sexta-feira, 10 de novembro de 2017 34 comentários

Falando de Exú Mulambo e de Pombo Gira Maria Mulambo



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Em uma escura noite de inverno,
no caminho que eu seguia,
buscando um reino eterno,
encontrei o meu Guia.

Ao seu lado uma mulher bela,
que nas mãos trazia a luz,
nas cores da aquarela,
mostrando o caminho que me conduz.

Como Senhor Exú Mulambo ele se apresentou,
me abraçando como se abraça um irmão,
o nome dela era Maria Mulambo como assim demonstrou,
Exú e Pombo Gira que acalentaram meu coração.
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    A história conta que Senhor Exú Mulambo e Dona Maria Mulambo eram irmãos gêmeos nascidos nos meados do século XIII, provindos de uma família humilde que vivia na região noroeste da Inglaterra. Eram caçulas de um grupo de 11 irmãos, e foram separados desses irmãos por serem gêmeos.

    Nessa época alguns líderes religiosos importantes ligados aos nobres e a grandes fazendeiros, pregavam que crianças gêmeas eram a demonstração do mal na terra, que ao nascerem essas crianças estavam ligadas a feitiçarias e bruxarias, e deveriam ser mortas, queimadas ou afogadas nos grandes rios, para que esse mal não crescesse diante do povo humilde.

    Ao nascerem os gêmeos, seus pais ficaram desesperados, tinham receio de que esses líderes descobrissem que naquela gestação tão esperada surgiriam um lindo casal de gêmeos, e certamente seriam assassinados em nome da falsa pregação demoníaca inventada pelos religiosos atormentados pelas suas próprias mentiras, que se prolongavam e iam criando vida.

    No desespero o pai dos gêmeos os esconderam em uma caverna próxima dali juntamente com a sua esposa, afim de deixá-los em segurança. A partir dai espalhou a notícia de que a criança que nascera não suportou o parto, e desencarnou ao nascer.

    Foi uma comoção na região, pois a família era muito querida pelos trabalhadores rurais que ali sobreviviam.

    O pai dos gêmeos também disse que sua esposa se encontrava muito fraca, e que teria que buscar forças nos ares montanheses, e assim conseguiu omitir o nascimento dos gêmeos.

    Essa omissão ficou fora do conhecimento dos líderes religiosos por dez anos. Mas infelizmente algo de inesperado aconteceu.

    Certa tarde os irmãos gêmeos brincavam fora da caverna, e começaram a cogitar novas aventuras, indo até o pequeno arraial onde nasceram. E lá não deixaram de ser notados pela grandiosa semelhança entre ambos.

    O povo um tanto assustado os observavam muitos se afastavam pelo receio de estarem indo ao encontro de seres das trevas, pois por dezenas e dezenas de anos os líderes religiosos pregavam o mal que supostamente vinha de pessoas gêmeas.

    O falatório se espalhou entre todos, e as notícias chegaram até os grandes líderes religiosos, que estupefatos não acreditavam que poderiam ter deixados esses seres demoníacos, isso na visão deles claro, chegarem ao ponto de crescerem e se aventurarem por entre as pessoas da região.

    Foi um alvoroço enorme, todos cogitavam estar sendo atacados por feitiçarias, os líderes saíram em busca dos irmãos gêmeos, até que os encontraram inocentemente brincando pela cidade.

    De uma forma abrupta os capturaram, e os levaram presos até o mosteiro no qual esses líderes viviam. Lá foram apresentados ao grande supremo da religiosidade da época e local, e rapidamente foram jogados em um pequeno calabouço.

    Sem entenderem os fatos reais, as crianças choravam de pavor da situação, e nesse local que tiveram a primeira experiência espiritualista.

    No teor do pavor, na escuridão do calabouço, no desespero das lágrimas perdidas, diante das crianças surge uma linda imagem de um homem, forte e com a serenidade nos olhos, dizendo-lhes assim:

    "Não temam, logo estarão livres. E assim que a liberdade vier vocês partirão para uma nova vida, vida essa que estará cheia de prata e ouro. Porém, o tempo vai mostrar dois caminhos a vocês. O primeiro caminho será da caridade, do amor e da paz. O segundo caminho será de ostentação, prepotência e desamor. O livre arbítrio de vocês é que responderá por um terceiro caminho, no qual vão receber de acordo com o que for escolhido.

    Reflitam bem sobre essas palavras, pois a escolha será difícil, sofrerão pelo frio, fome e dor, mas poderão não sofrer e viver com a riqueza, nobreza, mas lhe faltando algo muito maior.

    Tudo dependerá do que tiverem dispostos a abandonar e a doar no futuro."

    E assim o homem desapareceu, deixando ali sobre intensa reflexão os irmãos gêmeos.

    Fora do mosteiro o pai dos gêmeos desesperado buscava uma maneira de ajudar os filhos, sem imaginar como poderia fazer isso, pois o poder dos líderes sobre o povo era intenso, tanto que centenas de pessoas se aglomeravam em frente ao mosteiro com tochas nas mãos com intuito de levarem às crianças a fogueira para serem queimados vivos.

    O pai em intenso desespero clamava a Deus. Lágrimas rolavam em seu rosto, precisava salvar seus pequenos.

    Na sacada do mosteiro apareceu um dos líderes religiosos dizendo ao povo a decisão tomada pela cúpula, e essa decisão seria levar os gêmeos a fogueira no dia seguinte para serem queimados vivos, e assim afastar os demônios que os seguiam, e desejavam tomar a cidade.

    A população ao ouvirem esses dizeres foram se afastando mais tranqüilos, imaginando que esse seria o melhor caminho a ser tomado para assim proteger a cidade da suposta tomada do demônio.

    Pouco a pouco o local era esvaziado, restando apenas o pai dos gêmeos, que continuava de joelhos a chorar copiosamente.

    Diante dele surge um dos líderes religiosos, no qual lhe estendeu as mãos e o pôs de pé, dizendo com uma voz amigável:

    "Meu irmão, sei do seu sofrimento, sei de sua dor como pai. Não prego o mesmo pensamento que meus companheiros de mosteiro. Não creio que irmãos gêmeos sejam enviados do demônio. Não tenho poder para lutar contra essa ideia, porém posso tentar ajudá-lo a resgatar seus filhos antes do amanhecer, para que assim possa fugir com eles para longe daqui.

    Uma luz de esperança surgiu no coração do pai desesperado. Ele cai de joelhos em frente ao missionário, agradecendo com lágrimas nos olhos.

    A madrugada se entranhou pela noite estrelada. O religioso adentra ao calabouço do mosteiro juntamente com o pai dos gêmeos disfarçado com as vestes usadas no ambiente de orações. Chegaram rapidamente até as crianças, que ao verem o pai se emocionaram extremamente.

    Com um máximo de cuidado conseguiram fugir do fatídico mosteiro do terror, e ainda pela madrugada fugiram da cidade, indo para um local desconhecido dos líderes religiosos.

    Andaram alguns dias e noites. O frio era intenso, a fome companheira extrema, o medo tomava os corações desesperados.

    Chegaram até uma localidade distante, e ali o pai teve que se separar das crianças e retornar ao arraial, pois com a fuga dos gêmeos e o desaparecimento do pai, que era antigo morador da localidade, poderiam os líderes desconfiar de algo, e fazerem algum tipo de mal a mãe das crianças e a seus irmãos.

    O dia já raiava, o homem chega a uma velha senhora, pede-lhe ajuda, explica que deixou a esposa adoentada na cidade vizinha, e tinha necessidade de ir buscá-la, porém tinha obrigação de deixar as crianças em boas mãos para que pudesse fazer uma viagem tranqüila.

    A velha senhora com todo carinho disse-lhe que o ajudaria, e que poderia buscar sua esposa sossegado.

    E assim o homem mais tranqüilizado partiu para buscar sua esposa e filhos, e assim tentar deixar tudo para trás e recomeçar uma nova vida. Porém a fúria dos líderes sem coração não tinha limites. Quando ele retornou a sua casa, o pai esperançoso teve uma surpresa extremamente desagradável. Sua casa tinha sido invadida, e presos foram sua mulher e filhos pelos líderes fanáticos.

    Ele desesperado corre até o mosteiro, e ao chegar acaba sendo capturado, acusado de fazer parte de feitiçarias, e por ter resgatado os gêmeos, que eram vistos como seguimento do demônio.

    De uma maneira covarde e impensável, os líderes, e o povo daquela região levaram a família dos gêmeos para serem condenados a fogueira. E em um grau de intensa de crueldade foram queimados com aval dos líderes religiosos.

    O tempo passou, a família foi esquecida pela população. E os gêmeos continuaram fora da cidade natal deles, vivendo com a velha senhora que lhes cuidavam como se fosse os próprios filhos, esperando a volta do pai que um dia os deixaram sobre os cuidados da anciã.

    E o pai não retornou, e não retornaria jamais. Alguns anos se passaram a velha senhora, agora fraca, doente, frágil, sofria por entender que seus dias de encarnada estavam para terminar, e com isso receosa em deixar os gêmeos desamparados, foi até um velho castelo, no qual ela trabalhou por toda a vida, e lá foi estar com um senhor muito caridoso Conde nobre da região, e com ele buscou auxilio para os gêmeos desamparados.

    Ele ouvindo todo o relato da velha conhecida, disse que ela não deveria se preocupar, pois cuidaria dos gêmeos, e assim o fez quando a anciã desencarnou.

    As crianças viveram no castelo por 10 anos, e nesse tempo aprenderam com o Conde que deveriam sempre buscar fazer o bem, trazer a paz e entregar a caridade. Porém os jovens se sentiam limitados, e desejavam auxiliar mais e mais pessoas, contudo naquela região já tinham feito o que era preciso, desejavam buscar algo ou alguém que realmente estava necessitado.

