segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

SAUDAÇÃO A IANSÃ

        SAUDAÇÃO A IANSÃ.

     Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura
das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa
terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome
de Oiá. É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo
da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona, na liturgia mais
tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm
participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco
cultuados no Candomblé.

Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de
Santa Bárbara. Iansã costuma ser saudada após os trovões, não pelo
raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas
principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas amantes de
Xangô, e o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome
da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e,
conseqüentemente, da tempestade.

     Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando
incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua
espada, e ao mesmo tempo feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu
amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida com que
exterioriza sua cólera.

     Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente
pelos iorubás, é a divindade de um rio conhecido internacionalmente
como rio Níger, ou Oiá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser
confundido com um domínio sobre a água.

     A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras
personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se
aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois
está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes
lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura - enfim, está
sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.

     É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a
multiplicidade de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao
mesmo tempo, já que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim
nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis,
seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em
qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a
picuinhas, pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão.

     Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de
Xangô. é irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito
forte, dominador e impetuoso. É dona dos movimentos (movimenta todos
os Orixás), em algumas casas é também dona do teto da casa, do Ilê.

       Iansã é a Senhora dos Eguns (espíritos sem luz) , os quais
controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - seu instrumento
litúrgico durante as festas, uma chibata feita de rabo de um cavalo
atado a um cabo de osso, madeira ou metal.

     É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele
espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a
ser percorrido por aquela alma. Comanda também a falange dos
Boiadeiros.

     Duas lendas se formaram, a primeira é que Iansã não cortou
completamente relação com o ex-esposo e tornou-se sua amante; a
segunda lenda garante que Iansã e Ogum, tornaram-se inimigos
irreconciliáveis depois da separação.

     Iansã é a primeira divindade feminina a surgir nas cerimônias de
cultos afro-brasileiros.
     Deusa da espada do fogo, dona da paixão, da provocação e do
ciúme. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura,
que cria o desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax.
Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase
estou apaixonado, tem a presença e a regência de Iansã, que é o orixá
que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes
os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o
ciúme doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão
propriamente dita. É a falta de medo das conseqüências de um ato
impensado no campo amoroso. Iansã rege o amor forte, violento.



CARACTERÍSTICAS

Cor:
Coral (amarelo)

Fio de Contas:
Coral (marrom, bordô, vermelho, amarelo)

Ervas:
Cana do Brejo, Erva Prata, Espada de Iansã, Folha de Louro (não serve para banho), Erva de Santa Bárbara, Folha de Fogo, Colônia, Mitanlea, Folha da Canela, Peregum
amarelo, Catinga de Mulata, Parietária, Para Raio (Catinga de mulata, Cordão de frade, Gerânio cor-de-rosa ou vermelho, Açucena, Folhas de Rosa Branca)

Símbolo:
Raio (Eruexim -cabo de ferro ou cobre com um rabo de cavalo)

Pontos da Natureza:
Bambuzal

Flores:
Amarelas ou corais

Essências:
Patchouli

Pedras:
Coral, Cornalina, Rubi, Granada

Metal:
Cobre

Planeta:
Lua e Júpiter

Dia da Semana:
Quarta-feira

Elemento:
Fogo

Chacra:
Frontal e cardíaco

Saudação:
Eparrei Oiá

Bebida:
Champanhe

Animais:
Cabra amarela, Coruja rajada

Comidas:
Acarajé (Ipetê, Bobó de Inhame)

Número:
9

Data Comemorativa:
4 de dezembro

Sincretismo:
Sta. Bárbara, Joana d'arc.

Incompatibilidades:
Rato, Abóbora.

Qualidades:
Egunitá, Onira, Balé, Oya Biniká, Seno, Abomi, Gunán, Bagán, Kodun,
Maganbelle, Yapopo, Onisoni, Bagbure, Tope, Filiaba, Semi, Sinsirá,
Sire, Oya Funán, Fure, Guere, Toningbe, Fakarebo, De, Min, Lario,
Adagangbará.

