmente é confusa, refletindo o estado da consciência coletiva e o sistema de troca com o além estabelecido que viceja: o toma lá da cá. Toda vez que um médium aplica um rito em nome do Divino e sacrifica um animal, interfere num ciclo cósmico da natureza universal, causando um desequilíbrio, desde que interrompe artificialmente o "quantum" de vida que o espírito ainda teria que ocupar no vaso carnal, direito sagrado concedido pelo Pai. Pela Lei de Causa e Efeito, quanto maior seu entendimento da evolução espiritual - que inexoravelmente é diferente da compreensão do sacerdote tribal de antigamente -, ambição pelo ganho financeiro, vaidade e promoção pessoal, tanto maior será o seu carma a ser saldado, mesmo que isto aparentemente não seja percebido no momento presente. Dia chegará que tais medianeiros terão que prestar contas aos verdadeiros e genuínos "zeladores" dos sítios sagrados da natureza que "materializam" os Orixás aos homens e oportunizam os ciclos cósmicos da vida espiritual - as reencarnações sucessivas das almas/grupo dos animais em vosso orbe. Lembrai-vos que quanto maior a inteligência tanto maior pode ser a ambição no exercício do sacerdócio religioso. Aos que muito sabem e ambicionam, muito será cobrado pelos Orixás.

PERGUNTA: E os que justificam o sacrifício animal como "inofensivo" dizendo que não causa nenhum carma negativo?

RAMATÍS: O carma coletivo que rege os movimentos ascensionais não se prende as crenças humanas e trata-se de lei universal. Vós que sois homens e caminham à angelitude tal qual os animais rumam à humanização gostaríeis de ter vossa garganta cortada e sangue vertido até a última gota entre ladainhas, campânulas e mantras que culminam num ápice com transe de possessão? Assim fazem com os animais que rumam para se humanizar. Mesmo que os irmãos menores do orbe sejam somente instintos, regem-nos uma Inteligência Superior que os leva a inexorável individualização, direito cósmico sagrado que os conduz ao encarnarem num corpo hominal. Quanto maior a consciência menor a ignorância das verdades cósmicas e mais amplos os débitos ou créditos na contabilidade sideral de cada cidadão. A finalidade superior das almas grupos e dos animais é não serem escravizados e cruelmente despedaçados pelos crentes religiosos que acabam bloqueando-lhes o direito sagrado de aquisição dos princípios rudimentares de inteligência pela convivência pacífica e amorosa com os humanos, experiência propiciatório para que paulatinamente formem os veículos corpo astral e mental para oportunamente virem a estagiar no ciclo encarnatório humanóide. Reflitam os que matam os animais em nome dos Santos se gostaríeis que os Anjos para se tornarem arcanjos viessem vos cortar em pedaços e "chupar" vosso sangue para se saciarem nos "páramos celestiais."

* Este texto faz parte dos livros "Diário Mediúnico" e "Mediunidade e Sacerdócio” Editora do Conhecimento.
Fonte: Triângulo da Fraternidade
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    Muitas pessoas vão tentar impor a colocação de que nos alimentamos de carne de animais, porém infelizmente em nosso mundo de precária evolução espiritual, a carne ainda alimenta a carne. Só que existe uma enorme diferença entre sacrificar um animal para usá-lo como alimento (o que já é errado) e usá-lo para saciar a sede por tônus vital por parte de espíritos sem luz como Kiumbas por exemplo.

    É algo totalmente sem nexo alguém matar um animal em meio às matas ou nas encruzilhadas ou ainda pior, nas tronqueiras, como indicam certos Zeladores ou que são feitos em alguns rituais de seitas, e ali deixar suas carcaças apodrecendo, isso é extremamente bestial. Se um templo sacrifica animais, ESSE TEMPLO NÃO É DE UMBANDA, não importando o que aleguem seus dirigentes. E nunca podemos esquecer a velha frase pregada pelas Entidades de Luz:
"Se se mata animal não é Umbanda".


    Finalizando gostaria de expressar que em nossa casa não é aceito nenhum tipo de sacrifício, os filhos de nosso terreiro estão cientes do que é certo e do que é errado, sabemos que muitos dirigentes de terreiro se utilizam desses rituais para firmamento ou festas, e isso é livre arbítrio de cada um, só friso que dentro da lei da Umbanda isso não é pregado e não é aceito. E quando é feito não podemos considerar que seja Umbanda, pois quando esses sacrifícios se tomam forma de ritual, com cânticos, supostos médiuns paramentados, com ansiedade nos olhos a espera do sacrificador, isso se torna na verdade uma matança, um verdadeiro espetáculo de horror que não há nenhuma necessidade de ser colocado juntamente ao nome da divina Umbanda.

    E por motivos assim, por essas pregações sem nexo ou sem noção de certos dirigentes e Zeladores que o santo nome da Umbanda se transforma em "munição" para atacar a religião por líderes de outros dogmas, que já de uma forma mau caráter dizem que até sacrifícios humanos são feitos dentro da Umbanda, coisa que sabemos que não existe e nunca existiu.

    Vamos resguardar a nossa religião, vamos parar com esses rituais que nada tem a ver com Umbanda, vamos deixar de sermos gananciosos, vaidosos, mistificadores, vamos ser umbandistas, apenas umbandistas, a religião que prega o amor, a caridade, a paz e a vida acima de tudo.

Salve a nossa amada Umbanda!