    Mesmo sem a autorização do Conde, os gêmeos saíram à noite em busca de uma cidade próxima, e assim avaliarem as condições de vida de outras pessoas. E esse foi um erro grandioso. Ao adentrarem na cidade natal deles e de sua família, logo foram percebidos por populares, e esses logo chamaram a atenção dos líderes religiosos, que sem demora foram ao encontro dos gêmeos. Após estarem de cara a cara, não havia dúvida, perceberam que eram os mesmos gêmeos fugitivos. E nesse momento, após muita falação, os jovens descobriram o triste destino de sua família, e talvez o mesmo para eles, a fogueira.

    O Conde dando falta dos jovens, após algumas perguntas descobriu o paradeiro deles. Sabendo de toda a história referente à lenda sobre gêmeos e os líderes cruéis, partiu com uma pequena comitiva no intuito de resgatar os jovens das mãos dos sanguinários falsos religiosos. Porém ao chegar ao local onde se encontravam, o Conde e sua pequena comitiva foram atacados por rebeldes que tomados pela ignorância imposta pelos líderes religiosos, assassinaram a todos sem a menor piedade.

    Ao observar toda essa crueldade o mesmo líder que antes havia auxiliado os gêmeos e seu pai na fuga do mosteiro, novamente buscou ajudar os jovens. O velho religioso dando roupas em farrapos aos jovens mandou que as usasse e separadamente se misturassem com a população. Não deveriam ser vistos juntos, até que conseguissem sair da cidade.

    E assim foi feito, partiram em fuga, com as vestes em farrapos para não serem reconhecidos.

    De cidade em cidade, os jovens iam caminhando, porém as notícias se espalhavam como pólvora, e como os líderes não admitiam por um motivo de orgulho serem contrariados, passaram a perseguir os gêmeos por várias cidades.

    Mesmo sendo perseguidos, os jovens continuavam buscando fazer a caridade aos semelhantes necessitados. Tratavam de doentes, auxiliavam as crianças, os idosos, recolhiam roupas e comida para os menos afortunados. Andavam com as vestes em molambos para não serem reconhecidos, só se encontravam a noite para serem protegidos pela escuridão, e de caridade a caridade feita, iam se mostrando seres de luz, paz e amor, como anjos enviados por Deus.

    Certa noite em uma pequena cidade na qual os gêmeos estavam auxiliando alguns andarilhos adoentados, entre eles várias crianças, um dos líderes que os perseguiam os visualizaram, e ficando de tocaia em observação onde os jovens se escondiam, e quando teve a certeza do local, se debandou apressadamente ao encontro dos outros líderes, com intuito de pegar os gêmeos de surpresa.

    Ao retornarem no local os gêmeos já não se encontravam mais, isso deixou os líderes raivosos ao extremo, e os fizeram sair dali com intenções de muita perversidade. Eles foram até o grupo de andarilhos no qual os jovens estavam cuidando, dentre esse grupo os religiosos pegaram as crianças a força, e espalharam o boato pela cidade que iam sacrificar um a um caso os gêmeos não aparecessem.

    A cidade ficou em desespero, as notícias se espalharam como fogo em pólvora, até que chegaram até os jovens gêmeos, que mesmo sabendo de seus destinos nas mãos dos líderes assassinos, foram até eles pedindo a soltura das crianças.

    Os religiosos capturaram os gêmeos, os torturaram até a morte. Seus corpos foram arrastados e jogados no meio da cidade diante dos olhares incrédulos da população.

    Os líderes simplesmente se viraram e partiram, deixando para trás o gosto amargo da vingança sobre dois inocentes que o único mal feito foi terem nascido gêmeos.

    As pessoas um tanto assustadas, se aproximaram dos corpos ainda vestidos com os molambos, os pegaram e os sepultaram um ao lado do outro. Sobre o sepulcro, flores nas cores azuis e rosas nasceram perfumando todo o ambiente, dessas flores saiam um pequeno néctar que milagrosamente auxiliava na cura de males das pessoas daquela região.

    Hoje em dia Senhor Exú Mulambo e Dona Maria Mulambo, trabalham em prol da caridade em terreiros de Umbanda, trazendo entendimento, retirando obsessores, como Kiumbas, Eguns e Zombeteiros, abrindo caminhos, retirando magia negra e feitiçarias, para aliviar a caminhada dos semelhantes rumo a Jesus.

    Laroiê Senhor Exú Mulambo!

    Laroiê Dona Maria Mulambo!
Carlos de Ogum
  
segunda-feira, 30 de outubro de 2017 93 comentários

ORIXÁ REGENTE DO ANO DE 2018.



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    E o ano de Pai Oxossi está chegando ao fim.

    2017 passou realmente como uma flecha, se findando com muitos
acontecimentos, coisas boas e ruins com esse ano se vão.

    Parando para refletir, fazer um pequeno parecer desse ano de 2017
podemos verificar o quanto houve evolução em nossa caminhada rumo a
Deus, ou talvez não evoluímos nada.

    Passamos bons momentos, assim como passamos momentos tristes.

    Fizemos novos amigos, novos amores, novos rumos talvez aconteceram
na vida de cada um de nós.

    Muitas lições dadas, muitas compreendidas, outras que nem
imaginamos que fosse uma lição.

    E assim o ano de 2017 se vai.

    Em nosso íntimo estamos nos preparando para uma nova era, uma nova
caminhada, novas lições, novos rumos talvez.

    Sabemos que a cada inicio de ano nascem com ele novas
possibilidades de alegrias, tristezas, vencimentos de obstáculos,
decepções, enfim, já ficamos preparados para estabelecer nossas
esperanças no novo ano que está para chegar, e assim elevarmos nossa
fé ao ponto máximo, e passar por ele de uma forma que só restarão as
alegrias, não deixando que as possíveis tristezas nunca nos domine, e
assim possamos progredir ainda mais a nossa tão sonhada evolução
espiritual.

    E a cada entrada de ano, nós umbandistas ou não temos um grande
interesse em saber qual o Orixá ou os Orixás que vão reger esses 365
dias de luta contra as dificuldades da vida.

    E como de costume é feito, o nosso amado Preto Velho Rei Congo,
jogou seus búzios, e nos revelou essa informação, sendo ela confirmada
pelos queridos também Pretos Velhos, Pai Antero e Vovô Benedito da
Calunga.

    Portanto, agora estaremos repassando as informações divulgadas.

    No ano de 2018 o Orixá regente será Pai Xangô que regerá
intensamente por todo ano, tendo como companhia a partir do mês de
junho a linda e explendorosa Mãe Iansã.


    Resumindo, e respondendo a pergunta mais simplesmente, ao ser
perguntado qual Orixá vai reger o ano de 2018, podemos certamente
dizer Xangô, que será o Orixá dominante desse ano.

    O ano de 2018 será um ano de busca de justiça, e cobrança por essa
justiça. A união entre os povos poderá derrubar muitos ditadores e
corruptos, porém tudo vai depender dessa união, pois o povo em geral
estará mais descrente com a própria justiça, e sendo assim poderá não
ter a união necessária para assim criar uma corrente de força, e assim
derrubar aqueles que se utilizam dos recursos públicos para seu
próprio bem estar e demonstração de poder.

    O ano de 2018, tendo também a influência de Iansã, passará tão
rápido quanto o ano de 2017, que tinha a velocidade da flecha de
Oxossi, isso porque os ventos de Iansã soprarão com mais força, e seus
raios riscarão os céus, dando a nítida impressão do tempo passar bem
rápido.

    Será um ano extremamente quente, e todos sentirão bastante isso, e
não só no que se diz a temperatura, pois o fogo vai predominar esse
ano, e sendo assim, além de em alguns meses a temperatura vai estar
fora do esperado, no que se diz calor literalmente, mas a temperatura
dos ânimos pessoais, podendo assim ser um ano com muitas batalhas com
intuito de dominar outros povos.

    A mãe terra estará em plena erupção, e a natureza vai buscar se
defender, isso pode ocasionar algumas tragédias naturais, assim como
grandes tempestades, ativação de vulcões e furacões.

    Em 2018 devemos manter nossa fé ativa, buscar fazer sempre o bem,
sermos fiéis as nossas convicções, pois sabemos que o ano de Xangô é
um ano justiceiro, e assim como Pai Xangô tem como símbolo seu machado
de dois gumes, devemos entender que esse ano será um período de
justiça para os dois lados, portanto aquele que faz o bem com amor e
honestidade, receberá o bem da mesma forma, porém aqueles que não
forem corretos serão cobrados de uma forma extrema.

    O ano de Pai Xangô é bem mais claro, correto e realista, ano que
devemos entrar no próprio eu, e tentar mudar nossos erros.

    Será um ano um tanto difícil a todo o planeta, e a recomendação é
Orar e vigiar, e assim melhoraremos como pessoa, e colheremos os
frutos desse ano da justiça.

    Muitas verdades escondidas aparecerão, muitas pessoas serão
desmascaradas, e muitas dessas pessoas buscarão a anarquia para tentar
se defender.

    No ano de Xangô todos seremos julgados, que seja pelo pequeno ato
falho ou pela grandeza da perversidade, independente disso, todos
seremos, e cada um de nós receberemos a condenação merecida por nossos
atos e ações.

    Esse ano é muito propício para os estudantes, pois além da justiça,
Xangô também é o Orixá da inteligência, e rege a todos que realmente
buscam um objetivo através do saber.