ATRIBUIÇÕES:

     Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um
de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e
consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de
evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta
da evolução.


AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IANSÃ:

     Seu filho é conhecido por seu temperamento explosivo. Está sempre
chamando a atenção por ser inquieto e extrovertido. Sempre a sua
palavra é que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. Não
admite ser contrariado, pouco importando se tem ou não razão, pois não
gosta de dialogar. Em estado normal é muito alegre e decidido.
Questionado torna-se violento, partindo para a agressão, com berros,
gritos e choro. Tem um prazer enorme em contrariar todo tipo de
preconceito. Passa por cima de tudo que está fazendo na vida, quando
fica tentado por uma aventura. Em seus gestos demonstra o momento que
está passando, não conseguindo disfarçar a alegria ou a tristeza. Não
tem medo de nada. Enfrenta qualquer situação de peito aberto. É leal e
objetivo. Sua grande qualidade, a garra, e seu grande defeito, a
impensada franqueza, o que lhe prejudica o convívio social.

       Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à
guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes
e dramáticas ao cotidiano repetitivo.

     Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos,
agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca
de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos
filhos de Ogum, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas,
achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão
todos os problemas.

     São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas
figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor
ou por um ideal. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com
que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de
eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado
momento de sua vida.

     Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de
pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava
enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração - tão ou mais
radical ainda que a anterior.

     São de Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque
de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de
um amigo - e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar
uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, à todos,
aspectos particulares de sua vida.

     Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente
diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas, a longo
prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus
objetivos e pretensões.
     Têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular,
pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem
terminar mais inesperadamente ainda. Se mostram incapazes de perdoar
qualquer traição - que não a que ele mesmo faz contra o ser amado.
Enfim, seu temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras
amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem
decência, o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus
maridos, por elas mesmas enganados. Mas quando estão amando
verdadeiramente são dedicadas a uma pessoa são extremamente
companheiras.
     Todas essas características criam uma grande dificuldade de
relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são
alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando
contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo
direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos
menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que
segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento
forte e arrasador.
     Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos
escolhidos ara seu círculo mais íntimo.


COZINHA RITUALÍSTICA

Ipetê

     Cozinhe inhames descascados em água pura sem sal. Frite, a
seguir, os inhames cozidos e cortados em rodelas no azeite de dendê e
separe. No próprio azeite que usou para a fritura, coloque o camarão
seco descascado e picado e salsa, de modo a fazer um "molho". Coloque
os inhames fritos num prato e regue-os com esse "molho".


Acarajé

     Na véspera, ponha o feijão fradinho de molho. No dia seguinte,
ele estará bem inchado. Descasque o feijão - grão por grão - retirando
o olho preto, e passe na chapa mais fina da máquina de moer carne.
Bata bastante para que a massa fique leve, isto é, até arrebentarem
bolhas. Tempere com sal e a cebola ralada. Ponha uma frigideira no
fogo com azeite de dendê e aí frite os acarajés às colheradas (com uma
colher das de sopa), formando, assim, os bolinhos. Depois de fritos,
reserve-os e prepare o molho: soque juntos a cebola, os camarões
secos, as pimentas e o dente de alho. Depois de tudo bem socado e
triturado, refogue em uma xícara de azeite de dendê. Sirva os acarajés
abertos com o molho, tudo bem quente.

Bobó de inhame

     Cozinhe os inhames com a casca e deixe-os escorrer para que
fiquem bem enxutos. Amasse-os. Ponha o azeite de dendê numa panela,
junte os camarões secos, a cebola, o alho, o gengibre, a pimenta e uma
colherinha de sal. Refogue bem. Acrescente os camarões frescos,
inteiros, e refogue mais um pouco. Junte o inhame amassado como um
purê pouco a pouco, às colheradas, mexendo sempre. Cozinhe até
endurecer.


