quinta-feira, 20 de julho de 2017 3 comentários

Pequeno Dicionário de Umbanda. 3ª Parte - Letra: M à Letra: Z

                                  

  Estamos finalizando nosso pequeno dicionário de Umbanda,
essa é a terceira parte, e esperamos que todos apreciem a leitura.

    Lembramos que a primeira parte do dicionário foi postada no dia 30/06/2017, e
a segunda parte foi postada no dia 10/07/2017, e abaixo anexamos os
links no qual nos levam diretamente a elas.

1ª parte:

Pequeno dicionário de Umbanda - primeira parte - de A à C.


2ª parte:

Pequeno Dicionário de Umbanda. 2ª Parte - Letra: D a Letra: L



    Agora vamos a terceira e última parte de nosso dicionário de
Umbanda.
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                              *LETRA M*

MACAIA: Folhas sagradas. Também é o local onde se reúnem os filhos do
terreiro para trabalho na mata.

MACAIO:  Coisa ruim e sem nenhum valor.

MACUMBA: Termo antigo que se denominava aos cultos dos escravos nas
senzalas, Candomblé. Depois esse termo passou a ser vulgar e tornou-se
como feitiço ou culto de feiticeiros. Árvore da região africana.
Instrumento musical.

MACUMBADO: enfeitiçado.

MADRINHA: o mesmo que mãe de santo. Também utilizado para designar o
apadrinhamento através do batismo, no filho de Umbanda.

MÃE de SANTO: Médium feminino chefe ou dirigente de terreiro,
Madrinha, Babá.

MÃE D´ÁGUA: Iemanjá.

MÃE PEQUENA: Médium feminina desenvolvida e que substitui a Mãe de
Santo. Auxiliar das iniciadas durante o seu desenvolvimento
mediúnico.

MALEME ou MALEIME: Pedido de perdão, de socorro, de clemência, de
auxílio ou ajuda, de misericórdia. Podem vir em forma de cânticos ou
preces pedindo perdão.

MANDINGA: Feitiço negativo, encantamento, também praga rogada em voz
alta.

MANIFESTAÇÃO: Quando o corpo do médium é tomado por um Guia. Conhecido
também como transe mediúnico, incorporação.

MARAFA ou MARAFO: Aguardente, cachaça.

MATÉRIA: Corpo físico.

MAU OLHADO: Quebranto, feitiço. Doença ou mal estar causado por um
olhar mau, invejado.

MÉDIUM: pessoa que possui faculdade mediúnica. Tarefa ou missão específica no trabalho da caridade servindo de instrumento na comunicação com os Espíritos ou Plano
Espiritual.

MEISINHA: Despacho, mandinga, trabalho.

MESA BRANCA: Trabalhos no terreiro quando há incorporação apenas de
médicos e enfermeiras, normalmente em Giras de saúde. Também esse
termo é usado nas sessões espíritas kardecistas, feitas ao redor de
uma mesa, somente para Evangelização e comunicação passiva espiritual.

MIRONGA: Segredos, mistérios,..

MISTIFICAÇÃO: É o mais importante dos casos do falso espiritismo, pois
constitui um recurso muito empregado por falsos médiuns, ou pessoas de
má fé, má fé, com a finalidade de auferirem vantagens pecuniárias e
aumentarem sua fama e sua vaidade.

MOILA: Vela.

MOJUBÁ:  Saudação a Exú ou Pombo Gira.

MORADA DE EGUN: Local onde estão habitando vários eGuns e espíritos
das sombras, onde com o passar do tempo, formam-se verdadeiros
Impérios das Trevas.

MUCAMBA: O mesmo que Cambono.

MUCOIÔ: Pedido de Benção.

MUCOIÔ ZAMBI: abençoando o pedido de benção. Ex: Se diz: Mucoiô. Se
responde: Mucoiô Zambi. Ou seja: A sua benção. resposta: Deus te
abençoe.

MUCUNÃ: Cabelo.

MUZAMBÊ: Forte, vigoroso.
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                              *LETRA N*

NADABULÊ: Dormir.

NAGÔ: Nome dado aos escravos originários do Sudão, na África.

NANÃ BURUQUÊ: Orixá feminino senhora das águas e da maturidade. Força
da natureza: Pântanos.

NIFÉ: Fé, crença na lingua Iorubá.

NOMINA: Oração que é guardada num saquinho e pendurada no pescoço como
amuleto para proteção. Patuá.

NURIMBA: Bondade, amor e caridade.
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*LETRA O*

OBALUAIÊ/OMULÚ: Orixá masculino senhor das doenças e da cura. Força da
natureza: A terra, o solo.

OBASSABÁ: O mesmo que abençoar, benzer.

OBASSALÉA: O mesmo que obassabá.

OBATALÁ: Céu. Abóbada celeste. Deus. Orixá da paz que foi delegado
para iniciar a criação do mundo.

OBÉ: Faca.

OBECURUZU: Tesoura.

OBEXIRÊ: Navalha.

OBI: Fruto africano utilizado em diversos rituais.

OBRIGAÇÕES: Festas em homenagem aos Guias ou Orixás. São também as
determinações feitas aos médiuns ou consulentes pelos Guias com o
objetivo de auxilio ou como parte de um ritual do desenvolvimento

OBSEDIAR: Perseguir. Ação pela qual os espíritos perturbados que
prejudicam as pessoas levando a situações de doenças, loucura,
miséria, etc.

OBSESSOR: Espírito perturbador ou zombeteiro que prejudica as pessoas
em várias partes da vida.

ODARA: O mesmo que bom.

ODÉ: Oxossi. Oxossi mais velho. O que caça bem, bom caçador.

ODOIÁ: Saudação a Iemanjá.

ODOCIABA: Saudação a Iemanjá.

ODU: Destino.

OFÃ: Médium responsável pela colheita e seleção das ervas nos rituais.

OFÁ: Símbolo de Oxossi, o mesmo que arco e flecha.

OGÃ: Auxiliar nas sessões do terreiro. Ogã pode ser um protetor de
Terreiro ou como um Chefe da Curimba. Ambos tem o mesmo grau
hierárquico. Título honorífico conferido, seja pelo chefe do terreiro,
seja pelo sacerdote incorporado, aos beneméritos da casa de santo, que
contribuam com sua riqueza, prestígio e poder, para a proteção e o bom
andamento da casa.

OGUM NHÊ: saudação a Ogum.

OGUM: Orixá masculino senhor da guerra e da paz. força da natureza:
Minério de ferro.

OIÁ: Outro nome dado a Iansã.

OIM: Mel.

OJÁ: Pano utilizado pelas baianas para cobrir o peito. Pano também
utilizado para vestir os atabaques.

OKÊ: Saudação aos Caboclos. Diz-se assim : Okê Caboclo! Okê Oxossi.

OKÊ ARÔ OXOSSI: saudação a Oxossi.

OLHO GRANDE: Mau Olhado, inveja, malefício, quebranto.

