sábado, 20 de maio de 2017 19 comentários

Poema ao amável Chico Xavier. Por Carlos de Ogum

         


Caminhos livres para evolução devemos seguir,
nesses caminhos um irmão de luz vamos encontrar.
Seu olhar generoso e um abraço devemos pedir,
a essa luz do Senhor que veio para nos encaminhar.

Suas lições deveremos entender,
sua fé devemos seguir e crer.
Em seus caminhos do bem nunca iremos nos perder,
e assim com sua caridade vamos aprendendo a viver.

Seu nome é Francisco com todo amor,
para todos o Chico de coração.
Em um grande jardim, a diferente flor.
que Chico Xavier nos ensine a lição.

Nasceu lá em Pedro Leopoldo, cidade pequenina,
e de lá sempre esteve nos trazendo a luz.
Incomodando os senhores de batina,
esse era Chico, enviado de Jesus.

Na época sofreu preconceitos dolorosos,
e também dolorosos foram seu viver,
Muitos não o entendiam e se diziam poderosos,
exclamando que tudo terminava no momento de morrer.

Tinha o imenso carinho de sua mãe Maria de Deus;
e com ela conversava após o desencarne dessa flor.
Sempre surrado e maltratado longe dos irmãos seus,
mesmo assim guardava no coração imenso amor.

Chico, amado Chico, coração de luz,
pessoa diferenciada, de imenso amor e fé.
Suas palavras sempre voltadas ao Senhor Jesus,
e assim respeitado desde a Umbanda até o Candomblé.

Livros e mais livros ele escreveu,
espalhando ensinamentos para a evolução.
Trazendo luz para todo aquele que o entendeu,
mostrando sempre o melhor caminho com uma bela lição.

Com carinho atendia todos irmãos amigos seus,
estando sempre com um gesto de fraternidade,
suas mãos eram verdadeiramente abençoadas por Deus,
mas mesmo assim nunca deixou de ter sua humildade.

Homem de grande luz e diferenciado,
que tinha um amor intenso no coração.
Com uma fé extrema foi agraciado,
fazendo assim que lindamente cumprisse sua missão.

Amor era sua palavra de coração,
trazia a todos a paz esperada.
Levando os mais descrentes a sua razão,
espalhando esperança até a pessoa mais desesperada.

Seus preceitos eram sempre voltados a caridade,
e no jardim da paz ele era a mais bela flor.
Lutando para sempre mostrar sua idoneidade,
distribuindo a todos muito carinho e amor.

A Deus ele entregava cada pedido,
e assim recebia respostas de luz.
Honesto, sereno, humilde e contido,
simplesmente um homem irradiado por Jesus.

Tinha como Emmanuel seu Mentor iluminado,
e com ele trazia suas cartas de luz.
Ser que por Deus foi abençoado,
esse era Chico Xavier, o mensageiro de Jesus.


Salve o amado Chico Xavier!



Carlos de Ogum

quarta-feira, 10 de maio de 2017 34 comentários

Entendendo Sobre o Cruzeiro das Almas




    Vamos começar esse texto com uma pergunta simples que muitas
pessoas nos fazem...

    O que é o Cruzeiro das Almas?

    Dentro da Umbanda é um dos pontos mais respeitados de todo nosso
ritual

    O Cruzeiro das Almas geralmente é encontrado dentro de cemitérios,
que na Umbanda chamamos de "Campo Santo" ou "Calunga Pequena".

    Nesses locais, o Cruzeiro das Almas ficou conhecido como uma
grande referência para que as pessoas acendessem velas para iluminar,
homenagear e se lembrarem de seus entes desencarnados e que foram
sepultadas naquele local, e fazem isso também para que essas almas
sejam encaminhadas e cuidadas pelos espíritos de luz em nome do
trabalho de caridade e do amor de Deus.

    Para quem já foi a uma Calunga Pequena, é fácil de identificar o
Cruzeiro das Almas, que se simboliza com uma grandiosa cruz de
madeira, e normalmente fica bem ao centro do Campo Santo, e de fácil
acesso e bem visualizado.

    Ali naquele lugar, temos uma grande força espiritual, local onde
se trabalha as 13 Almas Benditas, na qual tem a função de auxiliar a
entrada das Entidades trabalhadoras da Calunga Pequena para o resgate
de espíritos desencaminhados, perdidos e viciosos.

    Esse é um dos trabalhos mais belos da Umbanda, pois ao
desencarnar, o espírito por muitas vezes se sente desorientado,
perdido, sem saber os acontecimentos, o que fazer e onde seguir. E
assim com essa força espiritual é feita essa maravilhosa ajuda a
esses espíritos buscarem o caminho que cada um deve seguir, deixando
para trás o apego a matéria, a vida encarnada e os bens materiais.

    Mas como nem tudo são flores, o próprio ser humano faz desse
honroso trabalho de luz um falso ritual mistificador para sanar sua
ganância, vaidade e sua falta de orientação e informação, pois
infelizmente também podemos presenciar em alguns Cruzeiros das Almas
alguns ditos trabalhos de ordem negativa, trabalhos esses que não tem
ligação nenhuma com a Umbanda, e que muitas pessoas acreditam ter,
pois a falta de informação é tão grandiosa que essas pessoas creem que
obsessores, como Kiumbas, Eguns e Zombeteiros são Entidades de Luz, e
que estão ali a seu bel prazer para fazerem trabalhos de magia negra,
porém esses rituais além de estar longe de ser rituais umbandistas,
quem o fez não tem o mínimo conhecimento de fatos que estão mexendo,
ou da distância dessas crendices para a Umbanda.

    A Umbanda é irradiada de luz, e sua ação é de total respeito ao
livre arbítrio de cada um, e definitivamente não se faz
nenhum trabalho negativo.

    O Cruzeiro das Almas é tão importante aos espíritos assim como o
ar é fundamental ao encarnado, pois é ele o portal de passagem onde o
espírito passa de um plano vibratório para outro, como por exemplo no
momento do desencarne, nas passagens de um estado de doença física ou
emocional, uma obsessão complexa ou mesmo simples, mágoas, ódios,
rancores e todo sentimento de ordem negativa para uma situação de
cura, equilíbrio e harmonia.

    Dentro da Umbanda, em terreiros, centros, tendas ou templos,
encontramos o Cruzeiro das Almas ou conhecido também por "Cantinho das
Almas", e nesse local que são feitos assentamentos e firmamentos para
a proteção da casa e dos médiuns sobre as influências de seres
infelizes, Kiumbas, Eguns, Zombeteiros e obsessores de todos os tipos,
da mesma forma no qual é feito nas Calungas Pequenas.

    Muitas pessoas mal informadas, sem teor da religião umbandistas,
mistificadores sem orientação, tem o mau costume de dizer que o
Cruzeiro das Almas traz má sorte, além de ser um chamariz da morte,
contudo nada tem a ver essas colocações, isso não passa de crendices
dessas pessoas que veem coisas obscuras até no ar que respiram, é uma
falta tremenda de informação, e chega até ser uma falta de respeito
com o Cruzeiro, com as Almas e com o Orixá regente desse local, o
nosso poderoso Omulú/Obaluaiê.

    E para piorar essas crendices, infelizmente essas colocações não
veem apenas de pessoas que estão fora da Umbanda, pois vemos
umbandistas consagrados, como Zeladores (pais e mães de santo), e
muitos filhos de santo dizerem essas coisas sem fundamento algum,
fazendo assim espalhar falsas informações sobre um local tão abençoado
e de grande importância para todos nós.

    Devemos sempre lembrar que o Cruzeiro das Almas é um magnífico
ponto de luz, e ao nos dirigirmos a ele devemos proceder como fazemos
em qualquer outro campo de força de atuação vibracional dos Orixás, é
primordial o respeito, o bom senso e principalmente a elevação da fé.