LENDAS DE IANSÃ


Iansã Passa a Dominar o Fogo:

     Xangô enviou-a em missão na terra dos baribas, a fim de buscar um
preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas
pela boca e pelo nariz. Oiá, desobedecendo às instruções do esposo,
experimentou esse preparado, tornando-se também capaz de cuspir fogo,
para grande desgosto de Xangô, que desejava guardar só para si esse
terrível poder.

Como os chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual do culto de
Oià-Iansã:

     Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um
búfalo que vinha em sua direção. Preparava-se para matá-lo quando o
animal, parando subitamente, retirou a sua pele. Uma linda mulher
apareceu diante de seus olhos, era Iansã. Ela escondeu a pele num
formigueiro e dirigiu-se ao mercado da cidade vizinha. Ogum apossou-se
do despojo, escondendo-o no fundo de um depósito de milho, ao lado de
sua casa, indo, em seguida, ao mercado fazer a corte à mulher-búfalo.
Ele chegou a pedi-la em casamento, mas Oiá recusou inicialmente.
Entretanto, ela acabou aceitando, quando de volta a floresta, não mais
achou a sua pele. Oiá recomendou ao caçador a não contar a ninguém
que, na realidade, ela era um animal. Viveram bem durante alguns anos.
Ela teve nove crianças, o que provocou o ciúme das outras esposas de
Ogum. Estas, porém, conseguiram descobrir o segredo da aparição da
nova a mulher. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar:
'Máa je, máa mu, àwo re nbe nínú àká', 'Você pode beber e comer (e
exibir sua beleza), mas a sua pele está no depósito (você é um
animal)'.

Oiá compreendeu a alusão; encontrando a sua pele, vestiu-a e, voltando
à forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Em seguida, deixou os
seus chifres com os filhos, dizendo: 'Em caso de necessidade, batam um
contra o outro, e eu virei imediatamente em vosso socorro.' É por essa
razão que chifres de búfalo são sempre colocados nos locais
consagrados a Iansã.

As Conquistas de Iansã:

  Iansã percorreu vários reinos, foi paixão de Ogum, Oxaguian, Exu,
Oxossi e Logun-Edé. Em Ifé, terra de Ogum, foi a grande paixão do
guerreiro. Aprendeu com ele e ganhou o direito do manuseio da espada.
Em Oxogbô, terra de Oxaguian, aprendeu e recebeu o direito de usar o
escudo. Deparou-se com Exu nas estradas, com ele se relacionou e
aprendeu os mistérios do fogo e da magia. No reino de Oxossi, seduziu
o deus da caça, aprendendo a caçar, tirar a pele do búfalo e se
transformar naquele animal (com a ajuda da magia aprendida com Exu).
Seduziu o jovem Logun-Edé e com ele aprendeu a pescar. Iansã partiu,
então, para o reino de Obaluaiê, pois queria descobrir seus mistérios
e até mesmo conhecer seu rosto, mas nada conseguiu pela sedução.
Porém, Obaluaiê resolveu ensinar-lhe a tratar dos mortos. De início,
Iansã relutou, mas seu desejo de aprender foi mais forte e aprendeu a
conviver com os Eguns e controlá-los. Partiu, então, para Oyó, reino
de Xangô, e lá acreditava que teria o mais vaidoso dos reis, e
aprenderia a viver ricamente. Mas, ao chegar ao reino do deus do
trovão, Iansã aprendeu muito mais, aprendeu a amar verdadeiramente e
com uma paixão violenta, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio
e deu a ela o seu coração.