    Em 2018,, o ser humano vai ser tomado pelo mal da depressão, e
isso levará muitos a buscar o caminho de ceifar a própria vida.
Devemos lembrar que a vida não termina com desencarne, e fugir de
nossos problemas dessa forma é estar ampliando mais nossos
sofrimentos, portanto devemos nos manter sempre em ligação com Deus
através da fé, e jamais deixar que obsessores nos induzam ao suicídio.

    Iansã estará em 2018 com Pai Xangô, e ela é a dominadora de Eguns,
portanto toda vez que a tristeza extrema chegar até seu coração, que a
depressão tomar seu ser, que pensamentos suicidas invadirem sua
mente, clame por essa mãe tão dedicada a seus filhos, peça a essa
guerreira que os afaste de todas ideias que certamente iriam levar seu
espírito a sofrer intensamente.

    Com Mãe Iansã vindo no segundo semestre do ano, teremos um ano bem
agitado e, como já dito muito rápido, portanto é recomendado não
deixar as coisas se acumularem, não deixar o que possa fazer hoje para
o dia seguinte, e nunca deixar de buscar os objetivos.

    Iansã é uma Orixá guerreira, e no ano que ela se encontra regendo
ou sendo companheira do Orixá regente, ela deseja que todos devem ser
guerreiros também, lutando contra as injustiças, contra o desânimo,
contra o comodismo. Portanto busquem ser mais objetivos e batalhadores
pelas  próprias causas.

    Que Deus abençoe nossa caminhada nesse novo ano de muitas lutas,
e com muita dedicação, teremos muitas conquistas.

    Esperamos que todos os amigos entrem com muita fé nas vitórias
pessoais nesse próximo ano.

    Que Pai Xangô e a linda Mãe Iansã nos deem caminhos de luz nessa
nova jornada, e que todas as Entidades de Luz nos protejam por todo
ano de 2018.

    Que assim seja!

Carlos de Ogum

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017 27 comentários

Dicas para Consulentes de Umbanda




Sabemos que a Umbanda recebe todos os filhos de braços abertos,
com carinho, dedicação, amor e caridade. Não é cobrado nada, não se
descrimina ninguém, pois a Umbanda é um grande coração e uma mãe
dedicada que aconchega todos seus filhos necessitados de auxílio.
Sendo assim, muitas vezes esses filhos acreditam que por ser amorosa
dessa forma, a Umbanda tem que realizar todos os desejos desses
consulentes, sendo esses desejos bons ou maus.

    Acreditam também esses consulentes que a amada Umbanda não tem
limites ou regras, e assim tentam fazer tudo que vem na mente desses
filhos errôneos

    Mas na verdade não é bem assim, pois a Umbanda é sim uma mãe
caridosa e carinhosa, e sendo assim como uma mãe, ela deve mostrar o
melhor caminho a seus filhos, ou seja, o caminho da paz, do amor, da
caridade, da fé, retirando desses filhos a arrogância, a ganância, a
inveja, a prepotência, a maledicência.


    E quando Zeladores de Santo, médiuns desenvolvidos, filhos dos
terreiros agem assim, muitos consulentes não entendem, ou fingem não
entender o propósito da religião, para assim tentar induzir aos
trabalhadores ao erro e entregarem a magia ao invés de Umbanda.

    Infelizmente muitas pessoas de baixo caráter, se dizendo
dirigentes de terreiros de Umbanda, se utilizam desses erros de
consulentes para fazer assim adquirirem bens, elevar sua vaidade e
ego, mistificar, etc.

    Mas hoje não estamos falando diretamente a esses falsos líderes
religiosos, e sim falaremos diretamente aos consulentes, aquelas
pessoas que acreditam que a Umbanda seja magia negra, que vai lhe
amarrar um amor, que vai transtornar um semelhante a sua vontade, que
vai lhe abrir caminhos sem merecimento ou esforço.

    Gostaria de esclarecer que a espiritualidade da religião de
Umbanda se consiste em Deus, nos Orixás e nas Entidades de Luz, e não
tem nada a ver com as magias que sacrificam, que cobram, que induzem,
que mentem, fazendo que o consulente de abertura a espíritos sem luz,
como Kiumbas, Eguns e Zombeteiros, que só servem para trazer a
miséria, a dor, a discórdia, o ódio, etc.

    Gostaríamos de demonstrar a verdadeira Umbanda, a que irradia luz,
amor e caridade, e para isso devemos ter a compreensão dos
consulentes, que na maioria das vezes fazem pedidos e exclamações sem
sentido, sem nexo ou sem noção, por pura falta de conhecimento do que
é a Umbanda, pois entram numa sessão de falta de informação muitas
vezes passadas pelos próprios falsos umbandistas, que buscam
enganar, mistificar pelos seus próprios interesses obscuros.


    O consulente deve entender que tem situações que não devem ser
expostas ou pedidas as Entidades de Luz, devemos respeitar as regras
da Umbanda e compreender que acima de tudo as Entidades as respeitam,
entre elas está o uso do livre arbítrio, portanto reflita antes de
fazer qualquer pedido.

    Sabemos que um terreiro de Umbanda é um complexo formado por
várias situações, que essas situações estão entre as Entidades que se
manifestam até os médiuns que são os mensageiros das mesmas. Portanto
devemos entender que para achar o equilíbrio desse complexo mundo é
sempre um desafio a qualquer Pai ou Mãe de Santo, claro que cada um
deles tem suas normas, formas ou maneiras de atender aqueles que
buscam soluções para suas dificuldades ou necessidades. Então falar
com as Entidades de Luz, ouvir seus conselhos e buscar a cura física
ou espiritual é sempre o maior objetivo de quem tem fé.

    Sabemos que da mesma forma que um consulente necessita de uma
Entidade de Luz, a Entidade também necessita do consulente, para que
assim seu trabalho seja feito, e essa Entidade continue caminhando a
evolução espiritual.

    Quando um consulente vai a primeira vez a um terreiro de Umbanda,
tudo é muito novo para ele, e muitas vezes já chega ao terreiro com
ideias errôneas, incentivadas por algumas pessoas que acompanham a
Umbanda por um período curto de tempo, e acredita ser muito
experiente, pois gosta de demonstrar saber nomes de Entidades, gosta
de incentivar pedidos sem nexo, gostam de mostrar que pode ser um
mensageiro das Entidades, e com isso derramam palavras e mais palavras
tentando se mostrar especial no assunto Umbanda.

    Mas com tudo isso um novo consulente de um terreiro chega
apreensivo na casa, sem a mínima noção do que possa acontecer ali,
chegam receosos, as vezes descrentes ou duvidosos, e muitas pessoas
chegam a ter medo das Entidades de Luz, pela falsa propagação de
ideias erradas que algumas pessoas passam, e assim se tem uma regra
importante da Umbanda, receber o consulente sempre com cordialidade,
deixando-os confortáveis e bem seguros. Que esses consulentes sejam
direcionados e bem orientados em relação aos acontecimentos, as
Entidades, a casa em geral.

    Porém o consulente não deve confundir esse bom tratamento como
liberdade, e muitos fazem isso infelizmente, e assim esquecem que a
Umbanda é uma religião e o terreiro é um lugar sagrado.

    Ao confundirem as coisas, o consulente pode fazer muitas coisas
que fogem das regras umbandistas, e entre muitas coisas vamos citar
algumas que nunca se deve ser feito dentro de um terreiro.

    Consulentes que vão as Giras com trajes transparentes, curtos,
sinuosos mostrando o corpo em excesso. Certamente isso não é uma
atitude respeitável, e desse modo acaba trazendo uma condição
constrangedora para o próprio consulente, pois se a casa for realmente
séria, as Entidades de Luz podem não desejar consultar aquela pessoa
com vestes assim, ou em algumas casas fazer o consulente usar algum
tipo de pano, avental, ou mesmo um camisão apropriado para cobrir o
corpo do consulente. Sendo assim a melhor coisa a fazer é ir com
roupas descentes a uma casa de Umbanda. E isso não é um julgamento
pelo modo que a pessoa se veste, porém sempre e louvável usar o bom
senso.

    Um outro detalhe a ser observado é o silêncio dentro do terreiro,
não é proibido falar ou conversar, mas sabemos que em alguns momentos
o silêncio é uma prece. Imaginemos no início de uma Gira por exemplo,
onde os médiuns tem a necessidade de concentração, e a assistência
fica em conversas paralelas, risadas, piadas, falas com tons elevados,
tudo isso é uma incoerência além de ser uma falta de educação extrema.
O mais louvável é que a assistência se mantenha em prece, quando for
cantado os pontos, cantem, quando se estiver louvando, louvem, mas
tudo dentro do que o terreiro esteja propondo.

    Evite ficar comendo ou saindo para fumar enquanto a Gira está
sendo coordenada, no terreiro estamos trabalhando com energias
espirituais, e esses atos acabam tirando a concentração dos trabalhos
e dos médiuns.

    Muitas pessoas ficam escolhendo Guias, acreditando que uma
Entidade possa ser melhor que outra, porém devemos salientar que
todas as Entidades são extremamente competentes da mesma forma, se
você tem confiança na casa e nos seus médiuns, não há necessidade de
se consultar com apenas uma Entidade de Luz, a não ser por dois
motivos, ou se você já esteja em algum tipo de tratamento com a
Entidade em questão, ou se você não confia 100% em outro médium,
acreditando que o mesmo possa estar mistificando. Fora isso é muito
bom ter contato com outras Entidades de Luz, pois a troca energética é
extremamente benéfica, além da grande oportunidade que terá em
conhecer novos Guias e Mentores. Devemos entender que a energia
passada em uma corrente espiritual é uma só, essa história de passar
em outro Guia para confirmar que o primeiro Guia disse e extremamente
anti ético, assim como nunca se deve desfazer de alguma Entidade.