    Para quem frequenta terreiros, centros e tendas de Umbanda com
mais frequência, certamente já passou por um fato no qual muitas
pessoas ainda não compreendem o porquê desse acontecimento. Estamos
falando de quando um Guia de luz chega até nós, nos entrega uma vela
branca, e recomenda que a acenda no Cruzeiro das Almas. A nossa mente
nesse momento trabalha de uma forma incessante, nos fazendo crer que
possamos estar acompanhados por Eguns, Kiumbas ou algum espírito
sofredor, porém nos esquecemos que tal qual na Calunga Pequena, ali é
um ponto de transformações inerentes a vibração de Omulú/Obaluaiê, o
senhor das Almas e das passagens, e muitas vezes a "vela" não é para
os outros que possam estar nos obsediando, mas sim, para nós mesmos,
para que assim podermos com a ajuda de Omulú/Obaluaiê transmutarmos
algo de ruim que ainda não estamos conseguindo sozinhos resolver
dentro de nós.

    Temos que entender que a cruz na Umbanda e um símbolo de
ascensão, da conexão entre a espiritualidade, a matéria física e
planos vibratórios transcendentes.

    Nos Terreiros sabemos que Omulú/Obaluaiê é o Orixá que rege toda
as forças do Cruzeiro das Almas, e as Entidades de Luz que mais fazem
uso desses símbolos são os amáveis Pretos Velhos. Podemos notar isso
em seus rosários, seus terços, seus pontos riscados que normalmente
tem uma cruz ou mesmo o Cruzeiro das Almas desenhados de forma
tradicional, demonstrando assim a elevação espiritual que essas
Entidades trazem consigo.

    O mesmo respeito que devemos ter pelo Cruzeiro das Almas devemos
ter pelas Entidades que conduzem esse maravilhoso símbolo, pois como
observamos a cruz é um símbolo por demais antigo, e os Pretos Velhos
são os anciãos da Umbanda. São espíritos velhos, sábios, com tanta
elevação que são capazes de transitar em diversos planos sutis da
existência. Os terços que carregam consigo trazem a sabedoria de
milênios.

    Quando sé é montado um Cruzeiro das Almas em nossas casas de
Umbanda, e nela colocamos as imagens de nossos amados vovôs e vovós,
seus elementos de trabalho junto as palhas de Omulú/Obaluaiê, Orixá
regente dessas Entidades juntamente com Oxalá, ali estamos
estabelecendo um ponto de força energético espiritual dos mais
importantes para a humanidade. Ali é um canal de ligação de nossos
rituais umbandistas aos termos mais evoluídos do plano espiritual.
Estamos nos conectando com os seres de luz que em gesto de caridade
emprestam ao terreiro as mais variadas sabedorias e conhecimentos. Não
é a toa que Obaluaiê é sinônimo de Evolução e os Pretos Velhos de
sabedoria. São os responsáveis por nos nortear, nos conectar nas
diversas cruzes da existência.


    Portanto, para finalizar, vamos ter em mente que o Cruzeiro das
Almas é um ponto energético de luz e caridade, que auxilia a nortear
os desencarnados, e aos encarnados mostra que não devemos nos apegar
nas crendices, levando o nome santo do Cruzeiro das Almas em colocações errôneas feitas pelo próprio ser humano, ou seja por
falta de informação, por ser mau caráter, por vaidade, por miticismo.
Devemos respeitar o Cruzeiro das Almas, pois certamente um dia
passaremos por ele em busca de um portal de passagem entre o mundo
material e o mundo espiritual.

    Salve o Cruzeiro das Almas!

Carlos de Ogum

domingo, 30 de abril de 2017 37 comentários

A História da Erê Aninha Estrelinha do Mar

           


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    Nas ondas do mar eu vi ela chegar,
com as forças de Ogum e as bençãos de Iemanjá,
sobre as águas do Oceano ela assim vai reinar,
abençoada pela luz divina de Pai Oxalá.

    Uma linda criança sublime de luz,
que encanta todos em nosso Gongá,
trabalhando em nome do Menino Jesus,
a linda menina Aninha Estrelinha do Mar.
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    Aninha Estrelinha do Mar é uma Erê que trabalha na Umbanda na linha
das Ibeijadas, fazendo a caridade a quem necessita, principalmente às
crianças carentes e necessitadas.

    Ela busca fazer seus trabalhinhos voltados a saúde do corpo
físico, mental, psicológico. Tem grande conhecimento de rezinhas que
encantam a todos, principalmente os pequeninos.

    Sua história na vida encarnada se iniciou nos meados do século XIX,
onde ela veio iluminar esse mundo com seu sorriso cativante e lindo.
Nasceu na região Nordeste do Brasil, em uma ilha nas proximidades da
Baía de Todos os Santos, e lá ela viveu até seu desencarne com apenas
7 anos de idade.

    Aninha já era diferenciada mesmo no ventre de sua mãe, uma
camponesa da região que se matrimoniara com um imigrante espanhol,
e com todo amor aguardavam a chegada de um filho. E essa diferenciação
era constatada pelo próprio pai de Aninha, quando a sua esposa já
grávida era acompanhada por três luzes muito brilhantes, sendo uma
azulada estando sempre a frente da futura mãe, e duas embranquecidas,
ficando uma de cada lado da mulher.

    A jovem camponesa era muito fiel a sua fé, e sempre dizia ao esposo
que ela não estava apenas gerando um filho, mas sim um Anjo de Deus, e
a prova estaria nas luzes irradiantes que ela via em torno de si
mesma.

    O tempo passou e, certa manhã, quando o casal estava em um pesqueiro
buscando seu alimento, a jovem futura mãe sentiu as dores do parto, e
rapidamente seu esposo buscou retornar ao cais, porém o mar de um
instante para outro se tornou violento, grandes ondas se formaram,
fazendo assim com que o pesqueiro ficasse a deriva.

    O jovem espanhol entra em desespero, tinha muito medo de que
acontecesse algo de ruim a sua esposa e ao filho que estava para
chegar.

    Ele tentava desesperadamente conduzir o velho pesqueiro para fora
da tormenta, pedia auxílio a seus companheiros de pesca, clamava a
algumas mulheres a bordo que levassem a sua esposa a local seguro pois
ainda se encontrava no convés. E assim foi feito, enquanto o grupo de
pescadores sobre supervisão do jovem espanhol continuavam tentando
retirar o pesqueiro da tormenta, tentando salvar as vidas de todos
ali.

    Não sabendo mais como conduzir o barco, o espanhol se joga de
joelhos ao chão, clama a Deus que os salvem, principalmente sua esposa
e o filho que estava para nascer.

    Enquanto isso a jovem futura mãe se encontrava em uma cabine,
deitada ao chão, em lágrimas, não pelas dores, mas com medo de algo
acontecer e seu bebê não pudesse sequer nascer.

    Em sua volta algumas mulheres de pescadores rezavam em murmúrio,
pedindo proteção a todos e principalmente a criança que estava a vir
ao mundo naquela situação desesperadora.

    Lá fora a tormenta aumentava, muitas ondas batiam no casco do
pesqueiro fazendo com que ele balançasse, rodopiasse, deixando todos
sem direção.

    A jovem mãe sentia mais dores, e com o balançar do pesqueiro tudo
ficava pior. Mulheres ajoelhadas rezavam, uma velha senhora mestiça
auxiliava a mulher em seu parto.

    Os ventos não davam trégua. O mar revoltoso lambia todo o convés
do pesqueiro de uma forma violenta, as velas se rasgavam, a correria
por salvação estava grandiosa, enquanto o espanhol continuava suas
orações.

    Na cabine abaixo do convés, o sofrimento da futura mãe era de
cortar os corações das mulheres presentes, ela clamava a Deus e pedia
que salvasse a sua criança. E a criança começa a nascer com auxilio da
velha senhora pescadora.

    No mesmo instante que a criança vinha ao mundo, os ventos batiam e
quebravam os grandes mastros do pesqueiro, as ondas enormes quase
viravam a embarcação.

    E a criança nasceu, e como por um milagre ao dar seu primeiro
choro de recém nascido, o céu se cala, não havendo mais raios e
trovões, o mar se acalma, o vento vira uma pequena brisa, o mestre Sol
reaparece.