OLHO DE BOI: Semente de Tucumã, gozando de propriedades protetoras
contra cargas negativas como feitiços, mau-olhado, inveja. Tem muitas
utilidades no terreiro, desde patuás até guias.

OLÓ: Ir embora, partir. Ex: Caboclo vai Oló.

OLORUM: Deus Supremo.

OMOLOCÔ:  Culto de origem angolense.

ONI: Saudação as Ibeijadas, Erês, Crianças de Umbanda.

OPCHÁ: Saudação aos Ciganos.

OPELÊ DE IFÁ: Rosário deito de pequenos búzios e que é utilizado para
ler o futuro.

ORAÇÃO FORTE: Patuá que consiste em uma oração escrita em pequeno
pedaço de papel, que a pessoa preserva em seu poder, quer guardado no
bolso, ou bolso, ou dentro de um pano em forma de saquinho pendurado
no pescoço a fim de proteger-se ou livrá-la de todos os males.

ORI BA BÁA: Saudação aos Ciganos.

ORI: Cabeça.

ORIXÁ: Divindades africanas que representam as forças do Universo
Infinito. Espirito puro. Santo. Termo usado para denominar uma
Divindade criada por Olorum/ Deus. Um Orixá JAMAIS incorpora nos
médiuns. Exemplo: Oxalá Jesus) jamais irá incorporar em terreiro
algum, assim como os demais.

ORIXÁ DE CABEÇA ou DE COROA: Termo usado para determinar o Santo de
cabeça, Pai de Ori, ou Orixá que rege a cabeça de um determinado filho
de Umbanda.

ORIXÁ DE FRENTE: O mesmo que Orixá de Cabeça.

ORIXÁS CRUZADOS: Termo usado para determinar uma entidade que pertence
a corrente de duas linhas.

ORUM: Sol.

OTÁ: pedra ritual, elemento e objeto sagrado e secreto do culto.

OXAGUIÃ: Oxalá na forma jovem.

OXALÁ: Pai de todos os Orixás. Reina no céu e na terra. Força da
natureza: Sol.

OXALUFÃ: Oxalá na forma idosa.

OXOSSI: Orixá masculino senhor das matas, ervas e raízes. Força da
natureza: Florestas.

OXUM: Orixá feminino senhora das cachoeiras e rios. Força da natureza:
Rios e cachoeiras.

OXUPÁ: Lua.
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                              *LETRA P*

PADÊ: Despacho para Exú no início das sessões ou festas, constando
alimentos, bebidas, velas, flores e outras oferendas, a fim de que os
mesmos afastem as perturbações nas cerimônias.

PADRINHO: Nome usado para designar o Pai de Santo, ou para nomear o
apadrinhador do batismo do filho de Umbanda. Pai de Santo, Chefe do
Terreiro.

PAI PEQUENO: Responsável pelo andamento do terreiro assim como a Mãe
Pequena. Um dos prováveis substitutos do Pai de Santo caso
necessário.

PAI DE SANTO: Zelador do Santo, Chefe de Gira, Chefe de Mesa, Chefe do
Terreiro. Médium e conhecedor perfeito de todos os detalhes para o bom
andamento de uma sessão. O maior responsável por uma Gira, pelas
Correntes, pelo trabalho espiritual. O feitor das Coroas dos filhos de
Santo.

PALINÓ: Cântico ou poema em louvor a Iemanjá.

PÃO BENTO: Pão ázimo ou qualquer outro tipo de pão, ao qual se dota de
forças místicas. É utilizado em inúmeros trabalhos para diversas
finalidades.

PARAMENTO: Roupas e objetos utilizados em cerimônias do ritual
religioso.

PATACORI: Saudação a Ogum. Se diz: Patacori Ogum. Se responde:
Ogum Nhê.

PATUÁ: Amuleto que é colocado num saquitel pedaço de pano costurado em
forma de saquinho) e é pendurado no pescoço, ou se prende na roupa de
uso. Objetos cruzados ou consagrados pelas guia chefe, utilizado para
proteger o assistido, contra forças maléficas e energias negativas.
Ele pode ser feito de sementes, cruzes, orações, figas, etc.

PAVIO: O mesmo que vela.

PAXORÔ: Instrumento simbólico de Oxalá usado pelos Pais de Santo em
trabalhos.

PEDRA DE RAIO: Meteorito, instrumento de Xangô , itá.

PEJI: Gongá, Altar ou Congar. Também pode ser o Rocó.

PEMBA: Espécie de giz em forma cônico arredondada, em diversas cores,
como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom,
verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações.

PEPELÊ: Local onde ficam os atabaques.

PEPEYÉ: Pato.

PEREGUM: Folha muito utilizada em rituais de descarrego.

PERNA DE CALÇA: Também chamado pelos Pretos Velhos de Perna de Carça.
O mesmo que homem, marido, esposo, namorado.

PIPOCA: Comida de Omulú/Obaluaiê. Grão de milho arrebentado na areia
quente para ser utilizado em descarrego. Descarrego de Pipoca.

PIRIGUAIA: Variedade de búzio.

PITO: cachimbo, charuto, cigarro de palha ou cigarro.

POMBO GIRA: O mesmo que exu Pomba Gira. Denominação de Pomba Gira em
Congo.

PONTEIRO: Pequeno punhal ou também pode ser feito de metal, utilizado
em cima do terreiro como para-raio” feito para proteção pelos
Guardiões.

PONTO CANTADO: O mesmo que curimba, músicas cantadas com energia
positiva, entusiasmo e cadência nos trabalhos e giras. Os pontos
cantados na Umbanda são preces e a invocação das falanges e Linhas,
chamando-as ao convívio das reuniões e no auxilio dos que buscam
caridade.

PONTO DE ABERTURA: Ponto ou curimba cantado na abertura das giras.

PONTO DE CHAMADA: Curimba cantada para evocar as entidades da linha do
Orixá correspondente.

PONTO DE DEFUMAÇÃO: Curimba feita para o momento de defumação dos
filhos.

PONTO RISCADO: São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem
seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não
se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá;
ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se
utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se
aproxime. Desenho cabalístico de figuras feito pela entidade para
firmar o ponto com uma pemba, feito na firmeza da corrente do Orixá
correspondente.

PORTEIRA: Entrada de terreiro o mesmo que Tronqueira.

POVO DE ENCRUZA: Guardiões/ Exús.

POVO DE RUA: O mesmo que Povo de Encruza, se engloba nos Exús e nos
Guardiões

PRECEITO: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos
fiéis.

PUXAR O PONTO: Iniciar a curimba.
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                              *LETRA Q*

QUARÔ: Flor chamada Resedá, possuidora de notáveis virtudes mágicas e
grandemente empregada em banhos e defumações.

QUARTINHA: Vaso pequeno de barro OU PORCELANA, utilizado para colocar
água de descarrego do ambiente. Servindo também para o firmamento de
Anjos de Guarda, firmamentos e assentamentos do terreiro.

QUEBRA DE QUIZILA: Quebra de demanda.