    Na hora do passe, o consulente deve aguardar que um Cambono ou a
própria Entidade de Luz o chame, nunca entre na corrente sem ser
solicitado ou chamado, aguarde ser encaminhado e encaminhado. O
consulente deve ser sempre cordial com a Entidade de Luz, e não busque
ser áspero, mal educado, ou um testador de Guias, como por exemplo,
chegar a uma Entidade e dizer: "O Senhor é o Guia, diz o que está se
passando com minha vida."
Certamente isso vai dar um ar de prepotência e de que está tentando
testar a Entidade, o consulente que assim agir poderá ser advertido
pelo Cambono, pelo Zelador de Santo e pela própria Entidade.

    Compreendam que a Umbanda não é um trabalho de adivinhações, e o
médium que fizer parecer isso, é um médium mal desenvolvido,
mistificador e sem preparo para estar dando suporte a nenhum
consulente.

    Uma Entidade de Luz jamais deve ser abordada para dar soluções
escusas de caráter duvidosos, como por exemplo traições, falação de
terceiros (fofocas), falsos trabalhos amorosos como a amarração, ou
qualquer tipo de coisa que agrida o livre arbítrio de outra pessoa,
pensando somente no benefício do próprio consulente, isso é ser mal
caráter.

    Os consulentes devem compreender também que é totalmente errado um
médium que se diz incorporado com uma Entidade de Luz ficar
acariciando o consulente, tentando demonstrar mais apego do que é
devido. Se acontecer esse fato, se afaste imediatamente, e busque um
dirigente da casa e reclame, pois nenhuma Entidade de Luz tem esse
tipo de malícia com ninguém.

    Outra dica importante aos consulentes é muito cuidado com médiuns
que se dizem incorporados e desejarem cobrar valores, pois dentro da
Umbanda não se cobra quantia alguma por trabalhos, passes com nenhuma
Entidade de Luz, pois nenhum Guia compactua com esse tipo de coisa. E
não importa o tipo de justificativa dada pelo médium ou por qualquer
dirigente da casa, nada é cobrado, nada exigido, nada é tomado. A lei
da Umbanda é a caridade sem cobranças, não se pode impor nada.

    O consulente deve manter a boa educação sempre, pois se agir de
violência, palavras de baixo calão, inventar incorporação, dentro da
casa de Umbanda, e se isso não for nenhuma influência espiritual, como
um obsessor por exemplo, o mesmo deve ser convidado a se retirar do
local, pois o terreiro de Umbanda é uma casa de paz e contra violência
de qualquer espécie, frisando que será visto no caso da obsessão,
portanto não adianta falar que um provável destempero seja causa de
obsessores, pois certamente se não for vai ser desmentido na hora.

    Não é permitido a permanência de pessoas alcoolizadas dentro de um
terreiro, tenda, casa de Umbanda. Caso acontecer a pessoa será
orientada a se retirar, ir para casa se restabelecer e retornar quando
possível e estando sóbria, assim teria consciência de receber o
aconselhamentos e passes das Entidades de Luz. O atendimento não será
negado a essas pessoas, pois a Umbanda determina que jamais se negue
atendimento a quem busca um caminho.


    Finalizando devemos compreender que os consulentes de Umbanda são
como qualquer outro fiel de qualquer outra religião, e deve se manter
em respeito e atenção naquilo que ele crê. Se dentro de uma Igreja
Católica, ou em uma Evangélica vemos fiéis comportados na maioria das
vezes, claro que em alguns supostos templos a tormenta e a gritaria
toma conta do ambiente, mas isso é outro caso, porque dentro de um
terreiro de Umbanda o respeito, o bom senso, a honestidade, o amor e a
caridade não devem ser impostos dentro da casa pelos consulentes?

    Vamos evitar pedidos sem noção, roupas com apelos sensuais,
pensamentos obscuros, falta de respeito com as regras da casa, enfim,
vamos ser verdadeiros umbandistas, verdadeiros amantes de nossa
religião, adoradores de Deus, dos Orixás e das Entidades de Luz.

Reflitam bem!

Carlos de Ogum.

                                        





terça-feira, 10 de outubro de 2017 31 comentários

A Cremação na visão da Umbanda

              

    Antes de começarmos a falar sobre a Cremação na visão da Umbanda, devemos explicar o que seria a cremação em si. Pois bem, vamos lá.

    A cremação é o ato de incineração, ou seja, da queima, até reduzir a cinzas o corpo físico de uma pessoa desencarnada.

    Essa incineração é executada através de um grandioso forno que tem altíssima temperatura.

    Dentro das leis humanas, para que haja a cremação de um corpo é necessário que se aguarde além da fase da catalepsia (estado de passividade e rigidez muscular), onde parece que a pessoa está morta, mas na realidade não está e por esse motivo deve-se aguardar o tempo necessário para que seja feita a cremação.

    Dentro da visão umbandista a CREMAÇÃO é um procedimento dos mais condizentes dentro do plano espiritual, pois é na verdade a purificação do corpo e do espírito.

    Do corpo, pois através desse ato, o espírito se desliga inteiramente da matéria, não retornando mais ao local de origem. Além do que o processo crematório é muito mais limpo do que o tradicional, pois neste caso o corpo fica apodrecendo nas campas do Cemitério, o que não ocorre na CREMAÇÃO.

    É recomendado aguardar o mínimo de 72 horas antes da cremação de um desencarnado, pois é dentro desse período de tempo que o perispírito, ou seja, o espírito daquela pessoa que desencarnou se desprenda da matéria e seja encaminhada para o astral.

    Não se tem conhecimento que alguma religião seja contra o processo de CREMAÇÃO. A princípio todas as religiões praticam esse processo, caso seja a vontade da pessoa antes do desencarne. Portanto, nada impede ao Umbandista de solicitar o processo crematório antes de sua passagem para o plano espiritual.

    Portanto, a cremação é aceita dentro da Umbanda, porém como já foi dito devemos respeitar às 72 horas de desprendimento de espírito/corpo.

    Dentro da biologia humana, estudiosos dizem que quando a pessoa morre, o cérebro demora até 32 horas pra "apagar" seus últimos neurônios. Já as células da pele ainda se dividem por 24 horas. Com essa colocação, é provável que seja nisso que a Umbanda se baseia pela espera de 72 horas após o desencarne para ser feita a cremação.

    O grandioso Mentor e irmão de Luz Emmanuel, no livro O Consolador, psicografado por Chico Xavier, quando lhe perguntam se o Espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos, a resposta é a seguinte:

"Na cremação, faz-se mister exercer a caridade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o tônus vital, nas primeiras horas seqüentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material."

    Chico Xavier, ao ser indagado no programa Pinga Fogo quanto à cremação de corpos que seria implantada no Brasil, respondeu: "Já ouvimos Emmanuel a esse respeito, e ele diz que a cremação é legítima para todos aqueles que a desejem, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrência em qualquer forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio."

    Devemos entender uma coisa básica, não somos corpos com espíritos dentro, somos espíritos eternos, temporariamente dentro de um corpo físico, e temos o objetivo de evoluir, tanto moralmente quanto intelectualmente. E quando esse corpo físico se deteriora, a normalidade é que esse espírito o deixe, retornando a pátria espiritual, e assim que possível voltar a um novo corpo físico, para que assim dê continuidade a novas experiências no planeta, novas oportunidades de evolução, bem como terminar aquilo que por ventura não conseguiu na existência carnal anterior.

    Sabendo disso, podemos imaginar que o corpo físico é como uma peça de roupa que adquirimos, pela sua qualidade e pelo nosso gosto, e devemos fazer o máximo para preservá-lo, e assim que essa peça dure o maior número de dias possíveis. E claro que quando essa peça de roupa se deteriora, vamos substituí-la por outra em melhores condições. E assim é o corpo físico, a roupagem que o espírito se utiliza para viver nesse planeta. E nesse sentido, quando o espírito se afasta se desprendendo do corpo físico, deixa de ser importante a finalidade que lhe é atribuída, portanto se é cremado ou mesmo enterrado, as razões prós e contras são mais de ordem social do que espiritual. Portanto se a cremação for decidida pela pessoa antes de seu desencarne, ou pela família por tradições, só é recomendado aguardar às 72 horas para o total desprendimento do perispírito do corpo físico.

    Muitas dúvidas teremos quanto à cremação, porém devemos refletir que o espírito de um corpo cremado, poderá sofrer tanto quanto a de um espírito de um corpo sepultado, sendo esse espírito apegado ao material, a matéria em si. Só que isso independe da cremação ou do sepultamento, e sim da maneira que esse espírito viveu sobre a terra dos encarnados, com suas vaidades, suas ganâncias, seus vícios, ou seja, para um espírito não sofrer ao desencarnar, devemos melhor como pessoas, sermos desapegados a matéria, sermos caridosos, enfim, sermos verdadeiramente umbandistas.

Reflitam!


Carlos de Ogum
sábado, 30 de setembro de 2017 33 comentários

A Mistificação de Médiuns na Umbanda

               

    Muito se prega dentro dos terreiros, centros e tendas, para termos cuidado máximo em não nos entregarmos a mistificação.

    Sabemos que a mistificação é danosa ao médium mistificante, ao andamento dos trabalhos, a casa, aos consulentes, enfim, a todos os envolvidos.