    Ao sentirem a calmaria novamente, os pescadores aos poucos
retornam ao convés, se reunindo em agradecimento a Deus. Nesse momento
a velha porta de madeira da cabine se abre e a velha senhora mestiça
com a criança ao colo, abre um largo sorriso dizendo a todos sobre o
nascimento da menina. O jovem espanhol se aproxima, pega a criança ao
colo, se ajoelha e em lágrimas agradece a Deus.

    Nesse momento, as três luzes que acompanhavam a jovem mãe em sua
gestação aparecem diante de todos, só que dessa vez em forma humana, e
se apresentaram assim: Uma linda mulher de manto azul e longos cabelos
negros com seu olhar carinhoso que encantou a todos, e dois homens
encorpados, de aparência serena, e olhar cativante, vestidos com
roupas azuladas, porém um com o tom de azul mais escuro e outro com
azul mais claro.



    A mulher com a voz doce e meiga, abre os braços e diz assim:

    "Abençoada seja essa criança, assim como abençoada seja seus pais.
Essa menina veio ao mundo para iluminar os caminhos de quem
necessitar, terá em suas mãos o poder de curar, de trazer paz, de
distribuir o amor.

    Essa será sua última missão nessa terra antes de partir para o
reino da caridade espiritual. Ela será protegida, encaminhada e amada
por mim, e pelos dois protetores que cá estão presentes.

    A luz de Oxalá deve fazer essa criança brilhar em sua missão, e
após ter a cumprido, retornará a seu lugar da mesma maneira que cá ela
chegou.

    Aos pais, rogo muita fé, entendimento e compreensão, pois será com
esse entendimento que fará essa menina ser mais uma divindade, com
essa fé que exaltará toda sua caminhada rumo ao infinito amor de Deus,
e essa compreensão que fará com que ela possa caminhar em seu destino
sem tristezas ou culpas.

    Aqui agora eu abençoo cada instante de vida desse ser de luz, e
que sua generosidade, seu amor, sua fé e sua caridade reinem acima de
tudo.

    Em meu nome, Iemanjá, em nome de Ogum Beira Mar, e em nome de Ogum
Iara, eu trago as forças das águas do mar e das cachoeiras a essa
menina de Deus."

    Ao falar isso, a linda Iemanjá segura uma bela estrela do mar nas
palmas das mãos, sobre ela também colocam as mãos espalmadas Ogum
Beira Mar e Ogum Iara, abençoando o objeto, que foi entregue ao pai e
a mãe da menina, que já se encontrava no convés.

    E assim Iemanjá disse:

    "Guardem essa estrela do mar, ela é o artefato que essa doce
menina usará para seus trabalhos de cura."

    E assim, as imagens iluminadas desapareceram diante de todos
presentes, que sem demora se jogaram de joelhos e se colocaram em
oração.

    Nesse instante a jovem mãe ainda fraca, com um fio de voz diz ao
esposo:

    "Ana, esse vai ser o nome de nossa filha, e será conhecida como
Aninha Estrelinha do Mar."

    E assim o tempo passou, e Aninha ficou muito conhecida na região,
todos comentavam o acontecido de seu nascimento, e muitas pessoas
faziam filas nas proximidades da casa de Aninha para poderem tocar na
menina e na estrela do mar que estava sempre a seu lado.

    Muitas curas foram feitas naquela região por intermédio de Aninha
e a fé de seus admiradores. E ela já com seus 3 anos andava por toda a
região em companhia de sua mãe para auxiliar a quem necessitava.

    Varias doenças da época disseminava muitos povos nas proximidades
da região onde residia Aninha e seus pais, e assim essas doenças
teimavam em atacar as pessoas do povoado de Aninha, porém, com muita fé
e o auxilio da menina, as pessoas decaíam sim, mas não chegavam ao
desencarne.

    As crianças que naturalmente eram mais enfraquecidas fisicamente,
eram as principais vitimas desses males da época, e assim todas eram
levadas ao encontro da menina que com carinho e dedicação, pegava sua
estrelinha do mar, fechava seus olhos e clamava pela cura dessas
crianças, que milagrosamente iam se restabelecendo dia após dia com a
fé da menina Aninha, e as bençãos da doce Mãe Iemanjá, de Ogum Beira
Mar e Ogum Iara..


    Assim ficou conhecido por toda a região os milagres e as bençãos
da Aninha Estrelinha do Mar.

    Os anos passavam rapidamente, e assim ano após ano a legião de
seguidores e admiradores da menina de Iemanjá, como já era conhecida,
foi aumentando. Ela sempre bem disposta e sorridente era incansável,
fazia sua caridade a todos que a procuravam, brincando, dançando ou
pulando, com seu ar infantil.

    Muitas pessoas lhe traziam presentes, porém ela insistia em não
aceitar, pois assim tinha aprendido com sua Mãe divina, a linda
Iemanjá, e seus protetores Ogum Beira Mar e Ogum Iara, que a caridade
deve ser entregue as pessoas sem interesses ou trocas, e assim ela o
fazia.

    Quando Aninha completou sete anos, teve um belo encontro com a sua
Mãe Iemanjá e seus protetores. Na mesma noite que ela tinha feito mais
essa primavera, estando em seu quartinho, deitada em sua cama, ela
ouve uma linda voz suave pedindo que ela acompanhasse uma pomba branca
que arrulhava na pequena janela de seu quarto. E assim ela fez,
seguindo a pomba branca pelo caminho que daria nas areias brancas da
linda praia onde ela tanto se ajoelhava para fazer suas preces a
Iemanjá e os Oguns Iara e Beira Mar, seus protetores.

    Lá chegando, sentou-se na areia, contemplou o brilho de uma bela
Lua cheia que a protegia de tudo e de todos. Sentiu a brisa vinda do
mar, o som sem igual das ondas se quebrando na orla, a força do mar
que a fazia ter esperanças em tudo que sonhava, o cheiro da maresia
inconfundível. Ali ela permaneceu sentada por alguns minutos até que
sua percepção mostra a chegada de alguém em sua retaguarda, ela se
vira e se depara com uma linda mulher de cabelos negros e sorriso
materno, mas atrás dois fortes guerreiros com largo sorriso sereno.
Ela já sabia de quem se tratava, ali estava diante de seus olhos de
menina a poderosa Rainha do Mar e os guerreiros da falange de Ogum na
linha dos Oceanos.

    Iemanjá se aproxima da menina enquanto os protetores ficavam um
pouco mais afastados. A Senhora das Sereias estende as mãos a pequena
Aninha, afaga seus cabelos longos, acaricia seu rosto infantil e
abrindo um sorriso lhe diz:

    "Minha menina de luz, sua missão está chegando ao final. Você
nasceu para servir a caridade, cresceu para curar seus semelhantes, e
agora vai partir para salvar a vida de dezenas e dezenas dos filhos de
Deus.

    Peço que não tenha medo, peço que não guarde mágoas, peço que
compreenda o homem e suas ganâncias, pois esse ainda é imperfeito.

    No momento de decisão, use seu coração e sua bondade para com seus
semelhantes. Muitas crianças dependerão disso para continuar a
caminhada, e só você pode fazê-las prosseguir.

    De hoje a sete dias, quando você tiver sete anos e sete dias,
Deus vai colocar a prova a sua caridade e seu amor pelos seus
semelhantes. Seu retorno a sua casa pode lhe trazer medos, porém sua
coragem e sua fé devem vencer esse medo, para que assim você parta
para os braços de Oxalá, e após isso sua missão retorna, porém na luz
espiritual. Seja corajosa, eu e seus protetores estaremos lhe
aguardando, e você será avisada no momento crucial o que deverá fazer.

    Fique com as bençãos de Deus!"


    E assim, as três imagens iluminadas partiram, deixando a menina
Aninha reflexiva sobre tudo aquilo que escutara.

    Dali ela retorna a seu lar, em meios de pensamentos que não sabia
muito bem como agir, as vezes sentindo receios, as vezes felicidade,
porém nunca deixava a sua fé se abalar.