Carlos de Ogum
quinta-feira, 20 de julho de 2017 36 comentários

Pequeno Dicionário de Umbanda. 3ª Parte - Letra: M à Letra: Z

                                  

 Estamos finalizando nosso pequeno dicionário de Umbanda, essa é a terceira parte, e esperamos que todos apreciem a leitura.

    Lembramos que a primeira parte do dicionário foi postada no dia 30/06/2017, e a segunda parte foi postada no dia 10/07/2017, e abaixo anexamos os links no qual nos levam diretamente a elas.




    Agora vamos a terceira e última parte de nosso dicionário de Umbanda.

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*LETRA M*

MACAIA: Folhas sagradas. Também é o local onde se reúnem os filhos do
terreiro para trabalho na mata.

MACAIO:  Coisa ruim e sem nenhum valor.

MACUMBA: Termo antigo que se denominava aos cultos dos escravos nas
senzalas, Candomblé. Depois esse termo passou a ser vulgar e tornou-se
como feitiço ou culto de feiticeiros. Árvore da região africana.
Instrumento musical.

MACUMBADO: enfeitiçado.

MADRINHA: o mesmo que mãe de santo. Também utilizado para designar o
apadrinhamento através do batismo, no filho de Umbanda.

MÃE de SANTO: Médium feminino chefe ou dirigente de terreiro,
Madrinha, Babá.

MÃE D´ÁGUA: Iemanjá.

MÃE PEQUENA: Médium feminina desenvolvida e que substitui a Mãe de Santo. Auxiliar das iniciadas durante o seu desenvolvimento mediúnico.

MALEME ou MALEIME: Pedido de perdão, de socorro, de clemência, de auxílio ou ajuda, de misericórdia. Podem vir em forma de cânticos ou preces pedindo perdão.

MANDINGA: Feitiço negativo, encantamento, também praga rogada em voz alta.

MANIFESTAÇÃO: Quando o corpo do médium é tomado por um Guia. Conhecido também como transe mediúnico, incorporação.

MARAFA ou MARAFO: Aguardente, cachaça.

MATÉRIA: Corpo físico.

MAU OLHADO: Quebranto, feitiço. Doença ou mal estar causado por um olhar mau, invejado.

MÉDIUM: pessoa que possui faculdade mediúnica. Tarefa ou missão específica no trabalho da caridade servindo de instrumento na comunicação com os Espíritos ou Plano Espiritual.

MEISINHA: Despacho, mandinga, trabalho.

MESA BRANCA: Trabalhos no terreiro quando há incorporação apenas de médicos e enfermeiras, normalmente em Giras de saúde. Também esse termo é usado nas sessões espíritas kardecistas, feitas ao redor de uma mesa, somente para Evangelização e comunicação passiva espiritual.

MIRONGA: Segredos, mistérios,..

MISTIFICAÇÃO: É o mais importante dos casos do falso espiritismo, pois constitui um recurso muito empregado por falsos médiuns, ou pessoas de má fé, má fé, com a finalidade de auferirem vantagens pecuniárias e aumentarem sua fama e sua vaidade.

MOILA: Vela.

MOJUBÁ: Saudação a Exú ou Pombo Gira.

MORADA DE EGUN: Local onde estão habitando vários eGuns e espíritos das sombras, onde com o passar do tempo, formam-se verdadeiros Impérios das Trevas.

MUCAMBA: O mesmo que Cambono.

MUCOIÔ: Pedido de Benção.

MUCOIÔ ZAMBI: abençoando o pedido de benção. Ex: Se diz: Mucoiô. Se responde: Mucoiô Zambi. Ou seja: A sua benção. resposta: Deus te abençoe.

MUCUNÃ: Cabelo.

MUZAMBÊ: Forte, vigoroso.

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*LETRA N*

NADABULÊ: Dormir.

NAGÔ: Nome dado aos escravos originários do Sudão, na África.

NANÃ BURUQUÊ: Orixá feminino senhora das águas e da maturidade. Força da natureza: Pântanos.

NIFÉ: Fé, crença na lingua Iorubá.

NOMINA: Oração que é guardada num saquinho e pendurada no pescoço como amuleto para proteção. Patuá.

NURIMBA: Bondade, amor e caridade.

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*LETRA O*

OBALUAIÊ/OMULÚ: Orixá masculino senhor das doenças e da cura. Força da natureza: A terra, o solo.

OBASSABÁ: O mesmo que abençoar, benzer.

OBASSALÉA: O mesmo que obassabá.

OBATALÁ: Céu. Abóbada celeste. Deus. Orixá da paz que foi delegado para iniciar a criação do mundo.

OBÉ: Faca.

OBECURUZU: Tesoura.

OBEXIRÊ: Navalha.

OBI: Fruto africano utilizado em diversos rituais.

OBRIGAÇÕES: Festas em homenagem aos Guias ou Orixás. São também as determinações feitas aos médiuns ou consulentes pelos Guias com o objetivo de auxilio ou como parte de um ritual do desenvolvimento

OBSEDIAR: Perseguir. Ação pela qual os espíritos perturbados que prejudicam as pessoas levando a situações de doenças, loucura, miséria, etc.

OBSESSOR: Espírito perturbador ou zombeteiro que prejudica as pessoas
em várias partes da vida.

ODARA: O mesmo que bom.

ODÉ: Oxossi. Oxossi mais velho. O que caça bem, bom caçador.