    Médiuns que dão abertura as essas mistificações, automaticamente estão dando aberturas a espíritos sem luz, como Eguns, Kiumbas e Zombeteiros, que se utilizam desses médiuns mal preparados, vaidosos, mentirosos para se apossar da vida tanto dos consulentes que vão buscar auxílio em momentos de desesperança e desespero, quanto do próprio médium mistificador, além de entrarem com facilidade nos terreiros que por algum motivo a firmeza não esteja 100%. Alias o próprio médium mentiroso e mistificador já faz essas firmezas ficarem sobrecarregadas, pois ele deveria estar ali para auxiliar a caridade e não elevar a sua própria vaidade.

    Sabemos que a incorporação tem como objetivo principal o trabalho espiritual, realizado com a Entidade de Luz em conjunto com o médium. Tem como foco principal promover limpezas, quebrar demandas, restabelecer o equilíbrio, curar, abençoar e comunicar o que é necessário no momento.

    Nenhuma Entidade de luz vai se ater a assuntos peculiares, como por exemplo, perguntas sem ligação com o fato principal, ficar perguntando por pessoas, dando detalhes como nome de fulano ou beltrano, passando receituários grandiosos, sem ligação de nada com nada, cobrar adoração, mandar o consulente ir a lugares dificultosos como cemitérios, matas fechadas a noite, enfim, tudo que possa dificultar o andamento dos trabalhos, somente para dizer que sabe mais coisas que seu semelhante igualmente médium.

    Infelizmente vemos muitos médiuns mal preparados tentarem entrar no caminho das adivinhações, e assim poderá se perder na mensagem, e ao invés de comunicar o que realmente importa a pessoa, e que irá ajudar a melhorar sua vida e sua caminhada rumo à evolução, inicia um show de adivinhação, que certamente nunca acerta e também não soma em nada. Basta percebermos, toda vez que um médium mistificante quer adivinhar coisas, ele busca falar fatos que não pertencem a ele ou a espiritualidade, inventam cargas e obsessores, receitam diversas coisas que nada tem de concreto com o caso do consulente, tenta demonstrar que o problema é mais sério e complicado do que realmente é, manda o consulente fazer oferendas com elementos e em lugares mais improváveis possíveis, só para dificultar e assim mostrar que o fato é grave, e logicamente demonstrando a velha vaidade de querer ser o melhor médium para solucionar tudo, e quando nada acontece de bom, ele diz que foi a falta de fé do consulente.

    E assim chegamos ao ponto critico da questão, e entender que a mistificação deve ser combatida nos terreiros, no qual os Zeladores de Santo devem tomar extremo cuidado com seus médiuns vaidosos, orgulhosos, inseguros, mal desenvolvidos.

    Devemos também frisar que muitos médiuns mistificam não por sentimentos obscuros, mas pela ânsia em auxiliar o consulente, e assim desenvolvem emoções de caridade pessoal, não deixando a Entidade de Luz falar o que realmente deveria ser dito.

    Normalmente em casos assim, esse médium fala pelo seu subconsciente, e não pelas más intenções de espíritos sem luz como Kiumbas, Eguns e principalmente Zombeteiros. Dessa forma ele fala também o que é importante avaliar: o que tem efetividade e traz benefícios.

    Portanto mistificação intencional de forma vaidosa em si, já é outro precedente, mais profundo e complexo, pois é a intenção de mentir, coisa que acontece com o zombeteiro, tem espírito que finge ser e tem pessoas que fingem ser. Se a intenção é de mentir, enganar, falsear... isso sim é mistificação intencional e vaidosa. Podemos dar um exemplo básico de quando uma pessoa diz estar incorporado com um Preto Velho, se faz parecer com o linguajar e manifestando como tal, mas na verdade não é essa Entidade que está presente, normalmente é um espírito Zombeteiro, que certamente vai dificultar ainda mais a caminhada do consulente. E assim o erro já está instaurado, e essa inspiração de mentir, é algo nocivo e tende a uma falta de caráter espiritual completa do médium, pois somente ele é o responsável por esse acontecimento, pelas aberturas dadas, estando esse médium em trabalho humilde e bem feito, essas aberturas não são dadas e é impossível a chegada de um Zombeteiro na coroa dele.

    Muito se vê esses erros e entregas a espíritos Zombeteiros em Giras de Exú e Pombo Giras, pois são nesses trabalhos que mais chamam a atenção de consulentes, que muitos médiuns desejam ser o centro das atenções, e assim soltam por completo a vaidade, o descontrole, e o mal caratismo, fazendo com que dezenas de Kiumbas, Eguns e Zombeteiros se acheguem em sua coroa, dando diversas aberturas, e isso é extremamente prejudicial a todos.

    Por esse motivo que vemos tantos erros dentro de terreiros nessa Gira, que deveria ser tão iluminada, erros como médiuns pregando amarrações, oferendas sem nexo, acendimento de velas em locais obscuros, sacrifícios de animais, enfim, tudo invenção do médium, ou indução de espíritos sem luz, pois como sabemos nenhuma Entidade de Luz da Umbanda prega essas coisas.

    O que esses médiuns não entendem é que eles são responsáveis naquele momento da consulta pela vida de seus consulentes e que qualquer coisa que aquele médium disser, interferindo no trabalho da Entidade, ou usando o nome da Entidade para dizer o que quer, esse médium está comprometendo toda a corrente espiritual, está se comprometendo com a Entidade e com toda a hierarquia dela, e que por esse momento de vaidade e descuido, esse médium está abalando anos e anos de trabalho do dirigente espiritual, de todo o corpo mediúnico e espiritual daquele terreiro, causando muitas vezes a falência daquela casa de luz.

    É inimaginável crer que um médium acredite que está servindo a caridade utilizando-se de artifícios que serão, mais cedo ou mais tarde, descobertos. Senão pela corrente mediúnica encarnada, mas pela corrente espiritual.

    Sabemos que a caridade exige de nós três coisas:

Amor a Deus.
Amor ao próximo.
Amor próprio.

    Se não tivermos essas três formas de amor, certamente não faremos um trabalho digno dentro da Umbanda.

    Finalizando, devemos observar muito bem o trabalho dos médiuns, verificar suas falas, suas ações, seus gestos. E quando observar um médium se dizendo incorporado de um "guia de luz", que se manifesta para tudo, menos para praticar a caridade, e até mesmo, afirmando que veio em terra (pois afirma estar incorporado) pra beber, fumar e fazer o que bem entende, desconfie, pois: ou o médium está utilizando de uma suposta incorporação para satisfazer seus vícios (mistificação), ou, se tem um espírito incorporado, é um espírito que pode pertencer a qualquer universo, menos ao universo umbandista, pois a Umbanda tem Lei e Ordem, tem Preceitos que não podem ser lançados fora, e de fato não são lançados pelos espíritos genuinamente trabalhadores de Umbanda.

    Desconfie quando ver o contrário. Infelizmente isso acontece dentro dos "terreiros de umbanda" o tempo todo. Espíritos do baixo astral tomam a forma de guias de Umbanda, se identificam com se fossem os guias de Umbanda, enganam o médium (ou o médium se deixa enganar) e fazem barbaridades no ambiente e com os consulentes que estão presentes. Mas também é comum a mistificação onde pessoas que não são médiuns fingem estar incorporadas de espíritos de luz nos dias de gira de Umbanda, e isso para chamar atenção, vaidade, entre outras coisas.

    Então consulentes vamos ficar atentos; senhores médiuns trabalhem pela caridade com honestidade; senhores dirigentes e Zeladores atenção redobrada dentro de suas casas de Umbanda, para que possamos levar uma verdadeira Umbanda a quem precisa, com amor, paz, humildade, honestidade, sem vícios, maus sentimentos, vaidade e mentiras.


Salve a nossa amada Umbanda!


Carlos de Ogum
quarta-feira, 20 de setembro de 2017 37 comentários

AS VESTES NA UMBANDA.

             


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    Um dos grandes debates entre médiuns, Zeladores e dirigentes de
terreiros é as vestes que se deve ser usada no culto de Umbanda.

    Muitos pregam que as vestes devem ser  caracterizada a cada
Entidade de Luz, fazendo assim que a Gira se torne um grande desfile
de modas.

    Devemos entender que a Umbanda é uma religião simples, humilde, de
entrega de coração a caridade, ao amor e a paz. Portanto ficar
buscando a vaidade entre os filhos de uma casa é totalmente errado.

    Então devemos refletir muito bem, prestar muita atenção onde
estamos buscando fazer a caridade, pois nas casas que dirigentes e
Zeladores pregam que o médium deve usar roupas coloridas, capas
diversas, ternos, cartolas, longos vestidos de pura renda, camisas
coloridas e sendo trocadas a cada nova incorporação de uma nova
Entidade de luz é pura vaidade e demonstração teatral para chamar
atenção indevida.

    Na Umbanda, em seu princípio, um dos grandes elementos e
significados e fundamentos é o uso da vestimenta na cor branca. Como
sabemos, em 16 de novembro de 1908, quando foi anunciada a Umbanda no
plano físico, e também quando foi fundado o primeiro templo de
Umbanda, que foi a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, a Entidade
de Luz, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, que anunciou a nova
religião, ao fixar as diretrizes e bases do segmento religioso, expôs,
dentre outras coisas, que todos os Sacerdotes, Zeladores e médiuns
usariam as roupas brancas, e isso certamente não é por acaso,
notoriamente essa colocação foi dada por ter o Caboclo das Sete
Encruzilhadas um profundo conhecimento místico, científico e
religioso da cor branca.

    Sabemos que no decorrer de toda a história da humanidade a cor
branca aparece como um dos maiores símbolos de fraternidade já
utilizados. Vários são os povos que abraçaram essa cor para demonstrar
a caridade, o amor e a paz. O próprio Cristo ao tempo de sua missão
terrena utilizava túnicas de tecido branco nas peregrinações e
pregações que fazia.