    Ao estar novamente com sua família, escuta seu pai em diálogo com
um velho pescador, e o assunto era justamente as curas feitas pela
pequena menina aos necessitados. Sem perceber a presença de Aninha
eles cogitavam a ida de um pesqueiro a uma ilha distante para resgatar
dezenas de pessoas adoentadas, fazendo com que Aninha as curassem com
seu dom. Diziam eles que males atacaram as pessoas dessa ilha e as
doenças se disseminaram por todas as partes, e a única saída daquele
povo seria trazer os adoentados para serem cuidados e observados
dentro da região onde a menina fazia moradia, pois na versão do pai da
pequena Aninha, só poderiam ser curados por ela os que com eles
viessem.

    O pai de Aninha e o pescador já tinham entrado em contato com os
líderes daquele povo, contando a versão deles, que naturalmente não
era verdadeira, e acertado que no dia seguinte, embarcariam as pessoas
e retornariam ao seu destino.

    E assim foi feito, pois no dia seguinte todos estavam preparados,
inclusive Aninha que fez questão de ir para acalentar as pessoas mais
necessitadas durante a viagem, isso mesmo a contra gosto de seu pai.

    Ao chegarem lá ela verificou que a maioria dos adoentados eram
crianças, que tinham ao seu lado os pais desesperados, e tinha certeza
que deveriam tratá-los o mais rápido possível, pois muitas dessas
crianças estavam entre a vida e a morte.

    Porém seu pai não autorizou a menina a tratá-los ali, dissera que
o ar estava impregnado pelos males, e poderia ser perigoso permanecer
ali por mais tempo.

    A menina pestanejou, mas sem sucesso, ela teve que obedecer o pai,
que a arrastou até o pesqueiro ancorado, e após esse gesto ele tomado
por uma fúria jamais vista por ela disse que iria retornar para buscar
os adoentados para serem levados até o arraial de moradia de Aninha.

    Ela mesmo sem entender o porque seu pai estava agindo daquela
forma, respeitou e se calou. E quando ele retornou, ela se pôs de
joelhos e orou pedindo forças para todos que se encontravam doentes na
pequena ilha. E nesse momento ela observa no céu azul as imagens de
Iemanjá, Ogum Beira Mar e Ogum Iara sorrindo para ela, que a acalmou
lhe trazendo paz.

    Após levarem todos os que foram atacados pelos males para o
pesqueiro, o pai de Aninha juntamente com o velho pescador, tomados
pela ganância, navegaram com o barco até certo ponto no mar, e lá
disseram que só poderiam levar aqueles que pagassem certa quantia a
eles, podendo ser em ouro, prata, ou qualquer bem que as pessoas
tivessem, caso contrário ficariam parados ali.

    Muitos se desesperaram em ver seus filhos inertes, rogaram pelo
amor e a caridade dos dois gananciosos, mas eles estavam irredutíveis.

    Desejosos de riquezas, independente como as conseguisse, ficaram
ancorados a fim dos pais desesperados retornassem a ilhota e pegassem
todos os bens que possuíssem, afim de pagarem aos dois pescadores a
viagem e a cura dos seus entes amados.

    Enquanto isso, Aninha Estrelinha do Mar sem saber do acontecido,
continuava a fazer seus trabalhinhos de cura escondida do pai.

    Ao retornarem com alguns bens, os pais desesperados entregaram
tudo aos dois gananciosos, que ao verem que não era muita coisa, pois
os moradores da pequena ilha eram paupérrimos, disseram que não
levariam os adoentados e nem a menina iria fazer a cura desejada.

    Nesse momento a menina Aninha sai ao convés, escuta seu pai
falando a um dos líderes do grupo sobre o pagamento. Ela o recrimina
pesadamente, lhe dizendo que não poderia cobrar nada aos irmãos
sofredores, e que ele deveria devolver o que já tinha pego. E ela não
necessitava sair da ilhota para tentar curar os adoentados.

    O pai de Aninha ficou furioso, e num gesto de ódio ameaçou a
estapear a menina. Ao levantar as mãos para agressão, o céu escureceu,
o dia virou noite, raios cortavam todo horizonte, a tempestade caiu de
uma forma torrencial, o mar se revoltava, os ventos uivantes vinham
de todas as partes. Todos se assustaram, a correria começou,
o pesqueiro rodopiava, balançava violentamente, alguns pescadores eram
atirados ao mar, outros gritavam desesperadamente, e alguns rezavam,
clamando a Deusa dos Mares que salvassem suas vidas.

    As crianças adoentadas choravam de pavor, os pais tentavam uma
proteção ineficaz; o pai de Aninha tentava colocar o pesqueiro sob seu
domínio, porém as forças das águas do mar não lhe permitia isso.

    Aninha extremamente preocupada com os doentes, chegou até a proa
do barco, abrindo os seus bracinhos disse:

    "Mãe amada Rainha do Mar, entendi agora suas palavras antes de
minha partida a essa viagem. Entendi a ganância dos homens, entendi a
quem não devo guardar rancor. Agora entendo que não devo ter medo, que
devo salvar a todos dessa embarcação. E a ti me entrego minha Mãe, a
ti entrego meu caminho, e assim rogo apenas que salve a todos dessa
tempestade que mostra que devemos ser caridosos, e caridade nunca deve
ser cobrada.

    Rogo também pelo perdão a meu pai e a seus comandados, e que eles
nunca mais usem da oportunidade de fazer o bem em troca de seus
próprios interesses."

    Nesse instante, o pesqueiro rodopiou e se inclinou, fazendo menção
de naufragar, e no mesmo instante, nas águas do mar apareceram três
filhas de Iemanjá. E essas três Iabás acenando para Aninha, a chamaram
para junto delas, e a menina sem pestanejar se joga nas águas
revoltosas e violentas do Oceano.

    Ao ver essa cena, o pai de Aninha solta um grande grito de
desespero e de dor, tenta se atirar junto, porém é detido por outros
pescadores.

    Como num passe de mágica, as águas do mar se tornam mansas, os
ventos se transformam em uma leve brisa. No céu não há mais raios,
nem nuvem escuras, o Sol volta a brilhar.

    O barco pesqueiro fica na posição de retorno a pequena ilha. Todos
se entreolham. O pai da menina Aninha chora copiosamente buscando com
os olhos a menina que se atirou ao mar.

    Quando ele ia se atirar no mar tentando buscar sua pequena filha,
uma luz brilhante pairou sobre a embarcação. Nessa luz estavam as
imagens de Iemanjá, Ogum Beira Mar, Ogum Iara e ao centro a imagem da
doce Aninha segurando sua estrelinha do mar.

    A menina com uma voz suave e infantil disse:

     "Meus irmãos, Deus está curando todos os adoentados, nenhum de
vocês sairão dessa embarcação carregando convosco males ou doenças.

    Meu pai, peço-te para refletir sobre a ganância que tivestes. Devemos fazer a caridade sem cobranças, devemos fazer o bem para
recebermos o bem, devemos ter fé para podermos distribuir esperanças.

    Hoje parto da vida encarnada, começo a minha jornada na vida
espiritual, tenho muitas coisas a aprender, porém tenho a minha
mãezinha e meus protetores para me mostrarem os caminhos de luz.

    Deixo-te para refletir sobre esse dia de muitas lições. Não guarde
culpas pois tu não as tens; tudo que aconteceu estava escrito, e só
assim eu poderia partir para essa nova caminhada. Feliz eu fiquei
nesses sete anos e sete dias de encarnada junto a ti e a mamãe, mas
agora tenho que realizar e concretizar a missão que me foi dada por
Deus. Fazer o bem na forma de Entidade de Luz.

    Que Oxalá e todos os Orixás abençoe a todos vós!

    Sua benção, meu pai!"

    E assim as imagens dos quatro vão desaparecendo no mesmo instante
que a linda luz brilhante vai se dissipando.

