quarta-feira, 20 de abril de 2016

FALANGEIROS DE NANÃ BURUQUÊ.





 

 Falangeiros de Nanã Buruquê.


    Voltando a falar de Falangeiros, hoje vamos mostrar os
Falangeiros de Nanã Buruquê, a mais velha Orixá do reino dos Orixás.

    Frisando sempre, Falangeiro é aquela Entidade que está somente
abaixo do Orixá, ele comanda as legiões de Entidades e Espíritos que
se afinizam na vibração do Orixá que os governa.

    Os Falangeiros de Nanã Buruquê vem divididos da seguinte maneira:

Asainán, Biodun, Borokun, Elegbe, Ologbo, Susure.


    Esses Falangeiros tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os
seguintes Orixás:


Nanã Asainán: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Iansã e Oxalá.

Nanã Biodun: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Oxum e Xangô.

Nanã Borokun: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com o Orixá
Omulú.

Nanã Elegbe: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Oxossi, Oxaguiã (Oxalá novo) e Iemanjá.

Nanã Ologbo: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Omulú e Oxalufã (Oxalá velho).

Nanã Susure: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Obaluaiê, Ogum e Iemanjá.

    Abaixo falaremos um pouco sobre as características e fundamentos
de cada Falangeiro de Nanã Buruquê, mas antes frisaremos alguns
detalhes que se apresentam igualmente entre todos os Falangeiros dessa
Orixá, isso para não ficar repetitivo dentro das colocações
individuais.

    Todos os Falangeiros de Nanã Buruquê tem a característica e forma
idosa, uns um tanto menos outros bem mais, mas sem exceção vem nessa
forma de maturidade adulta/idosa.

    Todos esses Falangeiros tem ligação com a chuva e lama,
associando-os assim a agricultura, a fertilidade e aos grãos. Esses
Falangeiros também estão ligados ao encaminhamento de desencarnados.

    Em chegada em Terreiros e roças, todos os Falangeiros de Nanã
Buruquê, dançam com a dignidade que convém a um senhor ou senhora
idosa e respeitável. Os movimentos feitos lembram um andar lento e
penoso, como apoiado em um bastão invisível. Chegam curvados para
frente demonstrando o movimento de puxarem para si esse bastão.

    Em certos momentos no ritual da dança, viram-se para os
consulentes e colocam seus punhos fechados, um sobre o outro,
parecendo segurar o bastão. Com isso retiram as cargas negativas
existentes no ambiente e na assistência.

    Vou especificar abaixo também o significado de um artefato e
símbolo, usado por esses Falangeiros para esclarecimento.

ÍBÍRI: Um feixe de ramos de palmeira com a ponta curvada.
Assemelha-se ao Xaxará de Omulú, mas é voltado na ponta superior,
forrado com as cores azul e branco ou roxo, incrustado de búzios.


    Agora seguiremos com mais algumas informações, especificando a
cada um dos Falangeiros individualmente.


Nanã Asainán: Além de todas as características descritas acima, essa
Falangeira tem como característica a guerra e a paz. Um tanto
inconstante, por muitas vezes em suas consultas escuta mais do que
fala, e quando fala é direta e objetiva.

    Sua roupagem vem nas cores branco e amarelo, podendo ter detalhes
em roxo nas bordas. Em alguns casos traz uma pequena espada nas mãos e
em outros casos o Íbíri.

Nanã Biodun: Sua finalidade maior é trabalhar em favor da justiça, não
aceita meias palavras, nem más intenções contra um semelhante. Seu
modo de agir em prol da caridade é demonstrar a seus consulentes que
tudo tem dois pesos e duas medidas. Portanto sempre gosta de saber dos
dois lados do fato.

    Sua roupagem vem nas cores lilás, azul e marrom. Traz o Íbíri nas
mãos.

Nanã Borokun:: Entre todas as Falangeiras de Nanã Buruquê, essa é a
mais velha. Até mesmo em conversas com seus consulentes vemos isso. De
fala muito mansa, ar pesado, respiração fatigada, demonstram o
excesso de tempo dessa Falangeira. Uma ótima ouvinte de problemas
alheios, conselheira e amável. Diferente das outras Falangeiras, essa
não traz o Íbíri nas mãos.

    Sua roupagem pode ser toda na cor em roxo ou mesmo em lilás. Dizem
que é a deusa das Falangeiras, a que domina a morte, a que encanta
com sua experiência.

Nanã Elegbe: Falangeira que tem o dom das ervas. Protetora das
grávidas, senhora da gestação.