ODOIÁ: Saudação a Iemanjá.

ODOCIABA: Saudação a Iemanjá.

ODU: Destino.

OFÃ: Médium responsável pela colheita e seleção das ervas nos rituais.

OFÁ: Símbolo de Oxossi, o mesmo que arco e flecha.

OGÃ: Auxiliar nas sessões do terreiro. Ogã pode ser um protetor de Terreiro ou como um Chefe da Curimba. Ambos tem o mesmo grau hierárquico. Título honorífico conferido, seja pelo chefe do terreiro, seja pelo sacerdote incorporado, aos beneméritos da casa de santo, que contribuam com sua riqueza, prestígio e poder, para a proteção e o bom andamento da casa.

OGUM NHÊ: saudação a Ogum.

OGUM: Orixá masculino senhor da guerra e da paz. força da natureza: Minério de ferro.

OIÁ: Outro nome dado a Iansã.

OIM: Mel.

OJÁ: Pano utilizado pelas baianas para cobrir o peito. Pano também utilizado para vestir os atabaques.

OKÊ: Saudação aos Caboclos. Diz-se assim : Okê Caboclo! Okê Oxossi.

OKÊ ARÔ OXOSSI: saudação a Oxossi.

OLHO GRANDE: Mau Olhado, inveja, malefício, quebranto.

OLHO DE BOI: Semente de Tucumã, gozando de propriedades protetoras
contra cargas negativas como feitiços, mau-olhado, inveja. Tem muitas
utilidades no terreiro, desde patuás até guias.

OLÓ: Ir embora, partir. Ex: Caboclo vai Oló.

OLORUM: Deus Supremo.

OMOLOCÔ: Culto de origem angolense.

ONI: Saudação as Ibeijadas, Erês, Crianças de Umbanda.

OPCHÁ: Saudação aos Ciganos.

OPELÊ DE IFÁ: Rosário deito de pequenos búzios e que é utilizado para ler o futuro.

ORAÇÃO FORTE: Patuá que consiste em uma oração escrita em pequeno pedaço de papel, que a pessoa preserva em seu poder, quer guardado no bolso, ou bolso, ou dentro de um pano em forma de saquinho pendurado no pescoço a fim de proteger-se ou livrá-la de todos os males.

ORI BA BÁA: Saudação aos Ciganos.

ORI: Cabeça.

ORIXÁ: Divindades africanas que representam as forças do Universo Infinito. Espirito puro. Santo. Termo usado para denominar uma Divindade criada por Olorum/ Deus. Um Orixá JAMAIS incorpora nos médiuns. Exemplo: Oxalá Jesus) jamais irá incorporar em terreiro algum, assim como os demais.

ORIXÁ DE CABEÇA ou DE COROA: Termo usado para determinar o Santo de cabeça, Pai de Ori, ou Orixá que rege a cabeça de um determinado filho de Umbanda.

ORIXÁ DE FRENTE: O mesmo que Orixá de Cabeça.

ORIXÁS CRUZADOS: Termo usado para determinar uma entidade que pertence a corrente de duas linhas.

ORUM: Sol.

OTÁ: pedra ritual, elemento e objeto sagrado e secreto do culto.

OXAGUIÃ: Oxalá na forma jovem.

OXALÁ: Pai de todos os Orixás. Reina no céu e na terra. Força da
natureza: Sol.

OXALUFÃ: Oxalá na forma idosa.

OXOSSI: Orixá masculino senhor das matas, ervas e raízes. Força da
natureza: Florestas.

OXUM: Orixá feminino senhora das cachoeiras e rios. Força da natureza:
Rios e cachoeiras.

OXUPÁ: Lua.

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*LETRA P*

PADÊ: Despacho para Exú no início das sessões ou festas, constando
alimentos, bebidas, velas, flores e outras oferendas, a fim de que os
mesmos afastem as perturbações nas cerimônias.

PADRINHO: Nome usado para designar o Pai de Santo, ou para nomear o
apadrinhador do batismo do filho de Umbanda. Pai de Santo, Chefe do
Terreiro.

PAI PEQUENO: Responsável pelo andamento do terreiro assim como a Mãe Pequena. Um dos prováveis substitutos do Pai de Santo caso necessário.

PAI DE SANTO: Zelador do Santo, Chefe de Gira, Chefe de Mesa, Chefe do Terreiro. Médium e conhecedor perfeito de todos os detalhes para o bom andamento de uma sessão. O maior responsável por uma Gira, pelas Correntes, pelo trabalho espiritual. O feitor das Coroas dos filhos de Santo.

PALINÓ: Cântico ou poema em louvor a Iemanjá.

PÃO BENTO: Pão ázimo ou qualquer outro tipo de pão, ao qual se dota de forças místicas. É utilizado em inúmeros trabalhos para diversas finalidades.

PARAMENTO: Roupas e objetos utilizados em cerimônias do ritual religioso.

PATACORI: Saudação a Ogum. Se diz: Patacori Ogum. Se responde: Ogum Nhê.

PATUÁ: Amuleto que é colocado num saquitel (pedaço de pano costurado em forma de saquinho) e é pendurado no pescoço, ou se prende na roupa de uso. Objetos cruzados ou consagrados pelas guia chefe, utilizado para proteger o assistido, contra forças maléficas e energias negativas. Ele pode ser feito de sementes, cruzes, orações, figas, etc.