    Portanto devemos dentro de nossas Giras estarmos de roupas
brancas, sem deixar que a vaidade tome conta, fazendo com que levarmos
a crer que o terreiro de Umbanda seja um palco para desfiles e peças
teatrais.

    É extremamente incoerente pregar que uma Entidade de Luz, que
é abençoada por Deus, e entregue a ela a missão da caridade, do amor,
da humildade e da paz, só trabalhe com roupas a caráter. Sim, sabemos
que as Entidades de Luz foram seres Encarnados em algum momento, porém
evoluíram, e evoluíram tanto que foram escolhidas para fazer o bem em
nome de Deus junto aos seres que ainda estão encarnados e cheios de
defeitos. Portanto não existe isso, as Entidades trabalham pela
caridade e não pela vaidade.


    Essa visão de que devemos usar vestes que supostamente uma
Entidade de Luz exige, é pura mistificação, desorientação e vaidade
de médiuns mal preparados, sem a mínima noção de que seja uma
Entidade de Luz, sem a mínima noção de que seja Umbanda, ou sem a
mínima noção de que seja trabalhar pela caridade.

    É muito fácil encontrar em alguns terreiros, armários cheios de
capas, ternos, camisas coloridas, lenços, etc. No qual o próprio
Zelador da casa se coloca como usuário dessas vestes, e a cada troca
de incorporação, uma troca de roupa. Isso na verdade além de ser uma
grande vaidade, se torna ridículo, pois a perda de tempo é extrema, e
esse tempo gasto com essas trocas de roupas, poderiam ser gastos com
orações, preces, auxílios, caridade a quem necessita.

    Infelizmente o que vemos hoje em dia são médiuns mal
desenvolvidos mediunicamente, tentando aparecer mais que seu
semelhante dentro do terreiro, e um modo mais simples de enganar a
assistência e se vestir de uma forma chamativa, com artefatos que nada
tem a ver com a realidade da Entidade de Luz que esses médiuns estão
tentando passar aos consulentes.

    Podem ter certeza que em médiuns vaidosos, sem noção de
vestuário, as Entidades de Luz estão distantes. O que esses médiuns
trazem na coroa é sua visão errônea do que seja Umbanda, e assim dão
aberturas a espíritos sem luz, obsessores como Kiumbas, Eguns e
Zombeteiros.

    Devemos ficar atentos como consulentes ou visitantes de algum
terreiro esse ponto de vaidade. Desfile de modas não faz parte da
Umbanda. Podemos estar buscando mais problemas a nossa caminhada, ao
invés de sermos ajudados.

    Os médiuns de Umbanda devem utilizar as vestes na cor branca, pois
e essa cor neutra que transmite a sensação de assepsia, calma, paz
espiritual, serenidade e outros valores de elevada estirpe.

    Portanto, a cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois temos que
lembrar que a religião que abraçamos é capitaneada por Orixás, sendo que
Oxalá, que tem a cor branca como representação, supervisiona os Orixás
restantes. Assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais
cores, a Irradiação de Oxalá contém dentro de sua estrutura
cósmico astral todas as demais irradiações, como: Ogum, Xangô, Oxossi,
Obaluaiê/Omulú, Oxum, Iansã, Iemanjá e Nanã Buruquê.

    A implantação desta cor em nossa religião, não foi fruto de opção
aleatória, mas sim pautada em seguro e inequívoco conhecimento de quem
teve a missão de anunciar a Umbanda. Portanto devemos respeitar essa
posição e parar de colocar a vaidade e a falta de informação acima
da realidade umbandista.

    Salve o caboclo das Sete Encruzilhadas!

    Salve a Umbanda sem vaidade!

Carlos de Ogum.
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domingo, 10 de setembro de 2017 36 comentários

A História da Pombo Gira Rosa das Sete Saias

          

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No clarão da noite de Lua cheia,
ela veio reinar na terra sagrada,
pelos montes lindos ela passeia,
mostrando ser uma moça iluminada.

Sua força vem da beleza de Mãe Iansã,
e assim todas as filhas ela conduz,
quando chega na Umbanda ilumina nosso amanhã,
essa é a Pombo Gira Rosa das Sete Saias, a enviada de Jesus.
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   A Pombo Gira Rosa das Sete Saias tem uma história muito interessante, pois ela viveu em prol da caridade as jovens abandonadas pelas famílias, que normalmente eram expulsas ou por um desvio de conduta, ou por ideias acima do tempo vivido, ou por mostrarem que não aceitavam ser dominadas por tradições da época.

    Ela viveu nos meados do século XIX, e por ser extremamente lutadora por igualdades, foi expulsa de sua região pelos grandes coronéis da época. Coronéis esses que não respeitavam as mulheres, os negros e as pessoas que pregavam ideias diferenciadas desses poderosos.

    Nessa época a Pombo Gira Rosa das Sete Saias era conhecida apenas por Rosa, seu nome de batismo e vivia com seus pais e irmãos na região Norte do Brasil.

    Ela sempre foi diferenciada por estar sempre em desacordo com os grandes poderosos coronéis do tabaco, arroz, cana de açúcar, e assim conseguiu muitos desafetos, sendo perseguida até ser expulsa de sua região, sem que antes sofresse a enorme perda de sua vida, toda sua família fora massacrada por esses sanguinários senhores fazendeiros.

    Ela astutamente conseguiu se desvencilhar das agressões dos jagunços comandados pelos coronéis, fugindo de sua pequena cidade e se escondendo pelas florestas, rios e pântanos, até chegar a um monte no qual ela fez morada.

    Os dias iam passando lentamente, e Rosa cada dia era tomada por uma tristeza sem fim. Com a perda de seus pais e irmãos, ela não tinha mais vontade de caminhar, suas esperanças já não existia mais, seu amor pela vida e sua vontade de lutar estava quase se extinguindo, quando em uma noite clara no qual o cume do monte era tomado pela luz de um luar lindo e estrelas brilhantes, Rosa sentada na relva com os olhos fixos para o horizonte tomado pela escuridão da noite, escuta chamarem por seu nome.

    Ela assustada da um sobressalto, e se depara com uma linda mulher vestida de guerreira, de olhos amendoados, cabelos brilhantes como o Sol, em sua mão direita segurava uma espada de cor de ouro, e com uma voz forte, porém meiga, ela disse a jovem Rosa:

    "Filha amada, não se deixe vencer, você é forte, é lutadora, é guerreira, é minha protegida. Sua missão apenas começou.
    Deve erguer a cabeça, iluminar sua fé, buscar os caminhos da caridade, pois muitas pessoas dependerão de sua vontade de lutar.
    Esse monte será seu ponto de força, cada vez que fraquejar venha até ele, busque a força do Sol, a clareza da Lua, a união das estrelas. Sinta o vento acariciando seu rosto e cabelos, esse vento é a energia que vai precisar caso fraquejar.
    Sua missão e retirar das garras da morte as jovens jogadas a seu próprio destino. Traga-as para se purificarem no monte, as conduza para o bem, a luta contra o mal, auxilia-as a vencer os seus medos, seus dissabores, seus ódios.
    Você será a luz na caminhada de muitas jovens reprimidas pela ignorância de uma humanidade sanguinária e sem entendimento.
    Nessa caminhada terá de escolher sete companheiras para serem suas forças de conjunto, saberá quem são elas, e essas estarão com você eternamente.
    Lute pela liberdade e faça a caridade sem receio, pois no momento certo você irá a uma nova caminhada rumo ao bem, rumo à paz, rumo a Deus. Eu estarei com você e no momento certo, você estará comigo."

    Falando isso a linda mulher guerreira se foi como por encanto, deixando apenas uma leve brisa no ar, uma brisa perfumada como as flores.

    Rosa ergueu a cabeça, e tomou uma decisão, voltaria à cidade para resgatar as jovens, que como ela eram mantidas escravas pelos coronéis sanguinários. E assim ela o fez.

    No arraial jovens de diversas idades, raças e ideologias, eram mantidas como escravas pelos senhores poderosos. Eram torturadas, abusadas, humilhadas, assassinadas.

    E assim Rosa pôs em prática o plano de alcançar seu objetivo, ou seja, resgatar essas jovens, e as levarem ao monte da purificação, e após a um lugar seguro.

    Começando sua missão, todo o cair da noite entrava pela cidade em surdina, ia até os pontos onde se encontravam aprisionadas diversas jovens, e com uma força de vontade enorme assim como sua fé, as levavam para um local seguro.

    E assim ela expandiu sua missão além da cidade, passou a resgatar jovens escravizadas dentro de fazendas, em senzalas, jovens essas que sofriam extremamente nas mãos de seus senhores, de feitores e jagunços.

    Com extrema habilidade e sagacidade, Rosa conseguia entrar e sair das fazendas nas noites escuras e até um pouco sombrias. E ao sair nunca deixava de levar alguma jovem sofrida, e assim foi aumentando dia após dia o número de resgates feitos pela salvadora protegida de Iansã guerreira.

    Os poderosos começaram a se preocupar com o sumiço das jovens, tanto nas fazendas quanto na cidade, e assim se juntaram para tentar dar um fim nesse acontecimento, mesmo não sabendo quem estava por trás dos resgates.

    Começaram uma vigília implacável, fazendo assim dificultar muito a missão da jovem Rosa, que se arriscava intensamente para tentar trazer mais jovens para a liberdade.

    Com a dificuldade aumentada, Rosa teve a lembrança dos dizeres da Orixá Guerreira, ela deveria escolher sete jovens para lhe auxiliar, e assim tentar manter sua missão ativa.