QUEBRANTO: Mau olhado, feitiço, coisa feita. Normalmente atinge mais
crianças pagãs, mas pode atingir também crianças batizadas e adultos.
O quebranto é cortado com benzimento.

QUEBRAR DEMANDA: O mesmo que Quebrar as forças, ou Quebrar Demanda, ou
seja anular, desmanchar o efeito de um trabalho para prejudicar ou
perturbar uma pessoa. Neutralizar, desmanchar maus feitiços feitos
pelas trevas. Somente com o respaldo do Guardiões uma demanda pode ser
quebrada. Somente os guardiões tem o poder de neutralizar as forças

QUEBRAR PRECEITO: Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no
ritual do desenvolvimento ou dos trabalhos.

QUIMBANDA ou QUIBANDA: No termo, significa KIM gênio do mal) para
BANDA lado), ou seja, Kimbanda ou Kibanda significa o Lado do Mal.
Também conhecida como magia negra, trabalhos e feitiços feitos pelas
trevas para fazer o mal e sacrifícios de animais.

QUIUMBA: Espírito obsessor e perturbador. Zombeteiro.

QUIZILA: Estado em que o filho de santo se encontra totalmente
irradiado por um determinado Zombeteiro, que acaba por “encobrir” a
irradiação do Orixá de Ori verdadeiro que rege a cabeça do filho.
Termo usado também para Briga, maledicência, fofoca.
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                              *LETRA R*
RABO DE SAIA: Termo designado às mulheres.

RAÚRA: O mesmo que Cambono. Auxiliar nos trabalhos do terreiro.

RECEBER O SANTO: Incorporar. Entrar em estado de transe com a Entidade
de Luz.

REDENTOR: Jesus Cristo.

REINOS: Uma das divisões dos mundos espirituais. Domínios dos Orixás.
Alguns exemplos : Juremá, Pedreiras, Fundo do Mar, Humaitá, etc.

RESPONSO: Oração em latim para determinado santo para se conseguir uma
graça.

RITUAL: Equivalente a raspagem de cabeça no Candomblé.. Trabalhos
rotineiros na Umbanda.

ROÇA: Terreiro, Centro, Tenda.

ROCÓ ou PEJI: Quarto onde ficam os assentamentos, ou seja, local da
personificação dos Orixás onde são guardados seus símbolos e colocados
suas oferendas. Funciona como uma espécie de santuário.

RODA DE FOGO: O mesmo que fundanga, feito com pólvora somente pelos
Guardiões.

RUM: O maior dos Atabaques.

RUMPI: O Atabaque de tamanho médio.
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                              *LETRA S*

SACUDIMENTO: Ato de realizar limpeza, lavagem e varredura do terreiro
e em seus filhos. Descarrego poderoso.

SAÍDA de IAÔ: Cerimônia de iniciação do filho de santo no Candomblé
ou no culto Omolocô.

SAL GROSSO: Empregado sob diversas modalidades nos terreiros,
principalmente como banho de descarrego. Ou como descarrego do local
com um copo de água e sal atrás da porta.

SALUBA: Saudação a Nanã.

SALVE O POVO DA BAHIA: Saudação aos Baianos.

SANTERIA: Nome da religião na América Latina. Religião irmã do
Candomblé.

SARAVÁ: Saudação umbandista que corresponde a: Salve! Viva!

SEREIA DO MAR: Janaína, princesa d´água. Pode representar também como
Iemanjá dentro de um contexto. Entidade da linha dos Encantados,
vindas na irradiação das águas, podendo ser de Iemanjá ou Oxum, ou
seja dos mares ou rios.

SESSÃO ESPIRITUAL: O mesmo que sessão de Umbanda, trabalho espiritual
iniciado no terreiro pelos nossos amigos benfeitores.

SINCRETISMO: Fenômeno de identificação dos orixás com os Santos
Católicos.
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                              *LETRA T*

TARIMBA: Cama.

TAUARI: Cigarro de palha.

TENDA: Centro, terreiro, casa de Umbanda..

TOCO: Vela.

TOMAR PASSE: Receber das Mãos dos médiuns em transe vibrações da
Entidade de Luz, as quais retiram do corpo da pessoa os males
provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado,
encosto, castigo.

TRONQUEIRA: O mesmo que Porteira, Casa da Guarda, Casa de Exús.
Entrada de terreiro, onde se firma as proteções dos Exús.

TUIA: Pólvora.

TUMBA: Sepultura.

TUPI: Tribo indígena.
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                              *LETRA U*

UMBÓ: Cultuar.
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                              *LETRA V*

VUNGI: Orixás crianças (nação de Angola).
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                              *LETRA X*

XAMAM: Deus dos indígenas.

XANGÔ: Orixá masculino senhor da Justiça e da inteligência. Força da
natureza: Pedreiras.

XETRUÁ: Saudação aos Boiadeiros.

XETRUÊ: Saudação aos Boiadeiros.
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*LETRA Z*

ZAMBI: O mesmo que Deus.

ZIRI: Comida estragada.

ZULU: Tribo africana.
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    E assim terminamos nosso dicionário de Umbanda, espero que todos
tenham apreciado essa bela curiosidade.

    Grande axé a todos os irmãos!

Carlos de Ogum.

                                               
                                  
segunda-feira, 10 de julho de 2017 30 comentários

Pequeno Dicionário de Umbanda. 2ª Parte - Letra: D a Letra: L



    Estamos dando continuidade ao nosso pequeno dicionário de Umbanda,
essa é a segunda parte, e esperamos que todos apreciem a leitura.

    Lembramos que a primeira parte do dicionário foi postada no dia 30/06/2017 e a terceira no dia 20/07/2017; e os links abaixo nos levam a elas.


    Agora vamos a segunda parte de nosso dicionário da Umbanda.
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*LETRA D*

DANDÁ: Vegetal, espécie de capim, que exala um odor, muito usado em
trabalhos, como banho e defumações em ritual de Umbanda.

DANDALUNDA: Outro nome dado a Janaína, Iemanjá, ou Mãe Dandá.

DAR COMIDA AO SANTO: Quer dizer o oferecimento de alimentos aos
orixás. Dentro da Umbanda se faz o preparo da comida referente a cada
Orixá, e após o ritual não se despreza os alimentos, pois são
distribuídos aos filhos da casa e muitas vezes a assistência.

DAR FIRMEZA AO TERREIRO: É o gesto de defumar as pessoas, firmar a
curimba, elevar o pensamento em Prece ao Alto, firmar o Gongá, riscar
ponto. São feitas sempre antes de iniciar as giras para impedir o
acesso de espíritos trevosos e obsessores.

DAR PASSAGEM: Ato que o médium faz para deixar que a entidade
incorpore. Da mesma forma a troca de uma Entidade de Luz para outra na
Coroa do Médium sem que haja a desincorporação.

DAR PASSE: Feito pelos médiuns incorporados ou não. Tem a finalidade
fluídica de renovar as energias do assistido, afastando más
influências, invejas. e todo tipo de baixa espiritualidade.