Iansã Ganha de Obaluaiê o Poder Sobre os Mortos:

     Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaiê viu que estava
acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Obaluaiê não
podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou
espreitando pelas frestas do terreiro. Ogum, ao perceber a angústia do
Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu
rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos
festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaiê entrou, mas ninguém se
aproximava dele, nenhuma mulher quis dançar com ele.
     Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a
triste situação de Obaluaiê e dele se compadecia. Iansã esperou que
ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa, dança,
brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas
ekedes. Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de
palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas
de Obaluaiê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas,
que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaiê, o deus das doenças,
transformara-se num jovem belo e encantador.
     O povo o aclamou por sua beleza. Obaluaiê ficou mais do que
contente com a festa, ficou grato. E, em recompensa, dividiu com ela o
seu reino. Iansã então dançou e dançou de alegria. Para mostrar a
todos seu poder sobre os mortos, quando ela dançava agora, agitava no
ar o eruexim (o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro
mundo). Iansã tornou-se Iansã de Balé, a rainha dos espíritos dos
mortos, a condutora dos eguns, rainha que foi sempre a grande paixão
de Obaluaiê.

Iansã - Orixá dos Ventos e da Tempestade !!!

     Oxaguiam (Oxalá novo e guerreiro) estava em guerra, mas a guerra
não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia
as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiam pediu a seu amigo Ogum
urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito
demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo.
Tanto reclamou Oxaguiam que Oiá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar
Ogum a apressar a fabricação. Oiá se pôs a soprar o fogo da forja de
Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado
derretia o ferro mais rapidamente. Logo Ogum pode fazer muitas armas e
com as armas Oxaguiam venceu a guerra. Oxaguiam veio então agradecer
Ogum. E na casa de Ogum enamorou-se de Oiá. Um dia fugiram Oxaguiam e
Oiá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde
Oxaguiam voltou à guerra e quando precisou de armas muito
urgentemente, Oiá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de
Oxaguiam, onde vivia, Oiá soprava em direção à forja de Ogum. E seu
sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiam da de
Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e
tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor. E o povo se
acostumou com o sopro de Oiá cruzando os ares e logo o chamou de
vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação
das armas, mais forte soprava Oiá a forja de Ogum. Tão forte que às
vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores,
arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de
Oiá e o povo chamava a isso tempestade.

    Saravá a linda Iansã!!!

Eparrei Oiá!

Carlos de Ogum.





 Oração a Iansã.

Saravá Iansã a grande guerreira.

Orixá do raio e do vento, que ajuda com sua energia vencer as lutas e
as dificuldades.
Saravá Senhora Rainha dos ventos, proteja a todos nós.
Oyá Deusa do rio Niger, senhora dos ventos e das tempestades.

Coloco em tuas mãos, minhas ações na luz de tua luz, eu te consagro
todos os minutos e horas desse dia, meus trabalhos, minhas
preocupações, meus desejos, os meus lazeres são teus.

Daí-me hoje a tua luz poderosa, para que eu compreenda todo bem que
preciso fazer e tenha força para não ceder o mal que tenta bater em
minha porta.

Que eu consiga ser mais fraterno, mais irmão, mais compreensivo e
capaz de perdoar.

Dirija meus passos no caminho do bem e do amor, e hoje mais que ontem
todos nós possamos contar com sua orientação, com a tua benção, com o
teu amor.

Com tua espada haveremos de cortar as demandas dos invejosos, dos
falsos, dos inimigos, dos olhos grandes, que necessitam enxergar a
verdade.

Dando conformação àqueles que sofrem, com a força dos teus raios, nós
te pedimos, que acenda a chama da vida dos que estão desenganados, de
a eles força para continuar lutando na cura de seus males.

Saravá Iansã majestosa Senhora, a vossa proteção em vosso louvor em
brado unidos saudamos.


Eparrei Oiá!





36 comentários:

Gizele Aquino disse...

Lindo texto.

Salve nossa mãe Iansã.
Eparrei!!

Anônimo disse...

Eparrey Oiá. Salve nossa guerreira.

Rosana Xavier

Anônimo disse...

Querido Amigo Carlos, extraordinário texto.
Eparrei Oiá.

Paulo Couto

Anônimo disse...

Notável texto querido amigo Carlos.
Muito bom sabermos sobre essa Orixá guerreira.