    O pai de Aninha chora desesperadamente, com os braços erguidos ao
céu, sentindo-se culpado por tudo aquilo. Ele abaixa as mãos deixa sua
cabeça cair, se vira junto ao líder do povo da pequena ilha, se joga a
seus pés e lhe pede perdão.

    Nesse instante, todas as crianças saem ao convés, além de todas as
pessoas que antes estavam adoentadas, só que agora completamente
curadas.

    Todos se abraçam, e um a um vão se colocando de joelhos, erguendo
as mãos ao céu, e assim iniciaram lindas orações a maravilhosa Erê
Aninha Estrelinha do Mar.


    E assim a doce menina virou a bela Entidade de Luz que é, fazendo
caridade, curando males, trabalhando em prol da caridade, paz, amor e
harmonia a quem necessita, e quem busca seu auxilio em terreiros de
Umbanda.

    Salve as crianças de Umbanda!

    Salve a linda e doce Aninha Estrelinha do Mar!

    Oni Ibeijada!


Carlos de Ogum

quinta-feira, 20 de abril de 2017 28 comentários

Curimba, fonte de forças e energias na Umbanda

         

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Ah, como é lindo o batuque do Tambor.
Ah, como é lindo o batuque do Tambor,
na Umbanda linda de Nosso Senhor.
Na Umbanda linda de Nosso Senhor.

É a mensagem que enaltece os Orixás.
É a oração que elevo ao senhor.
É a vibração que nos faz incorporar.
Sem batuque na umbanda
não se pode trabalhar.

Eu não sabia, mas agora aprendi,
que o canto faz a gira de Umbanda,
quem canta, encanta a vida dos Orixás,
é uma benção, divina que emana muita paz.
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    A Curimba na Umbanda

    Quem nunca se e emocionou?

    Quem nunca ficou extasiado só em ouvir as canções melódicas, o som
dos Atabaques, o ritmo das palmas, o sentir das vibrações que emana no
ambiente ao tocar e ao cantar da Curimba.

    É algo que realmente encanta todos os umbandistas e a todos que
buscam na Umbanda uma forma de entrar em contato, de se religar a
Deus.

    A Curimba é a nomenclatura dada ao grupo responsável pelos cantos
e os toques sagrados dentro de um Terreiro de Umbanda.

    Os toques, como já falamos anteriormente em outra oportunidade em
nosso blog, são os sons envolventes que emanam vibrações, e esses
toques vem dos sagrados Atabaques, e esse texto poderemos ler nesse
link abaixo:

Atabaque, Instrumento Sagrado da Umbanda.

    A Curimba também se consiste dos cantos sagrados, e esses cantos
se expandem em muitas partes do ritual umbandista.

    Esses pontos cantados juntamente com os toques dos Atabaques são
de extrema importância desde o iniciar da Gira, assim como seu
decorrer e seu final. Por esse motivo devem ser bem esclarecidos,
fundamentados e entendidos por todos os filhos da casa e no máximo
possível pela assistência ou consulentes.

    Devemos entender que várias são as importantes funções que os
pontos cantados tem, entre várias temos a ritualística e o auxílio a
concentração dos médiuns.

    Falaremos um pouco dessas duas funções destacadas acima, para
melhor compreensão de suas importâncias.

FUNÇÃO RITUALÍSTICA:

    Essa é uma função muito importante, pois é a função onde se é
marcado através dos pontos todas as partes do ritual da casa. E nessa
marcação temos um conjunto de pontos, como a de abertura da Gira, o
de cruzamento da casa, a de defumação, o de bater cabeça para o Gongá
ou para o Zelador de Santo, podendo também em algumas casas, as
funções ritualísticas de fazer a firmeza da Casa das Almas e da Casa de Exú.

AUXÍLIO DA CONCENTRAÇÃO DOS MÉDIUNS:

    Na função de auxílio na concentração dos médiuns, os toques assim
como os cantos envolvem de uma forma expressiva a mente dos médiuns,
não a deixando desviar ao verdadeiro propósito do trabalho espiritual
de caridade. E além disso, a batida dos Atabaques induz ao cérebro do
médium a emitir ondas cerebrais diferenciadas do dito padrão comum,
facilitando grandiosamente o transe mediúnico, deixando assim que o
médium desenvolvido seja muito mais receptivo a chegada de Entidades
Mentoras e trabalhadoras em sua coroa (cabeça).

    E isso acontece de uma forma bem explicável, pois falando agora de
uma forma de linha espiritual, os pontos cantados, quando vibrados de
coração e com boa intenção, atuam diretamente nos chacras superiores,
principalmente o cardíaco, laringe e a parte frontal ativando-os de
uma forma natural e melhorando intensamente a sintonia com a
espiritualidade superior, enquanto o som dos toques dos Atabaques
atuam nos chacras inferiores conhecidos como esplênico e umbilical, e
criam condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação.

    Temos também que esclarecer a importância da Curimba para a
limpeza de todo ambiente do Terreiro, pois as ondas energéticas
sonoras emitidas pela Curimba, de forma divina vão tomando todo o
Centro de Umbanda, e assim vão dissolvendo formas energéticas de
possíveis pensamentos negativos, energias pesadas tanto da parte dos
médiuns quanto da assistência  ou consulentes, essas energias são
capturadas e diluídas, e são conhecidas como miasmas, larvas astrais,
e assim limpam e criam toda uma atmosfera psíquica com condições
ideais para os trabalhos espirituais de caridade.

    A Curimba se transforma em um verdadeiro polo irradiador de
energia dentro do Terreiro, potencializando muito mais as vibrações
divinas dos Orixás e das Entidades de Luz.

    Os pontos cantados são verdadeiras orações, orações essas que
podemos determinar como grandiosos poderes de magia espiritualista, e
tem um enorme poder de realização, pois é um fundamento extremamente
sagrado e divino.

    A Curimba também pode ser vista como uma grandiosa manutenção da
ordem dentro de um Terreiro e nos seus trabalhos espirituais, pois é
através desses pontos cantados que temos as chamadas das linhas de
Entidades de Luz, assim como também na dita subida desses Guias, e
além disso temos também as vibrações nos pontos cantados para as
firmezas e e saudações a essas Entidades de Luz.

    Frisando que não é a Curimba que traz as Entidades de Luz ao
Terreiro; muitas pessoas pregam que as Entidades são chamadas pelos
pontos cantados e o som do Atabaque, porém isso é uma inverdade; toda
a vibração das Entidades trabalhadoras já se encontram no espaço
físico espiritual do Terreiro, antes mesmo do começo dos trabalhos da
casa. Então devemos entender que a Curimba não tem essa função ou
colocação, e se caso um Ogã ou Curimbeiro disser que pode trazer ou
mandar uma Entidade retornar, é pura vaidade de um médium não
preparado para estar em local de destaque na Curimba. Portanto a
Curimba não é a força vibratória que traz e leva as Entidades ao bem
querer de Ogãs e Curimbeiros, a Curimba funciona como a vibração
sustentadora de uma Gira de um Terreiro, a limpadora de maus
pensamentos e sentimentos de encarnados, e o que realmente invoca as
Entidades de Luz são nossos bons pensamentos e sentimentos positivos
vibrados em direção de todo ambiente do Terreiro. Certamente ao
cantarmos os pontos expressamos esses sentimentos, porém somente o
amor aos Orixás e as Entidades de Luz a verdadeira invocação de
Umbanda.


    Salve a nossa amada Umbanda!

    Salve a Curimba!



Carlos de Ogum

segunda-feira, 10 de abril de 2017 27 comentários

Projeção Astral - Viagem Fora do Corpo

             



    Muitas pessoas me perguntam sobre a Projeção Astral, como
acontece, como é feito, quais os perigos eminentes, e nesse texto
vamos tentar demonstrar um pouco sobre esse assunto tão polêmico mas
tão instigante a todos nós.