DEBURÚ ou DEBORÔ: O mesmo que pipoca.

DECÁ: Bracelete ritual que o filho de santo recebe após sete anos de
sua primeira saída da camarinha, isso no Candomblé.

DEFUMADOR: Composto de essências aromáticas, folhas e cascas, usado
ritualmente em limpezas, descarregos e formas terapêuticas.

DÊLLOGUN: Guia de pedras transpassadas em trança, que somente pode ser
utilizado pelos sacerdotes, chefes, e pelo comando do terreiro.

DEMANDA ou DEMANDADO: termo utilizado para designar um indivíduo que
sofre um feitiço ou ataque espiritual das trevas, através da magia
negra elaborada por um encarnado ou desencarnado que tem a baixa
espiritualidade.

DESCARGA: o mesmo que limpeza astral ou material, feita através de
banhos, passes, fundanga ou defumação para limpar a o perispírito do
assistido.

DESCARREGAR: livrar o assistido de vibrações maléficas, negativas ou
trevosas.

DESCARREGO: Limpeza de aura, espírito e corpo físico feito através de
passes, banhos ou defumações.

DESCER: O mesmo que incorporar a entidade.

DESCIDA: quando as Entidades Espirituais vão incorporar no médium

DESENCARNAR: deixar a carne, falecer, morrer.

DESENVOLVIMENTO: destina-se ao iniciante no desenvolvimento das
faculdades mediúnicas de incorporação. O preparo do médium para ativar
sua capacidade mediúnica.

DESMACHE: Espécie de muleta usada em alguns terreiros como instrumento
de Xangô

DESMANCHAR TRABALHOS: É tornar livre uma pessoa dos efeitos de
trabalho de enfeitiçamento, como também beneficiar alguém que tenha
sido vítima de magia negra.

DESOBSESSÃO: Retirada de obsessores através de trabalhos de descarrego
e limpezas. Encaminhamento de Eguns.

DESPACHAR: Entregar ao Orixá o que é do Orixá. Despachar também é um
termo usado para tudo que é sagrado, seja comida de santo, seja
qualquer objeto. É deixar em um determinado local os restos de
oferenda e materiais magísticos, orientado pela entidade chefe.

DESPACHO: Trabalho utilizado com materiais magísticos, orientado e
comandado pela Entidade em questão. Muito utilizado para anular um
trabalho, desmanchar magia negra.

DIA DE OBRIGAÇÃO: É o dia de sessão quando os médiuns e os consulentes
observam certos atos do ritual umbandista e cumprem tudo quanto lhes é
determinados pelos Guias e Entidades de Luz.

DILONGA: Prato que representa um dos utensílios de Ogum.

DOBALÊ: É assim chamada a saudação dos médiuns que possuem guias
femininos.

DOLOGUM ou DILOGUM: Guia com 16 fios.

DOUM: Terceiro santo da linha das crianças; é a pequena imagem que fica entre São Cosme e São Damião.
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*LETRA E*

EBAME ou EBAMI: Filha de Santo com mais de 7 anos.

EBI: Serpente que é representada por um ferro retorcido, fazendo parte
da ferramenta de Xangô, colocada junto com o machado.

EBIANGÔ: Planta muito usada pelos negros em amuletos e que é tida como
portadora de virtudes mágicas, como por exemplo, afastar espíritos
maléficos.

EBIRI: Símbolo de Oxumaré.

EBÔ: Despacho. Presente para Exu. Oferta que se oferece em encruzilhadas
ou em qualquer outro local.

EBÓ: Líquido com vários vegetais não fermentados, sendo preparado para
diversos casos: Banhos, banhos para a cabeça, limpeza de ambiente, etc..

EBOMIM: Designação do médium feminino quando conta mais de 7 anos
de desenvolvimento.

EDU: O mesmo que carvão.

EFUM: Farinha de mandioca.

EGUN: Espíritos desencarnados. Também podendo ser visto como Espíritos
trevosos, maledicentes, vampirizadores.

EGUNGUN: Materialização de encarnados. Aparição. Evocação de Ancestrais
e Espíritos Protetores.

EJÁ: Peixe.

EKÊ: Fingimento, mentira.

EQUÉDE ou EKEDI: São as auxiliares femininas das Mães Pequenas. As
Ekedis não incorporam, mas tem autoridade sobre as Entidades como uma
Mãe Pequena.

EKU: O mesmo que morte.

ELEDÁ: Anjo da Guarda.

ELEGBÁ: Espírito Maléfico.

ENCANTADO: Ser que não morreu, foi arrebatada.

ENCARNAÇÃO: Oportunidade de habitar novamente a Terra, tendo como
vestimenta terrestre, o corpo carnal, emprestado por Deus, para as novas
missões e expiações do espírito encarnante.

ENCOSTO: Espírito que consciente ou inconsciente, aproxima-se da pessoas
vivas, prejudicando em diversos setores da sua vida econômica, saúde,
pessoal e social. Um espírito inferior que se agrega ao encarnado,
sugando-lhe as energias, vampirizando-o.

ENCRUZA: O mesmo que encruzilhada.

ENCRUZAR: Ritual umbandista no início de um período ou sessão
consistindo em fazer uma cruz com a pemba na nuca, na palma da mão, na
testa do médium e na sola do pé. Isso fecharia o corpo do médium e
protegeria, fortificaria sua mediunidade e ajuda também a estabelecer
uma ligação mais firme com os Guias Espirituais.

ENDÁ: Diz-se a coroa imaterial que acompanha o médium em desenvolvimento
após a iniciação. Sinônimo de aura.

ENTIDADES: o mesmo que espíritos ou Guias.

EPARREI: saudação a Iansã.

EPÔ: Azeite de Dendê.

EPOJUMA: Azeite doce.

ERÊ: Entidades de Luz na forma de criança. Nome dado a corrente de Cosme
e Damião. As crianças de Umbanda.

ERÓ: Segredos e Ensinamentos revelados aos médiuns no terreiro em seu
desenvolvimento.

ERUEXIM: Rabo de cavalo, espécie de espanador usado por Iansã.

ESPIRITISMO DE LINHA: Designação dada a Umbanda e as sessões no
terreiro.

ESPIRITISMO DE MESA: Designação dada a Umbanda nas sessões de cura por médicos incorporados.

EXÊ UEPE BABÁ: Saudação a Oxalá.

EXÚ: Entidade de Luz da linha de esquerda que trabalha pela caridade em nome de Zambi.

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*LETRA F*

FALANGE: Significa a subdivisão de Linhas onde cada falange é composta
de um número incalculável de espíritos orientados por um Guia Chefe da
mesma. O mesmo que legião. Conjunto de espíritos de uma mesma faixa
vibracional, boa ou má.

FALANGEIRO: Chefe de falange. Guia Chefe.

FAZER MESA: Abrir a sessão, abrir a Gira.

FAZER OSSÊ: Cerimônia semanal que consiste no oferecimento de alimento
ou bebida preferida dos Orixás.