PAVIO: O mesmo que vela.

PAXORÔ: Instrumento simbólico de Oxalá usado pelos Pais de Santo em trabalhos.

PEDRA DE RAIO: Meteorito, instrumento de Xangô , itá.

PEJI: Gongá, Altar ou Congar. Também pode ser o Rocó.

PEMBA: Espécie de giz em forma cônico arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações.

PEPELÊ: Local onde ficam os atabaques.

PEPEYÉ: Pato.

PEREGUM: Folha muito utilizada em rituais de descarrego.

PERNA DE CALÇA: Também chamado pelos Pretos Velhos de Perna de Carça. O mesmo que homem, marido, esposo, namorado.

PIPOCA: Comida de Omulú/Obaluaiê. Grão de milho arrebentado na areia quente para ser utilizado em descarrego. Descarrego de Pipoca.

PIRIGUAIA: Variedade de búzio.

PITO: cachimbo, charuto, cigarro de palha ou cigarro.

POMBO GIRA: O mesmo que exu Pomba Gira. Denominação de Pomba Gira em Congo.

PONTEIRO: Pequeno punhal ou também pode ser feito de metal, utilizado em cima do terreiro como para-raio” feito para proteção pelos Guardiões.

PONTO CANTADO: O mesmo que curimba, músicas cantadas com energia positiva, entusiasmo e cadência nos trabalhos e giras. Os pontos cantados na Umbanda são preces e a invocação das falanges e Linhas, chamando-as ao convívio das reuniões e no auxilio dos que buscam caridade.

PONTO DE ABERTURA: Ponto ou curimba cantado na abertura das giras.

PONTO DE CHAMADA: Curimba cantada para evocar as entidades da linha do Orixá correspondente.

PONTO DE DEFUMAÇÃO: Curimba feita para o momento de defumação dos filhos.

PONTO RISCADO: São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime. Desenho cabalístico de figuras feito pela entidade para firmar o ponto com uma pemba, feito na firmeza da corrente do Orixá correspondente.

PORTEIRA: Entrada de terreiro o mesmo que Tronqueira.

POVO DE ENCRUZA: Guardiões/ Exús.

POVO DE RUA: O mesmo que Povo de Encruza, se engloba nos Exús e nos
Guardiões

PRECEITO: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos
fiéis.

PUXAR O PONTO: Iniciar a curimba.

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*LETRA Q*

QUARÔ: Flor chamada Resedá, possuidora de notáveis virtudes mágicas e grandemente empregada em banhos e defumações.

QUARTINHA: Vaso pequeno de barro OU PORCELANA, utilizado para colocar água de descarrego do ambiente. Servindo também para o firmamento de Anjos de Guarda, firmamentos e assentamentos do terreiro.

QUEBRA DE QUIZILA: Quebra de demanda.

QUEBRANTO: Mau olhado, feitiço, coisa feita. Normalmente atinge mais crianças pagãs, mas pode atingir também crianças batizadas e adultos. O quebranto é cortado com benzimento.

QUEBRAR DEMANDA: O mesmo que Quebrar as forças, ou Quebrar Demanda, ou seja anular, desmanchar o efeito de um trabalho para prejudicar ou perturbar uma pessoa. Neutralizar, desmanchar maus feitiços feitos pelas trevas. Somente com o respaldo do Guardiões uma demanda pode ser quebrada. Somente os guardiões tem o poder de neutralizar as forças

QUEBRAR PRECEITO: Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no ritual do desenvolvimento ou dos trabalhos.

QUIMBANDA ou QUIBANDA: No termo, significa KIM gênio do mal (para BANDA lado), ou seja, Kimbanda ou Kibanda significa o Lado do Mal. Também conhecida como magia negra, trabalhos e feitiços feitos pelas trevas para fazer o mal e sacrifícios de animais.

QUIUMBA: Espírito obsessor e perturbador. Zombeteiro.

QUIZILA: Estado em que o filho de santo se encontra totalmente
irradiado por um determinado Zombeteiro, que acaba por “encobrir” a
irradiação do Orixá de Ori verdadeiro que rege a cabeça do filho.
Termo usado também para Briga, maledicência, fofoca.

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*LETRA R*

RABO DE SAIA: Termo designado às mulheres.

RAÚRA: O mesmo que Cambono. Auxiliar nos trabalhos do terreiro.

RECEBER O SANTO: Incorporar. Entrar em estado de transe com a Entidade de Luz.

REDENTOR: Jesus Cristo.

REINOS: Uma das divisões dos mundos espirituais. Domínios dos Orixás. Alguns exemplos : Juremá, Pedreiras, Fundo do Mar, Humaitá, etc.

RESPONSO: Oração em latim para determinado santo para se conseguir uma graça.

RITUAL: Equivalente a raspagem de cabeça no Candomblé.. Trabalhos rotineiros na Umbanda.

ROÇA: Terreiro, Centro, Tenda.

ROCÓ ou PEJI: Quarto onde ficam os assentamentos, ou seja, local da personificação dos Orixás onde são guardados seus símbolos e colocados suas oferendas. Funciona como uma espécie de santuário.

RODA DE FOGO: O mesmo que fundanga, feito com pólvora somente pelos Guardiões.

RUM: O maior dos Atabaques.

RUMPI: O Atabaque de tamanho médio.