    Projeção Astral ou mesmo Projeção da Consciência é uma capacidade
que todos seres humanos tem de projetar sua consciência para fora do
corpo físico, e dependendo da doutrina de pensamento que se refere a
esse fato ou ação, pode ser conhecida por várias nomenclaturas como
por exemplo: Viagem Astral, Esoterismo, Projeção Astral (Teosofia),
Experiência Fora do Corpo (Parapsicologia), Desdobramento,
Desprendimento Espiritual ou Emancipação da Alma (Espiritismo), Viagem
da Alma (Eckancar), Projeção do Corpo Psíquico ou Emocional
(Rosacruz), Projeção da Consciência (Projeciologia), etc.


    Muitas pessoas pregam que essas experiências fora do corpo traz um
perigo eminente a quem o faz, porém essas pessoas que pregam esse
desatino são pessoas mal informadas, pois é sabido que as experiências
fora do corpo desde a mais remota antiguidade é um fato, fato esse que
envolve grandes técnicas de cunho científicos, e aos desinformados
que geraram fantasias sobre os perigos que envolvem esse processo,
perigos certamente inexistentes, a esses que só trouxeram ideias
errôneas, ficando assim esse assunto restrito apenas a uma minoria com
pseudo controle e domínio de suas técnicas e consequências.

    Nos diversos tipos de projeção, poderemos salientar algumas,
dentre elas vamos frisar a Projeção involuntária e a Projeção voluntária,

    Abaixo falaremos um pouco de cada uma delas.

    Projeção Involuntária:

    Quando ocorre a Projeção Involuntária, a pessoa sai do corpo e não
compreende o porquê desse fato. A normalidade desse acontecimento é
quando a pessoa se deita e adormece normalmente, quando se dá por si,
e desperta descobre que está flutuando fora do corpo físico, estando
na proximidade desse ou mesmo a distância, em locais que reconhece ou são
totalmente desconhecidos. Em alguns casos já relatados, a projeção
ocorre antes mesmo que a pessoa esteja adormecida. Na maioria dos
casos de projeções involuntárias, a pessoa projetada consegue observar
seu corpo físico deitado na cama, e isso ocasiona um grande receio
fazendo-a imaginar que esteja desencarnada, e isso muitas vezes traz
um desespero a algumas pessoas que são projetadas, que se jogam em
mergulho no corpo físico com tamanha violência a fim de escapar
daquela estranhíssima situação. Muitos ainda acreditam estar dentro de
um pesadelo e em desespero pleno, procuram acordar seu corpo físico.

    Contudo, em outros casos, outras pessoas projetadas
involuntariamente se sentem tão bem com a situação que nem se
questionam sobre que fato é aquele, como ocorreu e por quê. A sensação
de liberdade e flutuação é tão boa que nada mais importa para elas. Ao
despertar no corpo físico, algumas imaginam que aquela vivência era um
sonho bom. Muitos sonhos de voo e de queda estão relacionados
diretamente com a movimentação do psicossoma durante a projeção.

    Projeção Voluntária:

    Na projeção voluntária a pessoa envolvida tenta sair do corpo
físico pela própria vontade, e consegue.

    Nesses casos, o projetor é que comanda o desenvolvimento da
experiência e fica totalmente consciente fora do corpo, podendo
observar o mesmo com tranquilidade, viajar sobre sua vontade a lugares
no plano físicos e mesmo extra físicos, podendo encontrar-se com
outras pessoas projetadas, com espíritos desencarnados, Entidades de
Luz, pode também volitar, atravessar objetos físicos, e assim entrar
no corpo físico a hora que desejar. Portanto, nesse tipo de projeção, a
pessoa tem o pleno conhecimento do que está ocorrendo e sempre procura
desenvolver o processo a sua vontade, coisa que não ocorre na projeção
involuntária descrita anteriormente, na qual a pessoa não tem
conhecimento do que ocorre, por isso as vezes tem medo da experiência, e esse
medo está ligado a razão direta da falta de conhecimento das pessoas
sobre o fato em questão.

    Quando estamos dentro da projeção astral, podemos sentir alguns
sintomas característicos, como por exemplo sentir uma paralisia dos
seus veículos de manifestação, principalmente dentro da faixa de
atividade do cordão de prata. Essa paralisia é chamada de catalepsia
projetiva ou astral, e não deve ser confundida de maneira alguma
com a catalepsia patológica, que é uma doença rara, e não tem nada a
ver com nosso assunto descrito.

    A Catalepsia projetiva pode ocorrer tanto antes quanto após a
projeção. Geralmente, ela acontece da seguinte maneira: a pessoa
desperta durante a noite e descobre que não pode se mover. Parece que
uma força invisível lhe tolhe os movimentos. Desesperada, ela tenta
gritar, mas não consegue. Tenta abrir os olhos, mas também não obtém
resultado. Alguns criam fantasias subconscientes imaginando que um
espírito lhe dominou e tolheu seus movimentos. Essa catalepsia é
benigna e pode produzir a projeção se a pessoa ficar calma e pensar em
flutuar acima do corpo físico. Ela não apresenta nenhum risco, pelo
contrário, é totalmente inofensiva.

    Portanto, se você se encontrar nessa situação em uma noite
qualquer, não tente se mover. Fique calmo e pense firmemente em sair
do corpo e flutuar acima dele. Não tenha medo nem ansiedade e a
projeção se realizará.

    Caso não pretenda se arriscar e deseje recuperar o controle de seu
corpo físico, basta tentar com muita calma mover um dedo da mão ou uma
pálpebra, que imediatamente, readquirirá o movimento.

    Podem também ocorrer além da catalepsia projetiva, pequenas
repercussões físicas no início da projeção, principalmente nos
membros. Muitas pessoas, quando estão começando a adormecer, têm a
sensação de estar "escorregando" ou caindo por um buraco e despertam
sobressaltadas. Isso acontece devido a uma pequena movimentação do
psicossoma no interior do corpo físico.

    É conhecido como Estado Vibracional, as vibrações que percorrem
psicossoma e o corpo físico antes da projeção. Algumas vezes, essas
vibrações se intensificam e formam anéis energéticos que envolvem os
dois corpos.

    Nós do Blog Umbanda Yorimá, recebemos muitas perguntas sobre
projeção astral, e após pesquisarmos bastante encontramos um bom texto
para certas perguntas, na qual descrevemos abaixo, juntamente claro,
com a fonte obtida.


1º Existe perigo na saída do corpo?

Não! Existe muito preconceito, pelo assunto, muito exagero, e muito
receio das pessoas que desconhecem que a Projeção Astral é natural e
benéfica. Tem mentiras apregoadas como: Quem faz projeção astral morre
mais cedo. Pura ignorância sobre o assunto.

2º As saídas do corpo Prejudicam a Saúde?

Não! Pelo contrário, quem não se projetar para recarregar-se das
energias cósmicas, vai ter sérios problemas, por isso a projeção
astral inconsciente é uma necessidade psicofisiológica.

3º Qualquer pessoa pode sair do Corpo, não tem que ter uma Percepção
Extra Sensorial desenvolvida?

Qualquer pessoa, em qualquer idade, pode sair do corpo físico para o
plano astral consciente e com lucidez, tudo porque a PROJEÇÃO ASTRAL é
da NATUREZA HUMANA e dos seres que dormem é uma função
PARAFISIOLÓGICA.

4º Como superar o medo?

O medo é irracional, ele faz parte do instinto de defesa de qualquer
ser vivo, o medo não se vence, a gente apenas ultrapassa ele, afasta
realizando com coragem o que nos foi proposto.

5º Qual a diferença entre um sonho natural, sonho lúcido e uma Projeção
Astral?

Muita, no Sonho a pessoa é um participante passivo, no Sonho Lúcido
ele é uma participante Ativo e na Projeção ele sabe que está fora do
corpo.

6º O que dizer aos céticos que pedem provas?

É difícil provar uma experiência subjetiva e pessoal, principalmente
quando não temos total controle sobre o fenômeno, quem quiser a prova
vai ter que EXPERIMENTAR PESSOALMENTE, ofereça a pessoa uma apostila
com as técnicas, assim ela vai ter sua própria prova.

7º Poderia ser atacado por espíritos malignos no astral?