    Enquanto isso os poderosos e fazendeiros da região, para tentar fazer o misterioso lutador pela liberdade aparecer, começaram mais intensamente torturarem mais e mais jovens. Com isso Rosa não teve outra maneira de agir, deveria, junto com suas sete auxiliares, já devidamente escolhidas, ir à busca de novos resgates.

    E assim ela o fez, por mais uma seqüência de dias ela passou a libertar mais e mais jovens, deixando os poderosos e coronéis extremamente irritados.

    Um desses coronéis teve a ideia de separar algumas jovens negras em uma senzala, e nessa senzala grandes horrores aconteciam com elas. Rosa ao saber disso pediu forças a Iansã, juntou-se com suas sete guerreiras e partiu para a tal fazenda. Mas tudo não passava de um plano sanguinário desse coronel para eliminar o libertador de jovens. Em tocaia, ele, alguns jagunços e feitores, juntamente com um grande número de coronéis e poderosos da região, aguardavam com ansiedade a chegada do libertador.

    E assim chegou a senzala a jovem rosa com suas sete guerreiras, e foi um espanto a todos que ali estavam aguardando. Ficaram em silêncio, observando o que ia acontecer, e viram com grande espanto as jovens entrando pela porta da senzala assim que conseguiram quebrar a velha tranca de ferro.

    Sem dó ou piedade, o coronel sanguinário manda seu jagunço trancafiar as jovens na senzala juntamente com as outras que ali já estavam e logo após manda incendiar a fim de queimar todas vivas.

    O fogo pegou rapidamente, as jovens escravizadas gritavam de pavor, enquanto Rosa e suas auxiliares tentavam sem sucesso encontrar uma saída.

    Do lado de fora gargalhadas estridentes tomavam conta do local, os coronéis, jagunços, feitores e poderosos se deleitavam com o desespero dentro da senzala.

    Rosa se joga de joelhos ao chão, clama por piedade a sua protetora Iansã, pedindo-lhe que salvasse as jovens que ali estavam, em um extremo de fé e caridade, ela deixa uma lágrima rolar em seu rosto. Essa lágrima ao cair é tomada por um brilho intenso, fazendo-a se transformar em centenas de gotículas que plainavam pelo ar subindo ao céu azul, que nesse instante começa a se fechar com pesadas nuvens negras.

    Raios saíam das nuvens, e uma intensa tempestade no mesmo instante desabou sobre as terras da fazenda, conseqüentemente encharcando toda a senzala e por fim apagando o violento incêndio. Ventos tortuosos sopraram violentamente sobre a fazenda, fazendo com que a correria entre coronéis, poderosos, feitores e jagunços começasse. Todos assustadíssimos gritavam de pavor. Ventos arrastavam a todos, raios desciam sobre eles demonstrando a força da natureza e de Mãe Iansã, a chuva poderosa cobria os olhos de todos os deixando como cegos.

    Nesse momento uma luz brilhante desce sobre a senzala, e como se com sua força invisível, juntava as jovens ao centro da senzala, e a luz brilhante as rodeou fazendo assim um campo de energia protetora. Nesse momento um forte trovão estrondou pelo céu, trazendo um raio poderoso que caiu próximo a senzala, unido com os fortes ventos fez com que ela fosse destruída, porém as jovens se mantinham protegidas pela luz brilhante.

    A senzala foi ao chão, raios e trovões tomavam o céu, ventos de enormes proporções levavam tudo a sua frente. Já não haviam mais nenhum jagunço ou feitor, todos corriam tentando se proteger. Os coronéis e poderosos em seus desesperos particulares tentavam achar algum lugar para se segurarem, porém era inútil, nada estava livre da força dos ventos, a não ser as jovens protegidas sobre a luz brilhante de Iansã.

    Nesse momento as nuvens partiram, o céu se tornou novamente azulado, o Sol brilhava com intensidade, raios e trovões se acalmaram.

    Pouco a pouco se reuniam os poderosos homens irônicos, só que agora extremamente assustados com todo acontecido.

    Ao verem as jovens reunidas em um ponto da fazenda, ainda protegidas pela luz brilhante, eles ficaram atônitos, não sabiam o que dizer ou o que pensar.

    Nesse instante sobre as jovens, plainava a imagem da bela Iansã, devidamente trajada de guerreira, olhos brilhantes, espada em punho. Com um gesto ela fez com que a luz brilhante desaparecesse, e com um tom de voz forte e seguro disse:

    "A todos que escravizavam, torturavam e mantinham essas jovens sobre seu julgo, digo-lhes, essa foi apenas uma pequena demonstração a vocês. A partir desse momento desejo essas jovens livres, pois para aqueles que não aceitarem minha vontade, sofrerão a ira da natureza muito mais forte do que essa que presenciaram nesse momento.

    Desejo que deixem todas as jovens partir, que não sejam mais escravizadas, torturadas e mortas."

    Dizendo isso ela ergueu sua espada, pediu que Rosa se afastasse com suas sete auxiliares, e lançou uma luz em volta dela e das sete, fazendo com que todas se erguessem sobre o ar.

    E assim ela disse:

    "A sua missão foi cumprida nesse lugar, a partir de agora você e as sete serão enviadas de Oxalá e dos Orixás, para que possam libertar mais e mais jovens aprisionadas e abandonadas a sua própria sorte."

    E assim Rosa se transformou na Pombo Gira Rosa das Sete Saias, sendo as sete saias suas sete auxiliares.

    Hoje a Pombo Gira Rosa das Sete Saias trabalha em prol da caridade nos terreiros de Umbanda, e tem como sua principal finalidade proteger jovens abandonadas, torturadas e escravizadas pela ignorância dos seres humanos que não buscam entender o porquê de algo, e preferem julgar.

    É dito que quando a Pombo Gira Rosa das Sete Saias chega a um terreiro, em volta dela se pode notar a energia das sete guerreiras de Iansã, fazendo assim que seja quebrado todo tipo de magia, com a força das sete linhas.

    Salve a Pombo Gira Rosa das Sete Saias!

Pombo Gira Rosa das Sete Saias é Mojubá!


Carlos de Ogum
quarta-feira, 30 de agosto de 2017 39 comentários

SONHOS COMUNS, REFLEXIVOS E ESPIRITUAIS.




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    Uma coisa que intriga muitas pessoas a milênios são os sonhos.
Tentamos entendê-los, decifrá-los, tentamos a todo custo buscar
respostas a esse momento tão particular de cada um de nós.

    Descrito no dicionário Aurélio, a palavra "sonho", tem o seguinte
significado:

"Substantivo masculino. Reunião das imagens, ideias, pensamentos ou
fantasias que, geralmente confusas e sem nexo, se apresentam à mente
no decorrer do sono."

    Mas será que o sonho é algo tão confuso e sem significado da forma
que o dicionário deseja mostrar?

    Na verdade não é bem assim. pois o
 sonho é a realidade das atividades da alma, ou seja, uma lembrança do
que a alma viveu durante o sono. Seja uma recordação da infância ou
vidas passadas, muitas vezes associada à vida presente, com uma
projeção do futuro, fruto de preocupações e desejos presentes ou
passados, vivências espirituais de qualquer natureza que pode
esclarecer e determinar muitas coisas fora de nosso conhecimento.

    É então que ela (a alma) tira de tudo o que vê, de tudo o que
percebe, e dos conselhos que lhe são dados, as ideias que lhe ocorrem
depois, em forma de intuições.

    Por esse motivo que é extremamente complicado dizer exatamente o
que um sonho pode estar nos mostrando, ou se está mostrando algo.

    Consideraremos aqui três tipos de sonhos:

Comuns.

Reflexivos.

Espirituais.

Sonhos comuns: : repercussão de nossas disposições físicas
(circulatórias, digestivas&) ou psicológicas (sentimentais: medo,
preocupações, anseios, desejos.

Sonhos reflexivos: : exteriorização de impressões e imagens arquivadas
na memória.

Sonhos espirituais: : atividade real e efetiva do espírito durante o
desdobramento propiciado pelo sono.

    Devemos compreender que os sonhos comuns são os que mais
acontecem, e ele está ligado a acontecimentos de seu dia a dia, e nada
tem de possibilidade de trazerem informações de algo concreto. Como
por exemplo tendo a pessoa alguma preocupação, algo que possa deixar
essa pessoa pensativa, possivelmente ao adormecer essa pessoa poderá
ter um sonho comum com tal fato.Vamos a um exemplo prático dessa forma
de sonho:

    Alguém tem uma prova importante na escola, faculdade ou em um
concurso, essa pessoa sabe da importância desse fato e fica muito
pensativa sobre tal coisa, isso vai desencadear uma insegurança, e
essa insegurança se transforma na possibilidade de um sonho ao
adormecer. E isso não significa que a pessoa vai se dar mal na prova,
é apenas preocupação e desejo intenso sobre tal fato.

    Nesses casos, é pequeno o afastamento da sua alma do seu corpo, e
envolto por aquelas cenas fluídicas criadas pela sua própria mente,
julga estar vivendo algo real, ou seja, indo mal na prova.

    O sonho reflexivo nada mais é do que memórias arquivadas em nosso
cérebro, coisas que passamos durante a vida. Guardamos essas memórias
e em algum momento podemos trazê-las a tona através de sonhos. Isso
é algo bastante normal, e nessas memórias podem ser trazidos momentos
de felicidade, de tristeza, de euforia, de perdas, de falta de
compreensão, de algum trauma. Porém nada quer dizer de concreto para
o futuro, pois essa parte do sonho está ligada ao passado.