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*LETRA S*

SACUDIMENTO: Ato de realizar limpeza, lavagem e varredura do terreiro e em seus filhos. Descarrego poderoso.

SAÍDA de IAÔ: Cerimônia de iniciação do filho de santo no Candomblé ou no culto Omolocô.

SAL GROSSO: Empregado sob diversas modalidades nos terreiros, principalmente como banho de descarrego. Ou como descarrego do local com um copo de água e sal atrás da porta.

SALUBA: Saudação a Nanã.

SALVE O POVO DA BAHIA: Saudação aos Baianos.

SANTERIA: Nome da religião na América Latina. Religião irmã do
Candomblé.

SARAVÁ: Saudação umbandista que corresponde a: Salve! Viva!

SEREIA DO MAR: Janaína, princesa d´água. Pode representar também como Iemanjá dentro de um contexto. Entidade da linha dos Encantados, vindas na irradiação das águas, podendo ser de Iemanjá ou Oxum, ou seja dos mares ou rios.

SESSÃO ESPIRITUAL: O mesmo que sessão de Umbanda, trabalho espiritual iniciado no terreiro pelos nossos amigos benfeitores.

SINCRETISMO: Fenômeno de identificação dos orixás com os Santos Católicos.

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*LETRA T*

TARIMBA: Cama.

TAUARI: Cigarro de palha.

TENDA: Centro, terreiro, casa de Umbanda..

TOCO: Vela.

TOMAR PASSE: Receber das Mãos dos médiuns em transe vibrações da
Entidade de Luz, as quais retiram do corpo da pessoa os males
provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado,
encosto, castigo.

TRONQUEIRA: O mesmo que Porteira, Casa da Guarda, Casa de Exús.
Entrada de terreiro, onde se firma as proteções dos Exús.

TUIA: Pólvora.

TUMBA: Sepultura.

TUPI: Tribo indígena.

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*LETRA U*

UMBÓ: Cultuar.

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*LETRA V*

VUNGI: Orixás crianças (nação de Angola).

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*LETRA X*

XAMAM: Deus dos indígenas.

XANGÔ: Orixá masculino senhor da Justiça e da inteligência. Força da
natureza: Pedreiras.

XETRUÁ: Saudação aos Boiadeiros.

XETRUÊ: Saudação aos Boiadeiros.

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*LETRA Z*

ZAMBI: O mesmo que Deus.

ZIRI: Comida estragada.

ZULU: Tribo africana.

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    E assim terminamos nosso dicionário de Umbanda, espero que todos
tenham apreciado essa bela curiosidade.

    Grande axé a todos os irmãos!

                                             
                                  

Carlos de Ogum
segunda-feira, 10 de julho de 2017 36 comentários

Pequeno Dicionário de Umbanda. 2ª Parte - Letra: D a Letra: L



    Estamos dando continuidade ao nosso pequeno dicionário de Umbanda,
essa é a segunda parte, e esperamos que todos apreciem a leitura.

    Lembramos que a primeira parte do dicionário foi postada no dia 30/06/2017 e a terceira no dia 20/07/2017; e os links abaixo nos levam a elas.


    Agora vamos a segunda parte de nosso dicionário da Umbanda.
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*LETRA D*

DANDÁ: Vegetal, espécie de capim, que exala um odor, muito usado em
trabalhos, como banho e defumações em ritual de Umbanda.

DANDALUNDA: Outro nome dado a Janaína, Iemanjá, ou Mãe Dandá.

DAR COMIDA AO SANTO: Quer dizer o oferecimento de alimentos aos
orixás. Dentro da Umbanda se faz o preparo da comida referente a cada
Orixá, e após o ritual não se despreza os alimentos, pois são
distribuídos aos filhos da casa e muitas vezes a assistência.

DAR FIRMEZA AO TERREIRO: É o gesto de defumar as pessoas, firmar a
curimba, elevar o pensamento em Prece ao Alto, firmar o Gongá, riscar
ponto. São feitas sempre antes de iniciar as giras para impedir o
acesso de espíritos trevosos e obsessores.

DAR PASSAGEM: Ato que o médium faz para deixar que a entidade
incorpore. Da mesma forma a troca de uma Entidade de Luz para outra na
Coroa do Médium sem que haja a desincorporação.

DAR PASSE: Feito pelos médiuns incorporados ou não. Tem a finalidade
fluídica de renovar as energias do assistido, afastando más
influências, invejas. e todo tipo de baixa espiritualidade.

DEBURÚ ou DEBORÔ: O mesmo que pipoca.

DECÁ: Bracelete ritual que o filho de santo recebe após sete anos de
sua primeira saída da camarinha, isso no Candomblé.

DEFUMADOR: Composto de essências aromáticas, folhas e cascas, usado
ritualmente em limpezas, descarregos e formas terapêuticas.

DÊLLOGUN: Guia de pedras transpassadas em trança, que somente pode ser
utilizado pelos sacerdotes, chefes, e pelo comando do terreiro.

DEMANDA ou DEMANDADO: termo utilizado para designar um indivíduo que
sofre um feitiço ou ataque espiritual das trevas, através da magia
negra elaborada por um encarnado ou desencarnado que tem a baixa
espiritualidade.

DESCARGA: o mesmo que limpeza astral ou material, feita através de
banhos, passes, fundanga ou defumação para limpar a o perispírito do
assistido.

DESCARREGAR: livrar o assistido de vibrações maléficas, negativas ou
trevosas.