FECHAR A GIRA: Encerrar os trabalhos no terreiro.

FECHAR A SESSÃO: Encerrar as Giras e trabalhos espirituais com cantos
e orações e agradecimentos.

FECHAR A TRONQUEIRA: Ato de defumar e cruzar a casa nos quatro cantos
do terreiro evitando que espíritos perturbadores ou zombeteiros
atrapalhem a sessão de Umbanda.

FEITIÇO: Magia elaborada, bruxaria, magia negra.

FEITO: É o médium masculino desenvolvido dentro do terreiro.

FEITO DE SANTO: Iniciação do desenvolvimento de um médium.

FEITO NO SANTO: Médium que teve o cerimonial de firmeza de cabeça por
haver completado seu desenvolvimento mediúnico.

FILÁ: Capuz confeccionado com palha da costa que cobre o Orixá
Obaluaiê.

FILHO DE FÉ: Denominação para adeptos da Umbanda. Pessoa que esta no
terreiro.

FILHO OU FILHA DE SANTO: Médium que se submeteu a doutrina e todo
ritual.

FILHO PEQUENO: Termo de parentesco místico que se refere a um laço
interposto pela iniciação entre um noviço e seu padrinho, gerando
obrigações e deveres semelhantes aos do compadrio.

FIRMA: Pedra em formato cilíndrico utilizada na confecção de uma guia.

FIRMAR A PORTEIRA: É a segurança para os trabalhos da sessão que será
realizada. Esse trabalho pode ser simbolizado por um ponto riscado na
tronqueira ou uma vela acesa, isso dentro da determinação do Mentor e
as regras da casa.

FIRMAR ANJO DE GUARDA: Fazer oração para anjo de guarda, entrar numa
ligação luminosa mental com seu anjo da guarda, pedindo a ele Luz,
Proteção e Forças.

FIRMAR O PONTO: Concentração coletiva que se consegue cantando um
ponto puxado pelo Guia responsável pelos trabalhos. O Ponto Firmado
pode ser apenas Firmar Ponto: cantar a curimba, cantar as músicas
referentes a cada Orixá, com harmonia, entusiasmo e cadência.
Refere-se também ao Ponto Riscado que é feito pela Entidade de Luz
como prova de identidade.

FIRMAR TRONQUEIRA: Ato que somente pode ser feito pelo sacerdote ou um
de seus comandados que possua ligação direta com os Chefes espirituais
do terreiro, para acender as velas da Tronqueira/ ou Casa.

FIRMAR: Ato de concentração.

FLUÍDOS: Emanações de energias positivas ou negativas.

FUNDAMENTOS: Leis de rituais, ação e atuação da Umbanda Sagrada.

FUNDANGA: Roda de Fogo, feita com pólvora, regida somente pelos Exús
Guardiões, Chefes do terreiro.

**********************************************************************
*LETRA G*

GADJO: Indivíduo do sexo masculino que não faz parte de nenhuma tribo
de Ciganos. Homem sem sangue Cigano.

GANGA: O mesmo que Exús.

GANZÁ: Instrumento musical.

GARRAFADA: Remédio preparado por Pai ou Mãe de Santo, o qual consiste
numa maceração de vegetais em aguardente. A preparação dos
ingredientes são puramente naturais.

GIRA: Corrente espiritual. Caminho.

GONGÁ: O mesmo que Altar, ou Pegi, ou Congá, ou Congal. Local onde
ficam as imagens e velas representando as Divindades e Orixás dentro
do terreiro. Local sagrado..

GUIA: Fio de contas usados nos rituais afro-brasileiros. Na maioria
das vezes essas guias correspondem aos Orixás dos Filhos de Santo. São
confeccionadas com Conta de miçangas ou de cristal ou mesmo de
porcelana, da cor especial do Orixá ou Entidade Espiritual que
representa e identifica. Pode também significar a própria Entidade de
Luz, como por exemplo: Pretos Velhos, Caboclos, Ibeijadas, Boiadeiros,
Malandros, Exús, etc.

GUINÉ: Folhas utilizadas nos rituais. Ervas.

**********************************************************************
*LETRA H*

HALO: Luminosidade que envolve um espírito de grande elevação.

HEFE DE CABEÇA: É um dos nomes como é designado o Guia Chefe do médium
de terreiro que tenha sido desenvolvido e cruzado no mesmo.

HOMEM DAS ENCRUZILHADAS: Exú.

HOMEM DE RUA ou DAS ENCRUZILHADAS: Referência ao Exú Guardião.

HUMAITÁ: É de origem indígena, do tupi guarani e seu significado é:
Hu = negro, ma = agora, itá = pedra.
PARA NÓS UMBANDISTAS: HUMAITÁ é a morada de Ogum.

HUMULUCU: Comida Africana feita de feijão fradinho, azeite de dendê e
diversos temperos. Também conhecida como Omolocum.

**********************************************************************
*LETRA I*

IÁ: O mesmo que Mãe.

IABÁ: Especialista no ritual, encarregada do preparo das comidas de
santo, banhos e macerados dos Orixás. Em algumas regiões Iabá
significa a filha d'água, Sereia, ou encantada de Iemanjá.

IALORIXÁ: Sacerdote feminino, nome que se dá a Mãe de Santo, dirigente
do terreiro.

IANSÃ: Orixá feminino senhora dos ventos e tempestades. Força da
natureza: Raios e ventos.

IAÔ: Médium feminino no primeiro grau de desenvolvimento do terreiro.
Termo que designa o noviço após a fase ritual da reclusão iniciatória

IBEIJADA: Entidades de Luz na forma de criança.

IBEIJI: Orixás gêmeos que representam as crianças, Ibeijadas, Erês na
Umbanda.

IEMANJÁ: Orixá feminino, senhora dos mares, praias e peixes. Força da
natureza: Oceanos e água salgada.

IFÁ: Deus dos oráculos e da adivinhação. Senhor do destino. Há quem
afirme ser sua representação a cabaça envolvida por uma trama de fios
de búzios, ou na peneira de palha.

IJEXÁ: Ritual africano. Os adeptos do Ijexá temem os mortos e
apressam-se em expulsá-los dos terreiros.

ILÊ: Casa de Candomblé.

INSABA: O mesmo que folhas.

IÓ: O mesmo que sal.

IORUBÁ: Negro africano que fala a linguagem nagô.

IR PARA A RODA: Uma frase que traduz o desenvolvimento da mediunidade
na corrente.

ITÁ DE XANGÔ: Pedra caída junto com o raio.

**********************************************************************
*LETRA J*

JABONÃ: O mesmo que Mãe Pequena: Título honorífico feminino que
corresponde a segunda pessoa na ordem hierárquica de uma casa de
santo. Seu equivalente masculino é Pai Pequeno. Diz-se também, mãe ou
JABONAN Assim chamada a auxiliar da Babá.

JACULATÓRIA: Oração curta. Reza resumida e fervorosa.