Cris Mangueira

Anônimo disse...

Sem comentários, simplesmente sensacional.

Claudia Oliveira

Anônimo disse...

Saravá minha mãe de cabeça.

Jussara Medeiros

Anônimo disse...

Eparrei Iansã, linda guerreira dos Orixás.

Damião Miguel

Anônimo disse...

Saravá Iansã. Sua espada justiceira me ajude sempre.

Patricia Esteves

Anônimo disse...

Mais um lindo texto explicativo sobre nossos Orixás queridos.
Eparrei Oiá.

Gustavo Bittencord

Anônimo disse...

Saravá Iansã. Nos proteja hoje amanha e sempre.

Marcia do Borel

Anônimo disse...

Amei. Texto para refletirmos e entendermos sobre essa linda Orixá.

Joana Curi

Anônimo disse...

Amo essa Orixá, Eparrei Oiá.

Solange Rizzo

Anônimo disse...

Parabéns grande texto. Mais um ensinamento dentro da Umbanda.

Paulo Silva

Anônimo disse...

Obrigado por mais esse texto lindo, amo os Orixás, amo esse blog com tanto ensinamento sobre a Umbanda. Saravá Pai Carlos.

Kelly Mendes

Anônimo disse...

Eparrei Minha Mãe Iansã. Proteja meus caminhos.

Anônimo disse...

Eparrey Oyá. Salve a minha linda mãe Yansã.

Anônimo disse...

Eparrei Oiá. Que seus ventos levem todo mal para fora de minha vida.

Anônimo disse...

Eparrei Oiá. Que minha linda mãe Iansã nos de paz e harmonia. Que as mazelas do dia a dia possam ser vencidas com a espada de minha mãe. Saravá Santa Bárbara, Saravá Iansã. Eparrei Oiá. Ana de Oiá.

Anônimo disse...

Eparrei minha mãe Iansã. Sua proteção

Anônimo disse...

Eparrei minha mãe. Proteção. Edinanci Vigor.

Anônimo disse...

Eparrei Oiá. Saudação minha mãe guerreira. Suellen Amaro

Anônimo disse...

Salve Iansã. Salve Santa Barbara.. Eparrei

Neuza Maria disse...

Saravá Oiá. Rainha dos ventos. Eparrei minha mãe.

Anônimo disse...

Eparrei minha amada Oiá. Salve Iansã. Bruno

Anônimo disse...

Saudo minha mãe guerreira. Rainha dos raios e deusa da beleza. Eparrei Oiá. Núbia Oliveira.

Anônimo disse...

Eparrei Santa Guerreira deusa do fogo e da Luz. Obrigado por tudo. Luiza

Julinha de Iansã disse...

Eparrei Oiá. Salve minha amada Iansã. Salve seu dia.

Julinha disse...

Amada Iansã te homenageio nesse seu dia. Saravá minha mãe. Eparrei Oiá.

Anônimo disse...

Eparrei Oiá. Que Iansã me de forças para esse ano novo. :)

Anônimo disse...

Sou filha de Iansã,e peço toda proteção a minha mãe, que eu supere esses momento de angustias e perdas na minha vida. Eparrei Oiá.

Anônimo disse...

Me emocionei com o texto.
Salve minha mãe Iansã. Eparrei Olá.

ALÊ disse...

Salve minha mãe,salve minha Rainha Oiá!

THE LORD disse...

QUANDO IANSÃ VAI PRA BATALHA TODOS CAVALEIROS PARAM SÓ PRA VER ELA PASSAR

Salve querida mamãe!

Epahey Oyá!

Professor Teacher disse...

Eparrei Oiá. Salve o dia de hoje. Salve minha mãe, guerreira da ventania. Iansã, te entrego minha vida e peço sua proteção.

Anônimo disse...

Epahey Oyá! lindo texto Carlos, parabéns!!! Salve nossa mãe destemida e guerreira!

Meg Ryse disse...

Obrigada!!!

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