DESCARREGO: Limpeza de aura, espírito e corpo físico feito através de
passes, banhos ou defumações.

DESCER: O mesmo que incorporar a entidade.

DESCIDA: quando as Entidades Espirituais vão incorporar no médium

DESENCARNAR: deixar a carne, falecer, morrer.

DESENVOLVIMENTO: destina-se ao iniciante no desenvolvimento das
faculdades mediúnicas de incorporação. O preparo do médium para ativar
sua capacidade mediúnica.

DESMACHE: Espécie de muleta usada em alguns terreiros como instrumento
de Xangô

DESMANCHAR TRABALHOS: É tornar livre uma pessoa dos efeitos de
trabalho de enfeitiçamento, como também beneficiar alguém que tenha
sido vítima de magia negra.

DESOBSESSÃO: Retirada de obsessores através de trabalhos de descarrego
e limpezas. Encaminhamento de Eguns.

DESPACHAR: Entregar ao Orixá o que é do Orixá. Despachar também é um
termo usado para tudo que é sagrado, seja comida de santo, seja
qualquer objeto. É deixar em um determinado local os restos de
oferenda e materiais magísticos, orientado pela entidade chefe.

DESPACHO: Trabalho utilizado com materiais magísticos, orientado e
comandado pela Entidade em questão. Muito utilizado para anular um
trabalho, desmanchar magia negra.

DIA DE OBRIGAÇÃO: É o dia de sessão quando os médiuns e os consulentes
observam certos atos do ritual umbandista e cumprem tudo quanto lhes é
determinados pelos Guias e Entidades de Luz.

DILONGA: Prato que representa um dos utensílios de Ogum.

DOBALÊ: É assim chamada a saudação dos médiuns que possuem guias
femininos.

DOLOGUM ou DILOGUM: Guia com 16 fios.

DOUM: Terceiro santo da linha das crianças; é a pequena imagem que fica entre São Cosme e São Damião.
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*LETRA E*

EBAME ou EBAMI: Filha de Santo com mais de 7 anos.

EBI: Serpente que é representada por um ferro retorcido, fazendo parte
da ferramenta de Xangô, colocada junto com o machado.

EBIANGÔ: Planta muito usada pelos negros em amuletos e que é tida como
portadora de virtudes mágicas, como por exemplo, afastar espíritos
maléficos.

EBIRI: Símbolo de Oxumaré.

EBÔ: Despacho. Presente para Exu. Oferta que se oferece em encruzilhadas
ou em qualquer outro local.

EBÓ: Líquido com vários vegetais não fermentados, sendo preparado para
diversos casos: Banhos, banhos para a cabeça, limpeza de ambiente, etc..

EBOMIM: Designação do médium feminino quando conta mais de 7 anos
de desenvolvimento.

EDU: O mesmo que carvão.

EFUM: Farinha de mandioca.

EGUN: Espíritos desencarnados. Também podendo ser visto como Espíritos
trevosos, maledicentes, vampirizadores.

EGUNGUN: Materialização de encarnados. Aparição. Evocação de Ancestrais
e Espíritos Protetores.

EJÁ: Peixe.

EKÊ: Fingimento, mentira.

EQUÉDE ou EKEDI: São as auxiliares femininas das Mães Pequenas. As
Ekedis não incorporam, mas tem autoridade sobre as Entidades como uma
Mãe Pequena.

EKU: O mesmo que morte.

ELEDÁ: Anjo da Guarda.

ELEGBÁ: Espírito Maléfico.

ENCANTADO: Ser que não morreu, foi arrebatada.

ENCARNAÇÃO: Oportunidade de habitar novamente a Terra, tendo como
vestimenta terrestre, o corpo carnal, emprestado por Deus, para as novas
missões e expiações do espírito encarnante.

ENCOSTO: Espírito que consciente ou inconsciente, aproxima-se da pessoas
vivas, prejudicando em diversos setores da sua vida econômica, saúde,
pessoal e social. Um espírito inferior que se agrega ao encarnado,
sugando-lhe as energias, vampirizando-o.

ENCRUZA: O mesmo que encruzilhada.

ENCRUZAR: Ritual umbandista no início de um período ou sessão
consistindo em fazer uma cruz com a pemba na nuca, na palma da mão, na
testa do médium e na sola do pé. Isso fecharia o corpo do médium e
protegeria, fortificaria sua mediunidade e ajuda também a estabelecer
uma ligação mais firme com os Guias Espirituais.

ENDÁ: Diz-se a coroa imaterial que acompanha o médium em desenvolvimento
após a iniciação. Sinônimo de aura.

ENTIDADES: o mesmo que espíritos ou Guias.

EPARREI: saudação a Iansã.

EPÔ: Azeite de Dendê.

EPOJUMA: Azeite doce.

ERÊ: Entidades de Luz na forma de criança. Nome dado a corrente de Cosme
e Damião. As crianças de Umbanda.

ERÓ: Segredos e Ensinamentos revelados aos médiuns no terreiro em seu
desenvolvimento.

ERUEXIM: Rabo de cavalo, espécie de espanador usado por Iansã.

ESPIRITISMO DE LINHA: Designação dada a Umbanda e as sessões no
terreiro.

ESPIRITISMO DE MESA: Designação dada a Umbanda nas sessões de cura por médicos incorporados.