Não se preocupe com isso, na maioria dos casos são mentiras apregoadas
por pessoas que passam por sonhos lúcidos com muito onirismo,
categoricamente afirmo que em 90% dos casos das projeções astrais
quando se sai no corpo astral se está só.

8º Pode o cordão astral (cordão de prata) ser cortado, enredado num
objeto extra físico?

Não! O cordão astral pode ser misturar com outros e não será enredado,
pode girar, rodopiar. Não pode ser cortado, ele não é um cordão,
apenas tem o formato de um, é um elo energético que liga os dois
corpos. Não pode ser cortado, tocado por ninguém.

9º Pode o corpo físico ser ocupado por outro espírito enquanto me
projeto no astral?

O corpo humano é inviolável. Mesmo o corpo de um médium não é ocupado
totalmente, apenas uma parte é ocupado, ficando o médium com 3
cabeças, uma física e duas extra físicas.

10º Onde posso ir?

Qualquer lugar da face da terra, qualquer lugar do astral inferior e
alguns lugares do astral superior (Corpo Mental).

11º O que são aquelas vozes que escuto quando estou quase
conseguindo me projetar?

Quando existe a descoincidência dos corpos, o ouvido penetra no mundo
astral, o inconsciente começa a produzir todo o onirismo, escuta-se
vozes, gritos, ruídos, sibilo, assobios, gargalhadas. São formas
pensamentos.

12º Por que temos sonhos de Voos e quedas?

Quando existe uma descoincidência dos corpos físico e astral, essa
repercussão provoca uma sensação no sono leve que produz sonhos de
queda, voos, flutuações.

13º Por que parece que tem alguém me segurando, quando me projeto?

A sensação de que estamos sendo observados, ou tem alguém nos
segurando, nada mais é do nossa própria companhia, a força do cordão
astral, exerce a sensação de que tem alguém nos empurrando, puxando ou
segurando.

14º Por que as vezes vejo objetos que não existem no meu quarto?

Quando a projeção é feita num sub-plano vibracional bem acima do mundo
físico, provoca-se criações de formas e pensamentos pelo inconsciente.
Podemos até ver pessoas conversando, nos vendo e na verdade isso não
estaria acontecendo.

15º Existem dias especiais para se Projetar no Astral?

Não! Qualquer dia e qualquer hora dá para realizar a projeção astral,
mesmo estando chovendo, trovejando, frio, calor, nada interfere a
realização de uma projeção Astral.

16º Qual a melhor posição na cama para realizar a Projeção Astral?

Qualquer posição é propicia desde que exista o relaxamento corpóreo
ideal, porém a mais usada por todos é a de decúbito dorsal (barriga
para cima), justamente por facilitar o relaxamento, porém é
problemática para algumas pessoas, por provocar sufocamento e excesso
de salivação, neste caso tentar com outra posição.

17º O uso de bebidas alcoólicas é prejudicial para a projeção astral?

Sim, o excesso do uso de bebidas alcoólicas é prejudicial por reduzir
as percepções dos sentidos, induzir o sono e comprometer a lucidez.

18º E quanto ao uso de Drogas para induzir uma projeção astral?

Algumas drogas alucinógenas como o Daime e outras usadas pelos índios
provocam a saída do corpo, mas junto podem trazer alucinações que
varia muito de pessoa para pessoa. O ideal para o uso de drogas
xamânicas é a orientação de um Xamã. Quanto ao uso de maconha,
cocaína, heroína essas não provocam a projeção. As drogas sintéticas
como LSD, Ketamina, provocam projeções astrais forçadas, carregando
portanto os efeitos alterados no cérebro como a alteração de percepção
da realidade. Já o Êxtase, não é um alucinógeno nem altera as
percepções do indivíduo, pelo contrário o mantém ativo. Soníferos,
provocam o sono, deprimem o sistema nervoso, reduzem os batimentos
cardíacos, mas inibem o sono natural que provoca as projeções astrais,
levando o indivíduo a inconsciência absoluta. Beta-bloqueadores,
induzem a projeção astral, pois são contra a hipertensão arterial, mas
são perigosos, por reduzirem os batimentos cardíacos, e deve ser
ministrados sob orientação médica.
    A recomendação é nunca usar drogas em qualquer hipótese.

19º Qual o maior segredo para fazer uma projeção Astral Consciente?

Não é só um. Mas um conjunto de práticas que envolve alguns controles,
como:
Físico, onde podemos citar O Relaxamento Corporal Integral.
Emocional, controla a corrente sanguínea, batidas cardíacas, esse
controle das emoções mantém os emoções serenas e o corpo segue o
relaxamento natural, caso lúcido na hora do processo, manter as
emoções neste estado passivo, ou seja, não sentir medo, não ficar
ansioso. Mental, esse controle é fundamental para manter o foco, ser
objetivo, capacidade de imaginar e focar o ponto, o nome se resume em
concentração ideal.

20º Como ocorrem as Projeções com as grávidas?

Podem ocorrer seis tipos de projeções com gestantes:

1º) O psicossoma (corpo Astral) da gestante sai sozinho do corpo
físico, ficando no físico a criança com seu psicossoma.

2º)Sai a gestante no corpo Mental sozinha.

3º)Sai a gestante junto com o bebê, ambos com o psicossoma no plano
astral. (acoplados ele na mesma posição, em alguns casos ele separado
ao lado)

4º)O bebê sai sozinho com o seu psicossoma (em alguns casos plasma seu
corpo anterior, principalmente se a intermissão entre as duas
reencarnações for curta).

5º)O bebê sai sozinho através do corpo mental (muito comum, pois foi
seu último mundo).

6º)Os dois se projetam no corpo mental. Há de se observar a afinidade
entre os dois, muitas vezes a mãe não deseja o filho, nestes casos ela
geralmente sai sozinha, inclusive plasma seu corpo astral sem a
barriga. Mas quando o bebê é desejado e amado, geralmente os dois saem
juntos, envolvidos ao mesmo tempo pelo Estado Vibracional.
Fonte: Livro Projeciologia  Waldo Vieira


    Abaixo, descreveremos possíveis métodos para ser realizados a
projeção astral.

    Método 1:

Vamos nos preparar para a projeção astral.

    É bem recomendado que se comece pela parte da manhã, pois é nessa
parte do dia que temos a sensação de sono mais forte. Algumas pessoas
dizem que é na madrugada que conseguimos alcançar o estado de
relaxamento e consciência expandida nesse horário, porém é possível em
qualquer parte do dia, não há regra sobre esse fato, e isso é uma
preferência pessoal, contudo a parte da manhã traz maior relaxamento
ao corpo físico. Mas para praticar a projeção astral deve ser feito
quando a pessoa se sente bem disposto a fazê-la.

    Para nos projetar devemos criar a atmosfera certa, pois a projeção
astral requer um estado de relaxamento profundo, e deve-se ser feita
em alguma parte da casa na qual nos sentimos completamente a vontade.

    Deite-se na cama ou sofá confortavelmente, relaxando o corpo e a
mente, e certamente é mais fácil realizar a projeção sem ninguém por
perto. Portanto deveremos fazer essa projeção com extrema
tranquilidade, de preferência com nossa residência vazia, e que
saibamos que ninguém entrará no cômodo quando estivermos fazendo a
projeção.

    Devemos estar na penumbra, sem nenhum ruido que possa nos
distrair, pois qualquer interrupção poderá perturbar nosso estado de
relaxamento necessário para conseguirmos a projeção astral
satisfatória.

    Mantenha-se deitado e muito relaxado, de preferência em decúbito
dorsal (de barriga para cima), feche os olhos suavemente, limpe sua
mente de todos pensamentos que poderiam distrair você, mantenha uma
concentração no corpo, e como está se sentindo no momento, a finalidade
é alcançar um estado de relaxamento supremo, sendo esse relaxamento
mental e físico completo.

    Relaxe bem os músculos flexionando-os e após soltando-os. Respire
suavemente porém profundamente, ao inspirar solte todo ar
completamente, evite ficar tenso entre os ombros e o tórax.