    Já o sonho espiritual é algo muito mais intenso e muito mais
concreto, tanto que podemos ter demonstrações de acontecimentos,
avisos, encontros com encarnados e desencarnados, enfim, várias formas
de colocações que resultam informações preciosas a quem buscar
entender verdadeiramente esses sonhos.

    Nos sonhos espirituais a alma, desprendida do corpo, exerce
atividade real e efetiva no plano espiritual, facultando meios de nos
encontrar com parentes, amigos, instrutores espirituais, inimigos ou
desafetos, desta e de outras vidas.

    Quando dormimos, o nosso espírito parte em disparada, por atração
automática, para os locais de nossa predileção, assim como descrevemos
alguns exemplos abaixo:

- O viciado procurará os outros viciados.

- O religioso procurará um templo.

- A alma caridosa irá ao encontro do sofrimento para assistir os
necessitados.

- O interessado em aprender e estudar procurará os cursos na
espiritualidade.

- Os saudosos buscarão seus entes amados.

- Os incompreendidos buscarão seus desafetos para tentar ajustar uma
convivência.

    E como acontece esse encontro com encarnados e desencarnados em
sonhos?

    Durante o sono o espírito se distancia do corpo físico, mas não
fica inativo. Neste momento o encontro com entes queridos é possível
da mesma forma com desafetos, de acordo com o pensamento que nos liga
uns aos outros por vários motivos, e assim podemos estabelecer esse
encontro através dos sonhos espirituais.
    Sabemos que o espírito, enquanto o seu corpo físico se recompõe
pelo sono, sai a perambular no ambiente astral. Chama-se o fenômeno de
projeção astral.

    Nessa dimensão, os espíritos se encontram e convivem assim como na
matéria. As criações mentais estão espalhadas no astral, assim como as
criações da matéria estão espalhadas na dimensão física.

    Podemos sentir e vivenciar nesse plano de acordo com nosso preparo
espiritual e nossas preocupações diárias. Se estivermos muito
conectados às sensações, seremos atraídos para vivenciar essas
sensações inferiores na dimensão astral. Ao contrário, se estamos
sintonizados com sentimentos de amor fraterno e com intenções
superiores, seremos atraídos aos ambientes propícios ao nosso íntimo.

    Podemos sonhar apenas com imagens de pessoas queridas, encarnadas
e desencarnadas, plasmadas pela mente, como também podemos encontrar
verdadeiramente esses entes no plano astral.

    Sabemos também que os sonhos são nosso sexto sentido, e por esse
motivo que quando acordamos do sono físico, pouco nos lembramos dos
sonhos. Isso ocorre porque, nesse momento, nossos cinco sentidos
materiais tomam novamente a dianteira.

    Algumas vezes, lembramo-nos de cenas que nos parecem desconexas e
raramente trazemos para a vida física os encontros com espíritos mais
elevados, que têm como característica uma energia tão suave e sutil,
que não é compatível com a energia pesada do ambiente material.


    Entretanto, quando nos deparamos com espíritos sofredores durante
o sono e com cenários carregados de dor e energias deletérias,
acordamos cansados e muitas vezes nos lembramos desse infortúnio como
pesadelos.

    Dentro dos sonhos espirituais, temos uma forma de demonstração, um
tanto rara, porém existente de sonho, chamado sonho de luz.

    O sonho de luz é basicamente um aviso de algum acontecimento que
tem grande chances de ocorrer diante a ligação do sonho em questão, ou
seja, pode ser uma previsão de algum fato a ocorrer. E para
identificar esse tipo de sonho, devemos ter a compreensão que dentro
das cenas demonstradas, aparecem grandes clarões, como "flashs" de
luz, fazendo que toda a atenção seja voltada a ele.

    Finalizando, não devemos achar que qualquer sonho seja um aviso,
não devemos nos apegar a esse ponto. Devemos refletir intensamente
sobre tudo, cada detalhe desse sonho, cada personagem, cada visão,
cada gesto que lembrarmos, e dar uma atenção especial no dito sonho de
luz, que poderá ser realmente um aviso.

    É muito importante nosso preparo antes de dormir, evitando
programas de TV ou filmes de conteúdo negativo, por exemplo. A prece
antes de dormir é um excelente recurso para que possamos ter bons
sonhos porque nos liga aos bons espíritos, garantindo-nos boas
companhias espirituais.

    Busque a luz para não sonhar com a escuridão.

    Paz a todos!

Carlos de Ogum.

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domingo, 20 de agosto de 2017 35 comentários

O que é e como se utiliza o Adjá na Umbanda

            

    Certamente muitas pessoas que acompanham algum terreiro de Umbanda já puderam observar o uso do Adjá; e mesmo com a curiosidade elevada não se aprofundaram mais sobre esse objeto por acreditar ser apenas uma sinetinha que é utilizado para chamar a atenção dos médiuns no início dos trabalhos da casa.

    Pois bem, ele não serve apenas para essa função, e vamos tentar demonstrar a grande importância desse instrumento para a nossa Umbanda.

    O Adjá, também conhecido por Adjarin, ou Ajá, ou Aajá, é uma sineta de metal, muito utilizada pelos Zeladores da Umbanda em diversas ocasiões. Ele pode ser de uma, duas ou três sinetas, e o cabo pode ser do mesmo material das sinetas, podendo ser esse cabo de bronze, metal dourado ou prateado, ou também pode ser o cabo de madeira. Normalmente quando assim o é, se faz firmezas com fitas ou palha, conforme a recomendação do Mentor da casa. Esses firmamentos são feitos pelo próprio Mentor ou pelas Entidades referentes ao firmamento.

    Na Umbanda, como dissemos, o Adjá é utilizado em vários momentos, podendo ser usado no desenvolvimento mediúnico e espiritual dos filhos da casa, no preparo do amaci, na chegada de alguma Entidade de descarrego, como um Falangeiro de Omulú, por exemplo, no encaminhamento de algum espírito trevoso, ou quando a Entidade responsável pela Gira solicita a utilização do Adjá.

    O Adjá só pode ser usado pelo Zelador da casa, ou por alguém de extrema confiança do dirigente e mesmo assim com permissão do Mentor do terreiro.

    Esse divino instrumento tem uma magia extrema na espiritualidade, pode ser considerada a campainha desbloqueadora de campos mentais; retirando todas as cargas negativas quando necessário. Para alguns médiuns que tem a percepção de vidência, podem observar que ao ser tocado, o Adjá solta faíscas de campos mentais, ao ser tocado saem e pequenos raios de luz, pois ele é propagador de energias, e pode ser utilizado para abençoar os filhos, limpar a aura para a incorporação de uma Entidade mais árdua, e assim não forçar e retirar muita energia do médium, também é utilizado para a limpeza das energias do Gongá, as que são captadas nas limpezas de consulentes, assistência, e dos próprios médiuns que por vez ou outra trazem cargas negativas param dentro do terreiro, com pensamentos, ações e gestos de baixa espiritualidade.

    Normalmente o Adjá é feito de três tipos de material, latão, aço e cobre, mas isso não é uma regra.

    Quando é tocado o Adjá próximo a um médium em seu desenvolvimento mediúnico, as forças dos Orixás de Coroa, e a luz das Entidades de cabeça se aproximam com maior facilidade, fazendo assim que, se caso for um médium de incorporação, essa incorporação fique mais firme, e menos consciente, fazendo com que esse médium adormeça com mais facilidade o mental, deixando todos os pensamentos de lado e se conectando com maior força com o astral superior.

    O uso do Adjá também tem uma função importante quando se necessita decantar energias nocivas ao médium, e também em determinado local, pois o som das sinetas ao fabricarem a energia necessária, afasta todas essas cargas nocivas.

    Também se é utilizado o Adjá na maceração de ervas, assim como no amaci, isso para concentrar as energias dos Orixás, as forças da natureza, no trabalho a ser feito.

    Vamos aproveitar a oportunidade desse texto e anexar uma colaboração de um amigo do blog, que nos enviou algumas colocações do uso do Adjá no Candomblé.

    "No Candomblé o Adjá é muito importante, pois ele é o instrumento que aproxima os Orixás da Coroa dos médiuns.

    Ele pode ser de 1, 3, 5 ou 7 campainhas, e é firmado conforme o Orixá de cabeça do dirigente da casa, e é ele, o Guia de Cabeça do dirigente, quem determina quantas serão as sinetas.

    Também se tem um Adjá para cada Orixá no Candomblé, assim como tabela abaixo.
Pai Oxalá: Cor de Prata.
Mãe Oiá (Logunan): Cor de Prata.
Mãe Oxum: Cor de Cobre.
Pai Oxumaré: Cor de Cobre.
Pai Oxossi: Cor de Latão (amarelo).
Mãe Obá: Cor Branco.
Pai Xangô: Cor de Cobre.
Mãe Iansã: Cor Latão (dourado)
Pai Ogum: Cor de Prata.
Pai Obaluaiê: Cor de Prata.
Mãe Nanã Buruquê: Cor de Prata.
Mãe Iemanjá: Cor de Prata.
Pai Omulú: Cor de Prata.”

    Bem como observamos acima, no Candomblé temos diferenças nas regras entre a Umbanda no uso do Adjá, assim como a formação dele e as cores. Mas isso foi apenas para informar uma curiosidade, pois para nossa utilização dentro da Umbanda é válido as 3 sinetas, na cor prata e cabo podendo ser de madeira, com firmamento da Entidade Mentora ou a quem essa Entidade passar essa missão.

    Portanto independente das regras contidas, o que devemos colocar em prática acima de tudo é o respeito pela utilização desse instrumento sagrado dentro da Umbanda.

Saravá Umbanda de Luz!

Saravá o Adjá!


Carlos de Ogum
 
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