EXÊ UEPE BABÁ: Saudação a Oxalá.

EXÚ: Entidade de Luz da linha de esquerda que trabalha pela caridade em nome de Zambi.

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*LETRA F*

FALANGE: Significa a subdivisão de Linhas onde cada falange é composta
de um número incalculável de espíritos orientados por um Guia Chefe da
mesma. O mesmo que legião. Conjunto de espíritos de uma mesma faixa
vibracional, boa ou má.

FALANGEIRO: Chefe de falange. Guia Chefe.

FAZER MESA: Abrir a sessão, abrir a Gira.

FAZER OSSÊ: Cerimônia semanal que consiste no oferecimento de alimento
ou bebida preferida dos Orixás.

FECHAR A GIRA: Encerrar os trabalhos no terreiro.

FECHAR A SESSÃO: Encerrar as Giras e trabalhos espirituais com cantos
e orações e agradecimentos.

FECHAR A TRONQUEIRA: Ato de defumar e cruzar a casa nos quatro cantos
do terreiro evitando que espíritos perturbadores ou zombeteiros
atrapalhem a sessão de Umbanda.

FEITIÇO: Magia elaborada, bruxaria, magia negra.

FEITO: É o médium masculino desenvolvido dentro do terreiro.

FEITO DE SANTO: Iniciação do desenvolvimento de um médium.

FEITO NO SANTO: Médium que teve o cerimonial de firmeza de cabeça por
haver completado seu desenvolvimento mediúnico.

FILÁ: Capuz confeccionado com palha da costa que cobre o Orixá
Obaluaiê.

FILHO DE FÉ: Denominação para adeptos da Umbanda. Pessoa que esta no
terreiro.

FILHO OU FILHA DE SANTO: Médium que se submeteu a doutrina e todo
ritual.

FILHO PEQUENO: Termo de parentesco místico que se refere a um laço
interposto pela iniciação entre um noviço e seu padrinho, gerando
obrigações e deveres semelhantes aos do compadrio.

FIRMA: Pedra em formato cilíndrico utilizada na confecção de uma guia.

FIRMAR A PORTEIRA: É a segurança para os trabalhos da sessão que será
realizada. Esse trabalho pode ser simbolizado por um ponto riscado na
tronqueira ou uma vela acesa, isso dentro da determinação do Mentor e
as regras da casa.

FIRMAR ANJO DE GUARDA: Fazer oração para anjo de guarda, entrar numa
ligação luminosa mental com seu anjo da guarda, pedindo a ele Luz,
Proteção e Forças.

FIRMAR O PONTO: Concentração coletiva que se consegue cantando um
ponto puxado pelo Guia responsável pelos trabalhos. O Ponto Firmado
pode ser apenas Firmar Ponto: cantar a curimba, cantar as músicas
referentes a cada Orixá, com harmonia, entusiasmo e cadência.
Refere-se também ao Ponto Riscado que é feito pela Entidade de Luz
como prova de identidade.

FIRMAR TRONQUEIRA: Ato que somente pode ser feito pelo sacerdote ou um
de seus comandados que possua ligação direta com os Chefes espirituais
do terreiro, para acender as velas da Tronqueira/ ou Casa.

FIRMAR: Ato de concentração.

FLUÍDOS: Emanações de energias positivas ou negativas.

FUNDAMENTOS: Leis de rituais, ação e atuação da Umbanda Sagrada.

FUNDANGA: Roda de Fogo, feita com pólvora, regida somente pelos Exús
Guardiões, Chefes do terreiro.

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*LETRA G*

GADJO: Indivíduo do sexo masculino que não faz parte de nenhuma tribo
de Ciganos. Homem sem sangue Cigano.

GANGA: O mesmo que Exús.

GANZÁ: Instrumento musical.

GARRAFADA: Remédio preparado por Pai ou Mãe de Santo, o qual consiste
numa maceração de vegetais em aguardente. A preparação dos
ingredientes são puramente naturais.

GIRA: Corrente espiritual. Caminho.

GONGÁ: O mesmo que Altar, ou Pegi, ou Congá, ou Congal. Local onde
ficam as imagens e velas representando as Divindades e Orixás dentro
do terreiro. Local sagrado..

GUIA: Fio de contas usados nos rituais afro-brasileiros. Na maioria
das vezes essas guias correspondem aos Orixás dos Filhos de Santo. São
confeccionadas com Conta de miçangas ou de cristal ou mesmo de
porcelana, da cor especial do Orixá ou Entidade Espiritual que
representa e identifica. Pode também significar a própria Entidade de
Luz, como por exemplo: Pretos Velhos, Caboclos, Ibeijadas, Boiadeiros,
Malandros, Exús, etc.

GUINÉ: Folhas utilizadas nos rituais. Ervas.

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*LETRA H*

HALO: Luminosidade que envolve um espírito de grande elevação.

HEFE DE CABEÇA: É um dos nomes como é designado o Guia Chefe do médium
de terreiro que tenha sido desenvolvido e cruzado no mesmo.

HOMEM DAS ENCRUZILHADAS: Exú.

HOMEM DE RUA ou DAS ENCRUZILHADAS: Referência ao Exú Guardião.

HUMAITÁ: É de origem indígena, do tupi guarani e seu significado é:
Hu = negro, ma = agora, itá = pedra.
PARA NÓS UMBANDISTAS: HUMAITÁ é a morada de Ogum.