    Normalmente muito procurada por seus consulentes por motivo de
alguma dificuldade na gravidez. E essa os atende com carinho de uma
verdadeira avó, dando conselhos, mostrando os melhores caminhos,
cuidando do feto e da futura mamãe.

    Sua roupagem vem nas cores branco, lilás, verde claro e azul
claro, traz nas mãos o Íbíri.

Nanã Ologbo: Tem a missão de encaminhamento de sofredores. Reina pela
e para a paz desses desencarnados.

    Em consultas fala pouco, sempre de cabeça baixa, sem olhar
fixamente para o consulente, dizem que age assim para observar as
intenções das pessoas. Quando nota alguma maldade no consulente manda
encerrar a consulta, e não adianta tentar reverter a situação, pois
essa Falangeira é muito radical.

    Tem ação em Calungas pequenas, e dizem que se estaciona em portas
de igrejas para aguardar espíritos desgarrados, e ao encontrá-los,
leva-os para o entendimento e o encaminhamento.

    Sua roupagem vem nas cores branco e preto, não admite outras
cores. Sempre quando vai ter uma nova consulta, pede para acender uma
vela branca, isso para iluminar todos os desencarnados da família do
consulente. Traz nas mãos o Íbíri.

Nanã Susure: Muito ligado a Iemanjá, tem tipos de trabalhos um tanto
diferente um do outro. Pode estar esses trabalhos relacionados a
gestação, a busca de paz em família, a quebra de magias, a cura de
doenças do corpo físico, mental e espiritual.

    Sua roupagem vem nas cores vermelho, azul claro, branco e
amarelo. Sempre traz nas mãos o Íbíri, em alguns casos pode trazer uma
pequena cruz em madeira.

    Esses são os Falangeiros dessa senhora dos Orixás, nossa amada
Nanã Buruquê, que aqui estamos falando resumidamente, pois teríamos
que aumentar uma centena de vezes para conseguirmos demonstrar a
grandeza e o poder desses Falangeiros.

    Saluba Nanã Buruquê.

    Saravá a Falange e os Falangeiros de Nanã.


Carlos de Ogum.






28 comentários:

Marcelinha disse...

Mais um texto de muitos ensinamentos. Sarava pai Carlos. Saluba Nanã e
seus Falangeiros

Anônimo disse...

Saluba Nanã e seus Falangeiros. Saravá

Marcos Marinho disse...

Salve esses falangeiros de luz e força. Saluba Nanã

Roberta do Carmo disse...

Salve salve Nanã. Saluba seus falangeiros.

Simone de Nanã disse...

Sou filha de Nanã, acho que identifiquei minha falangeira.

Anônimo disse...

Saluba Pai. Texto muito bom. Axé.

José Henrique disse...

Adoravel Nanã. Saluba.

Daniel disse...

Salve os Falangeiros de Nanã. Saravá.

Cristinna disse...

Lição de cada dia a nós umbandistas. Saravá.

Mara Peçanha disse...

Obrigado Pai Carlos por essa lição. Axé.

Maira disse...

Saluba minha Nanã amada. Saluba seus falangeiros.

Pat Queirós disse...

Amém, que posso dizer. Amém por ter um blog maravilhoso assim.
Saravá.

Anônimo disse...

Não identifiquei o meu possivel falangeiro. Mas vou reler. rsrs

Anônimo disse...

Não identifiquei o meu possivel falangeiro. Mas vou reler. rsrs

Sarinha disse...

Saravá paizinho amado. Adorei mais esse texto lindo e informativo.
Saravá.

Anônimo disse...

Saravá Nanã Buruquê.

Rosa Maria disse...

Salve toda a legião de Falangeiros. Saravá.

Anônimo disse...

Saluba minha mãe. Salve seus falangeiros

Anônimo disse...

Salve Nanã. Salve Ogum em sua coroa meu pai. Texto ótimo. Mutumbá.

Edna Marques disse...

Salve Nanã. Salve Ogum em sua coroa meu pai. Texto ótimo. Mutumbá.

Anônimo disse...

Excelente. Saluba nanã.

Marcinha disse...

Sem palavras meu pai, com seu carinho demonstrando a nós umbandistas
muitas lições. Axé.

Priscilla Ramos disse...

Salve os falangeiros de Nanã.

Windy disse...

Amei seu texto, mais uma aulinha pra guardar.

Anônimo disse...

Excelente. Saluba nanã.

Sonia Regina disse...

Saravá os falangeiros de Nanã. Saluba e muito axé na vida e caminhada de
todos.

Anônimo disse...

Sarava Nana salve seus falangeiros

Anônimo disse...

Queria saber minha falangeira. Como faço?

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