JACUTÁ: Denominação de altar. Casa do santo.

JESUS: Sincretismo do Orixá Oxalá.

JIBONAN: Designação do fiscal de trabalhos do terreiro.

JOLOFÔ: Coisa inútil ou pessoa tola.

JUREMA: Uma das Caboclas de Oxossi, chefe de falange. Podendo ser
também o nome do local onde todos os Caboclos ficam espiritualmente.

**********************************************************************
*LETRA K*

KARDECISMO: Um dos pontos básicos em que se fundamentam todas as
teorias espiritualistas. Decodificação do Espiritismo por Alan Kardec,
de onde originaria o nome Kardecismo.

KAURIS: Búzios, utilizados no jogo do delogum. Outrora também serviram
de dinheiro na África.

KIUMBA: Espírito maléfico e obsessor. Espírito atrasado e sem nenhuma
luz. Zombeteiro.

**********************************************************************
*LETRA L*

LAÇAR O COBREIRO: Assim é chamada a oração que se escreve com tinta em
volta do "cobreiro" para fins curativos.

LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA: Além do capim e da miçanga, assim também
são conhecidas as contas de semente dessa planta para confecção de
terços, guias e outros objetos.

LANCATÉ DE VOVÔ: É o mesmo nome por que é conhecida a igreja Nosso
Senhor do Bonfim, em Salvador Bahia.

LAROIÊ: Saudação aos Exús e Pombo Giras, sempre devemos dizer assim:
Laroiê Exús e Guardiões, Laroiê Pombo Gira ou Laroiê as Damas.

LAVAGEM DE CABEÇA: A lavagem de cabeça é feita derramando-se o Amaci
(banho preparado especialmente para essa cerimônia) sobre a cabeça do
médium que está no término do desenvolvimento.

LÊ: O menor dos Atabaques.

LEBA ou LEBÁ: O mesmo que Exú.

LEBARA: Exú, no seu aspecto de Senhor da Força.

LEGIÃO: o mesmo que falange.

LEI DA UMBANDA: Fundamentos e religiosidade, seguindo o evangelho e
ensinamentos do mestre Oxalá.

LINHA: União das falanges, sendo que cada um tem seu chefe. Faixa de
vibração da falange de uma determinada corrente de um Orixá.

LINHA BRANCA: Linha de Guias que não cruzam com a linha da esquerda.

LINHA CRUZADA: É quando se unem duas ou mais linhas com o fim de
tornar mais forte um trabalho no terreiro. Normalmente esse cruzamento
dá-se com uma Entidade de Luz da direita com uma Entidade de Luz da
esquerda.

LINHA DAS ALMAS: Entidades da corrente africana que irradiam na linha
dos Pretos Velhos e Obaluaiê/Omulú.

LINHA DE CURA: corrente de entidades que podem irradiar na linha de
Oxossi, Obaluaiê, Pretos Velhos, Povo do Oriente, que trazem a função
e o conhecimento da medicina, atuando no tratamento com ervas, banhos,
e cirurgias espirituais ao assistido e necessitado.

LINHA DO ORIENTE: Corrente de Entidades espirituais de características
e afinidades com Povos do Oriente e Ciganos.

**********************************************************************

Grande axé a todos os irmãos!





Carlos de Ogum
sexta-feira, 30 de junho de 2017 32 comentários

Pequeno Dicionário de Umbanda. 1ª Parte - Letra: A à Letra: C


          
                   
Esse texto de hoje é um pedido especial de vários e vários amigos, que por muitas vezes entram em contato conosco por diversos meios, apenas para tirar dúvidas em certas palavras ditas em terreiros, templos, tendas e casas de Umbanda.

Como foram muitos pedidos, selecionamos algumas palavras usadas dentro da Umbanda e até mesmo em outras religiões afro brasileiras para fazer esse pequeno dicionário a todos que se interessarem. E para não ficar algo maçante de se ler, dividimos em 3 partes.

Os links de cada parte posterior a esse são:


Espero que todos apreciem, pois o saber é algo maravilhoso.

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*LETRA A*

ABAÇÁ: Templo, tenda, terreiro de Umbanda. Casa umbandista, onde se tem
as sessões espíritas.

ABACÊ: Cozinheira que prepara as comidas de Santo, no culto JeJê.

ABADÁ: É o nome dado a uma túnica larga e de mangas compridas, usada
nos terreiros pelos homens.

ABADÔ: Parte da vestimenta de Oxum.

ABALÁ: Comida muito semelhante ao acarajé.

ABAÔ: Quer dizer um iniciante do sexo masculino, desenvolvendo-se
mediunicamente no terreiro de Umbanda.

ABARÁ: Comida dos pretos africanos como seja bolo de feijão, que vem
enrolado em folha de bananeira.

ABARÉ: Nome dado ao médium desenvolvido.

ABARÉ GUASSU: O mesmo que grande trabalho.

ABARÉ MIRIM: Médium em desenvolvimento.

ABATÁ: Sapato ou qualquer tipo de calçado.

ABEDÊ: É o leque de Oxum, quando feito de latão.

ABICUN: Uma criança que desencarna logo após o parto.

ABÔ DOS AXÉS: Água contendo ervas maceradas, não cozidas.

ABRIR A GIRA: Significa o início ou abertura dos trabalhos nos
terreiros de Umbanda.

ABROQUE: É um manto usado somente pelas mulheres durante uma sessão de Umbanda.

ACAÇÁ: Comida ou alimento dos Orixás. Bolo feito com massa de farinha
de milho branco ou arroz, cozido em água, sem sal e envolto em folhas
de bananeira. É comida votiva do Oxalá, mas pode ser ACARAJÉ.

ACARAJÉ: Comida de santo feita na base de feijão fradinho com pimenta
malagueta, camarões e também outros temperos. É a comida de Iansã.

ACENDE CANDEIA: Planta muito utilizada para banhos. Conhecida também
como Candeia Mucerengue

ADARRUM: É o toque feito seguidamente pelos atabaques quando da
invocação dos protetores para incorporarem nos médiuns.

ADÉ: Homem com trejeito femininos, homem afeminado.

ADJÁ: É uma campainha (sino) usada nas cerimônias de terreiro. É um
instrumento utilizado pela entidade chefe ou Zelador, ou ainda pelos
auxiliares durante as giras para ajudar na incorporação de médiuns
iniciantes, ou de médiuns com Falangeiros que tomam excesso de carga
espiritual do mesmo.

ADOBALÉ: Nome dado ao ato de deitar-se no chão para ser abençoado pelo
Orixá.

ADUPÊ: Bode.

AGÉ: Pessoa que não entende o Ritual.

AGÔ: Significa pedir licença ou permissão, em outros momentos em que
este termo traduz perdão e proteção pelo que se está fazendo.
Ex.: Agô meu Pai agô.

AGOGÔ: Instrumento de percussão feito de boca de sino que marcam o
toque dos orixás e os pontos das Entidades de Luz.