HUMULUCU: Comida Africana feita de feijão fradinho, azeite de dendê e
diversos temperos. Também conhecida como Omolocum.

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*LETRA I*

IÁ: O mesmo que Mãe.

IABÁ: Especialista no ritual, encarregada do preparo das comidas de
santo, banhos e macerados dos Orixás. Em algumas regiões Iabá
significa a filha d'água, Sereia, ou encantada de Iemanjá.

IALORIXÁ: Sacerdote feminino, nome que se dá a Mãe de Santo, dirigente
do terreiro.

IANSÃ: Orixá feminino senhora dos ventos e tempestades. Força da
natureza: Raios e ventos.

IAÔ: Médium feminino no primeiro grau de desenvolvimento do terreiro.
Termo que designa o noviço após a fase ritual da reclusão iniciatória

IBEIJADA: Entidades de Luz na forma de criança.

IBEIJI: Orixás gêmeos que representam as crianças, Ibeijadas, Erês na
Umbanda.

IEMANJÁ: Orixá feminino, senhora dos mares, praias e peixes. Força da
natureza: Oceanos e água salgada.

IFÁ: Deus dos oráculos e da adivinhação. Senhor do destino. Há quem
afirme ser sua representação a cabaça envolvida por uma trama de fios
de búzios, ou na peneira de palha.

IJEXÁ: Ritual africano. Os adeptos do Ijexá temem os mortos e
apressam-se em expulsá-los dos terreiros.

ILÊ: Casa de Candomblé.

INSABA: O mesmo que folhas.

IÓ: O mesmo que sal.

IORUBÁ: Negro africano que fala a linguagem nagô.

IR PARA A RODA: Uma frase que traduz o desenvolvimento da mediunidade
na corrente.

ITÁ DE XANGÔ: Pedra caída junto com o raio.

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*LETRA J*

JABONÃ: O mesmo que Mãe Pequena: Título honorífico feminino que
corresponde a segunda pessoa na ordem hierárquica de uma casa de
santo. Seu equivalente masculino é Pai Pequeno. Diz-se também, mãe ou
JABONAN Assim chamada a auxiliar da Babá.

JACULATÓRIA: Oração curta. Reza resumida e fervorosa.

JACUTÁ: Denominação de altar. Casa do santo.

JESUS: Sincretismo do Orixá Oxalá.

JIBONAN: Designação do fiscal de trabalhos do terreiro.

JOLOFÔ: Coisa inútil ou pessoa tola.

JUREMA: Uma das Caboclas de Oxossi, chefe de falange. Podendo ser
também o nome do local onde todos os Caboclos ficam espiritualmente.

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*LETRA K*

KARDECISMO: Um dos pontos básicos em que se fundamentam todas as
teorias espiritualistas. Decodificação do Espiritismo por Alan Kardec,
de onde originaria o nome Kardecismo.

KAURIS: Búzios, utilizados no jogo do delogum. Outrora também serviram
de dinheiro na África.

KIUMBA: Espírito maléfico e obsessor. Espírito atrasado e sem nenhuma
luz. Zombeteiro.

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*LETRA L*

LAÇAR O COBREIRO: Assim é chamada a oração que se escreve com tinta em
volta do "cobreiro" para fins curativos.

LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA: Além do capim e da miçanga, assim também
são conhecidas as contas de semente dessa planta para confecção de
terços, guias e outros objetos.

LANCATÉ DE VOVÔ: É o mesmo nome por que é conhecida a igreja Nosso
Senhor do Bonfim, em Salvador Bahia.

LAROIÊ: Saudação aos Exús e Pombo Giras, sempre devemos dizer assim:
Laroiê Exús e Guardiões, Laroiê Pombo Gira ou Laroiê as Damas.

LAVAGEM DE CABEÇA: A lavagem de cabeça é feita derramando-se o Amaci
(banho preparado especialmente para essa cerimônia) sobre a cabeça do
médium que está no término do desenvolvimento.

LÊ: O menor dos Atabaques.

LEBA ou LEBÁ: O mesmo que Exú.

LEBARA: Exú, no seu aspecto de Senhor da Força.

LEGIÃO: o mesmo que falange.

LEI DA UMBANDA: Fundamentos e religiosidade, seguindo o evangelho e
ensinamentos do mestre Oxalá.

LINHA: União das falanges, sendo que cada um tem seu chefe. Faixa de
vibração da falange de uma determinada corrente de um Orixá.

LINHA BRANCA: Linha de Guias que não cruzam com a linha da esquerda.

LINHA CRUZADA: É quando se unem duas ou mais linhas com o fim de
tornar mais forte um trabalho no terreiro. Normalmente esse cruzamento
dá-se com uma Entidade de Luz da direita com uma Entidade de Luz da
esquerda.

LINHA DAS ALMAS: Entidades da corrente africana que irradiam na linha
dos Pretos Velhos e Obaluaiê/Omulú.

LINHA DE CURA: corrente de entidades que podem irradiar na linha de
Oxossi, Obaluaiê, Pretos Velhos, Povo do Oriente, que trazem a função
e o conhecimento da medicina, atuando no tratamento com ervas, banhos,
e cirurgias espirituais ao assistido e necessitado.

LINHA DO ORIENTE: Corrente de Entidades espirituais de características
e afinidades com Povos do Oriente e Ciganos.

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Grande axé a todos os irmãos!





Carlos de Ogum
 
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