AGUIDAVIA: Varetas de cipó, goiabeira, marmelo ou ipê utilizadas para
tocar Atabaque.

AGURÊ: Toque em ritmo muito lento para chamar ou homenagear Iansã.

AIA: Toalha branca para uso em terreiro.

AIEIEU OU ORAAIEIEU: saudação a Oxum.

AIOCÁ: Referente à Iemanjá e ao fundo do mar.

AIUKÁ: Fundo do mar. Também se diz os domínios de Iemanjá Rainha do
Aiuká.

AJÉ ou AKÃ: Faixa usada para amarrar no peito dos médiuns
incorporados.

AJUCÁ: É a festa da Cabocla Jurema entre os capangueiros.

AKIKÓ: Galo.

AKOKEM: Galinha d'angola.

AKUKÓ: O mesmo que Akikó, ou seja galo.

ALDEIA: Povoado de índios. Tratando-se de terreiros, esta palavra quer
dizer a moradia dos espíritos de caboclos na Aruanda.

ALFANJE: Sabre curvo, um tanto curto e de lâmina larga.

ALGUIDAR: Vasilha ou bacia de barro usada para entregas, acendimento
de velas, depósito de banhos, entrega de comidas e defumação.

ALIBÃ: Mesmo que polícia.

ALUBOSA: Cebola.

AMACI NI ORY: Cerimônia da lavagem (feitura) de cabeça dos médiuns.

AMACI: Líquido preparado de folhas de ervas, macerados pela Iabá ou
Babalorixá ou Ialorixá, onde depois de preparado fica curtindo por alguns
dias, dependendo da linha de Orixá ao qual se destina o Amaci.

AMALÁ: Comida de Santo.

AMARRADO: Estado do indivíduo que se encontra perturbado e
influenciado por espíritos e forças maléficas que se agregam a ele e o
prejudicam na vida material e espiritual, sugando suas energias e o
levando a falta de evolução.

AMOBIRIM: Mulher que não casou , mulher solteira.

AMOLOCÔ: Comida de Oxum.

AMPARO: Chicote sagrado usado especialmente para afastar espíritos
atrasados e maléficos.

AMULETO: Objeto feito artesanalmente e cruzado pela entidade Chefe do
terreiro, onde tem por finalidade dar a proteção ao indivíduo que o
usa. Pode ser usado pendurado no pescoço, no bolso, em bolsas, no
carro, ou onde for determinado pela Entidade de Luz. O mesmo que
Patuá.

ANGOLA: Região do sudoeste da África, de onde vieram negros escravos
para o Brasil, trazendo vários dialetos de origem Bantu como Kimbundo,
Embundo, Kibuko e Kikongo.

ANGOMBÁ: É a designação para um segundo atabaque.

APARÁ: Uma das qualidades da Orixá Oxum, quando se apresenta
carregando uma espada.

APARELHO: O mesmo que Médium.

ARAUANÃ: Dança ritual africanista para quebrar demandas e trazer
alegrias.

ARÊ: Ruas e Encruzilhadas.

ARIAXÉ: Banho preparado com ervas e folhas. Esse banho consta mais de
21 diferentes espécies de vegetais. Preparado somente pelo próprio
Zelador.

ARIMBÁ: Pote de barro para guardar o azeite de dendê.

ARIPÓ: Panela muito semelhante ao alguidar de barro.

ARROBOBÔ: Uma das saudações do Orixá Oxumaré.

ARUANDA: Céu, Nirvana ou Firmamento significam a mesma coisa, isto é,
a moradia daquele que é Criador de todos os mundos e de todas as
coisas. Alta esfera, local onde habitam iluminados seres que viveram
ou não no planeta Terra. Espíritos de Luz diretamente ligados com as 7
Divindades criadas por Deus.

ARUÊ: Espírito desencarnado

ARUQUERÊ: Objeto de metal usado por Oxossi.

ASSENTAMENTO DE ORIXÁ: É o lugar no Gongá onde é colocada a
representação de Orixá, ou da sua ferramenta, ponto riscado, etc.

ASSENTAR: Consagrar objetos lançando mão de apetrechos e rituais, a
fim de oferecê-los ao Orixá.

ASSENTO: Termo utilizado para um local preparado para um Orixá ou Exú.
Santuário exclusivo.

ATABAQUE: Instrumento sagrado utilizado para firmar a curimba durante
as giras, através do Ogã. Eles são três tambores de tamanho pequeno,
médio e grande, que marcam o ritmo e a cadência dos cânticos. O maior
chama-se RUM, o médio RUMPI e o pequeno Lê.

ATARÉ: Pimenta da Costa.

ATIM: Pó de pemba.

ATOTÔ: saudação ao Sr. Omulú.

AXÉ: É a força mágica do terreiro representada pelo segredo composto
de diversos objetos pertencentes às linhas e falanges. Força bendita e
divina. Termo de múltiplas acepções no universo dos cultos: Amém,
Salve, Que Deus esteja contigo.

AXEXÊ: Cerimônia fúnebre iorubana. Semelhança com a missa de 7º dia
Católica.
Ritual fúnebre para libertar o espírito da matéria.

AXÓ: Roupas dos filhos de santo.

AXOXÔ: Nome dado a uma comida de Oxossi.

AZÊ: Capuz de palha. Ornamento da roupa de Omulú.

AZEITE DE DENDÊ: Óleo baiano extraído do dendezeiro, sendo muito
utilizado na culinária dos Orixás.

**************************************************************
*LETRA B*

BABA KEKERÊ: O mesmo que Pai Pequeno.

BABALAÔ: Pai de Santo. Chefe de terreiro. Somente o Zelador de gênero
masculino.

Babalorixá: Sacerdote masculino, chefe material do terreiro,
orientador, curador e mentor. Denominado como “pai de santo” ou
Zelador. Dirige tanto o corpo administrativo como sacerdotal.

BABUGEM: Restos de comidas e bebidas que sobram no terreiro.

BACO: Ato Sexual.

BACURÔ DE PEMBA: Filho de Santo.

BAIXAR: Termo que quer dizer incorporação das Entidades/Orixás nos
médiuns. Esse termo designa que toda entidade que vem do Céu, ou
seja, de Aruanda, baixe do céu para terra. Mesma coisa que incorporar,
assim a Entidade espiritual se comunica com os demais através do
médium.

BALANGANDÃ: Enfeites e ornamentos. Podem também ser amuletos.

BALÊ: Casa dos Espíritos mortos ou seja desencarnados.

BANDA: Termo utilizado para dizer em qual linha está ligado a Entidade
de Luz, ou seja lugar de Origem da Entidade.

BARRACÃO: Local de ritual, terreno, o terreiro fisicamente
propriamente dito. O lugar principal do terreiro.

BASTÃO DE OGUM: Espécie vegetal de espada de São Jorge.

BATER PARA O SANTO: Ato de percutir os Atabaques usando o ritmo
especial de determinado Orixá.

BATER CABEÇA: Ritual que quer dizer cumprimentar respeitosamente e
humildemente. Consiste... em abaixar-se aos pés do Gongá (altar) ou a
uma Entidade Espiritual e tocar sua cabeça ao chão, aos seus pés.
Representa respeito e humildade.

BEJA: Cerveja branca.

BENTINHOS: Escapulário que traz pendurado no pescoço e contém orações,
rezas e figuras de santos. O mesmo que Patuá.

BETULÉ: Machado feito de pedra e de bambu para designação de Xangô.

BILONGO: Amuleto muito usado por caçadores para proteção.

BOLAR NO SANTO: Início incompleto de transe que ocorre com os médiuns
não preparados.

BORÍ: Ato pelo qual filho de santo oferece sua cabeça ao Orixá. Termo
usado também cujo significado é cabeça. Termo muito utilizado no
Candomblé.

BOTAR NA MESA: Quando um médium atende particularmente um consulente e
através de um oráculo (principalmente as cartas) procede a consulta e a
orientação espiritual.

BREVE: o mesmo que patuá ou amuleto. Utilizado para proteção, pequeno
envelope de pano ou couro, contendo uma oração ou imagem de santo.

BURRO: o mesmo que médium. Termo utilizado pelos guardiões para se
referir aos médiuns de incorporação. E dito assim não pela referência
a falta de inteligência, mas sim pela força contida no físico para
incorporações.

BÚZIOS: Tipos de conchas de uso recorrente na vida cerimonial dos
terreiros, Especialmente servem para serem jogados na busca de
respostas sobre a espiritualidade, e somente com os búzios que se pode
dizer os Orixás de Coroa dos médiuns. São empregados geralmente
dezesseis búzios, porém isso quem determina é o jogador ou Mentor.
Assim sendo, é com os búzios que se pode ser evocado o Ifá, feito
somente pelo Zelador do terreiro ou Mentor da casa.
**********************************************************************
                              *LETRA C*

CABAÇA: Vaso feito do fruto maduro do cabaceiro depois de esvaziado o
miolo. Utilizado também como moringa para água.

CABAIA: Assim é denominado uma túnica de mangas largas utilizada por
médiuns e Cambonos.

CABEÇA MAIOR: Pessoa de alta hierarquia no terreiro.

CABEÇA FEITA: Denominação do médium desenvolvido e que já foi cruzado
no terreiro, tendo já definido seu Orixá de cabeça. Médium que já
passou pelo ritual do amaci.

CAIR NO SANTO: Transe mediúnico de quem ainda não está preparado para incorporar.

CALIFÃ: Prato ritualístico com 4 búzios, onde se pede a confirmação
aos Orixás em certos rituais.

CALUNGA GRANDE: Oceano, mar.

CALUNGA PEQUENA: Cemitério, Campo Santo.

CAMBONO ou CAMBONE: Auxiliar de Médiuns de Incorporação e o Servidor
dos Orixás e Entidades de Luz.

CAMOLETE: Lenço branco de tamanho grande colocado na cabeça dos
médiuns durante alguns rituais.

CAMUCITÊ: Nome dado ao Gongá, ou Altar, ou congar, ou pegi.

CAMUTUÊ: cabeça do indivíduo.

CANJIRA ou CANDJIRA: Lugar onde são realizados algumas danças
religiosas.

CANZUÁ ou CAZUÁ de QUIMBÉ: Terreiro, casa, tenda espiritual.

CAÔ: Saudação de Xangô.  O mesmo que: Salve! Viva!

CAÔ CABECILE XANGÔ: saudação a Xangô.

CAPANGUEIRO: termo utilizado para designar os companheiros.

CARMA: É a consequência de vidas passadas, as quais dirigem a presente
e organizam as futuras encarnações.

CARREGADO: termo utilizado para denominar a pessoa que esta com má
influência, com energias negativas, baixa vibração mental e
espiritual. A pessoa demonstra prostração, desânimo, mal estar, medo.

CASA DAS ALMAS: Pequeno cômodo com velas e imagens de Obaluaiê, Omulú
e Pretos Velhos. Local utilizado para fazer as orações e preces às
Almas.

CASA LIMPA: Templo ou moradia livre de más influências e demandas.

CAZUÁ: Casa, moradia ou Lar das pessoas.

CATIMBOZEIRO: termo utilizado para chefe do catimbó.

CATULÁ: Termo usado em sessão que significa anular um trabalho
maléfico.

CAVALO: O mesmo que médium, pessoa que incorpora.

CAVARIS: Conchas da África, búzios, instrumento pelo qual se faz as
consultas a Ifá.

CAVUNJE: Moleque.

CENTRO: Terreiro, tenda ou casa de Umbanda, cazuá.

CERA DOS TRÊS REINOS: São empregados para trabalhos de Umbanda
sagrada. São elas: 1ª Carnaúba, sendo do Reino Vegetal. 2ª Abelha,
sendo do Reino Animal. 3ª Parafina, sendo do Reino Mineral.

CHEFE DE CABEÇA: Entidade chefe do médium, guia protetor.

CHEFE DE FALANGE: Entidade espiritual chefe da corrente vibracional de
uma determinada linha.

CHEFE DE LEGIÃO: Entidade de grande escala evolutiva espiritual, que
descem nos templos representando os Orixás de uma determinada linha ou
corrente vibratória. O mesmo que Falangeiros.

CHEFE DE TERREIRO: O mesmo que dirigente espiritual.

COISA FEITA: Quer dizer trabalho feito para levar o mal a alguém,
despacho maléfico, feitiço, bruxaria, Magia negra.

COITÉ: Fruto que partido ao meio, serve como recipiente para servir
bebidas as Entidades de Luz. Hoje em dia se faz também com casca de
coco e se utiliza o mesmo nome.

COMPADRE: utilizado por alguns terreiros para denominar os guardiões,
Exús ou o Povo da Legião da Malandragem.

CONSULENTE: Indivíduo que vai a um terreiro de Umbanda se consultar
com uma Entidade de Luz.

CONSULTA: Termo utilizado no atendimento da entidade com o
necessitado.

CORPO FECHADO: Nenhum espírito maléfico pode incorporar no médium, ou
nenhum espírito pode trazer o mal à pessoa que tem o corpo fechado.

CORREDOR DE GIRAS: Frequentador que passa por vários terreiros, sem
ter firmado compromisso espiritual com nenhum deles.

CREDO EM CRUZ: Interjeição que traduz espanto, admiração e repulsa.

CURIÁ: Beber marafo.

CURIAU: Comida de Santo, despacho.

CURIMBA: Conjunto de instrumentos musicais do terreiro. Os
instrumentos que compõe uma curimba podem ser Atabaques, tambor,
agogôs, chocalhos, também pode se chamar de Curimba os pontos cantados
na umbanda.

CURIMBEIRO: Médium que “puxa” os pontos durante os trabalhos das
giras.

CURUMIM: Pequeno Índio. Pequeno guerreiro.

**************************************************************


Grande axé a todos os irmãos!



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Carlos de Ogum                             
 
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