    Concentre-se intensamente na respiração, evite se deixar levar
pelos pensamentos relacionados a preocupações externas, simplesmente
entre em relaxamento profundo.

    Método 2:

    Tente alcançar um estado hipnótico, deixando o corpo e a mente chegarem perto de
dormir, porém não perca a consciência. Chegar ao limiar entre o sono e
o acordar, ou estado hipnótico, é necessário para realizar a projeção.

    Para alcançar esse estado é recomendável fazer o seguinte:

    Feche os olhos suavemente, mantenha a respiração tranquila e
serena, deixe a mente vagar, imaginando uma imagem sublime, como o céu
azul, o dançar das nuvens, a calmaria do mar. Concentre-se nessa
imagem até que consiga visualizá-la nitidamente, mantenha-se assim até
que todos outros pensamentos rotineiros desapareçam de sua mente.

    Imagine suas mãos se abrindo e fechando, usando a mente para
flexioná-las, porém não faça isso fisicamente, mantenha-as paradas, ou
seja, o movimento é dado somente na imaginação. Procure fazer isso com
todas as partes do corpo, porém sem se mexer. Procure entrar em estado
de vibração, pois é dito que ao sentir esse estado de vibração é o
instante no qual o espírito está preparado para deixar o corpo para a
projeção. É recomendado não ter receio dessas vibrações, pois esses
receios podem fazer com que saiamos do estado de meditação.

    Ao chegarmos a esse estado poderemos sim estar aptos a projeção, e
nesse caso imagine o local onde está, tente mover o corpo mentalmente
para fora, tentando ficar de pé, observe bem a seu redor, e busque
observar seu corpo físico deitado.

    E ai está a resposta se a projeção astral funcionou consigo, se
conseguir ver seu corpo físico como se estivesse observando outro
alguém, significa que seu espírito ou consciência está separada dele.

    Para a maioria das pessoas esse fato vai depender de muita prática
até conseguir alcançar esse estado, porém em outras pessoas esse fato
é tão natural como respirar.

    Após obter êxito na experiência de projeção, retorne ao corpo
físico, pois a alma está ligada a ele por uma força invisível
conhecida por "Cordão de Prata", basta deixar que essa força o guie em
direção ao corpo.

    Quando sentir-se já no corpo físico feche e abra as mãos, porém
agora de modo físico.

    Método 3:

    Após dominar os feitos do método 2, é hora de buscar a dominação
de dois planos separados, ou seja, na próxima projeção astral, não
retorne imediatamente ao corpo, e nem busque onde ele se encontra.
Tente sair do cômodo que está buscando outros cômodos, busque examinar
objetos que estejam em outro plano, de preferência algo que não tinha
notado antes. Busque fazer a memorização do objeto, da cor, da forma,
do local que está. Após retornar ao corpo físico, busque ir no local
onde se encontra o objeto, tente buscar em sua mente todos os detalhes
guardados anteriormente, verifique, se caso estiver dentro do estado
de projeção, que relembrará todos esses detalhes. E assim terá uma
prova que conseguiu a projeção astral.

    Após essas experiências preliminares, tente buscar locais cada vez
mais distantes e menos familiares, e assim vá adquirindo experiências
suficientes para entender que suas viagens a locais assim é uma
magnífica projeção astral.

    A projeção astral também pode auxiliar nos tratamentos a pessoas
adoentadas, pois o tratamento de cura a distância com a projeção
astral é um poderoso método de cura e alívio a quem necessita.

    Tente visualizar a pessoa necessitada, busque a imagem dessa
pessoa em sua mente. Ao ter essa ligação com o adoentado, busque
pedir proteção a ele, juntamente com a cura desejada e a orientação
das Entidades de Luz.

    Ao estar diante da pessoa necessitada, procure colocar as mãos
nela fazendo uma vibração positiva, normalmente se coloca uma mão na
fronte, e outra no abdome deixando que raios de força e luz penetrem
nessa pessoa.

    Nunca se esquecer que suas intenções devem ser puras, e você deve
sentir amor, paz e vontade de fazer a caridade.

    Para finalizar devemos lembrar que é impossível sermos machucados
fisicamente ou mentalmente por alguma coisa no plano astral durante
uma projeção.

    Devemos entender que a crença tem um papel fundamental na projeção
astral, portanto devemos estar sempre ciente do que desejamos, ou
seja, sair do corpo ou retornar. Nunca devemos ter a sensação de não
conseguir retornar, pois nossos pensamentos e sentimentos são
manifestados instantaneamente no plano astral, e por esse motivo
qualquer coisa que tememos ou acreditamos pode acontecer, a
recomendação é manter os pensamentos positivos, nunca devemos tentar
nos projetar com mágoas, tristezas ou ódio em nosso ser.


    No mais, é buscar a espiritualidade verdadeira, a fé, a coragem e
partir para viagens ao astral sem limites.

    Boa sorte a todos!

Carlos de Ogum

quinta-feira, 30 de março de 2017 30 comentários

Passes na Umbanda

                       

    Por muitas vezes, nós umbandistas assíduos, ou todos aqueles que
tem carinho pela religião umbandista, já levamos os chamados passes,
ou passes magnéticos quando estamos ou vamos em um terreiro.

    Esses passes são nos doados por Entidades de Luz, como por exemplo
por Pretos Velhos, Caboclos, Erês, enfim, todas as Entidades de Luz que
estão ali em prol da caridade, do amor e da paz.

    Também podemos receber essa benção de médiuns não incorporados,
mas que da mesma forma estão ali para doar o amor e a paz, além da
recuperação da saúde e das energias tomadas por obsessores, tanto
desencarnados quanto encarnados.

    A Umbanda segue a mesma linha do espiritismo, doutrina codificada
por Allan Kardec, que também tem a busca da base cristã, e se espelha
nas passagens do Evangelho na qual Jesus cura as pessoas e expulsa os
espíritos obsessores, usando sua fé e a imposição das mãos.

    A nomenclatura "passe" tem como originalidade vinda do
espiritismo, e nos dá a ideia de transmitir algo a quem necessita,
como energias tomadas por obsessores por exemplo.

    Sabemos que os espíritos atuam sobre os fluidos espirituais por
meio dos pensamentos e vontades, e ambos são para os espíritos
exatamente o que as mãos são para os encarnados.

    Apesar de uma pequena diferença entre os passes doados no
espiritismo (Kardecistas) e na religião Umbandista, da mesma forma os
passes são extremamente eficazes para aquele consulente que o busca
com amor, boa intenção e fé, portanto quando falamos de passe, o
importante na verdade é como será recebido esse passe, pois a doação
sempre virá de uma forma amorosa, caridosa e extremista de fé.

    Temos três tipos de passes mais conhecidos dentro da linha
espiritualista: Passe magnético, passe espiritual e passe misto.

    O Passe magnético é aquele que o médium faz a doação de apenas
seus fluídos utilizando a força magnética existente no próprio corpo
perispiritual.

    O Passe espiritual e uma fundada magnetização feita por Espiritos
 e Entidades de Luz, sem intermediários feito diretamente no
perispírito das pessoas enfermas e necessitadas. Neste passe a pessoa
necessitante não recebe fluidos magnéticos de médiuns, mas outros mais
finos e puros, trazidos dos planos superiores da Vida, pelo Espírito
ou Entidade que vai assisti-lo.

    Passe misto, é o passe onde se misturam os fluidos do médium com
os das Entidades de Luz ou Espíritos de Luz. O passe espírita/médium
objetiva o reequilíbrio orgânico (físico), psíquico, perispiritual e
espiritual do consulente.
Ele atua diretamente sobre o períspirito, revitalizando as energias
perdidas, eliminando fluidos negativos, auxiliando na cura de
enfermidades.


    A busca de passes por consulentes é com a intenção de melhorar seu
comportamento orgânico, psíquico e ou espiritual.

    É normal em uma doação de energias através dos passes, os médiuns
sentirem uma fadiga bastante elevada. Isso pois deixam claro indícios
de que houve uma grande transferência fluídica em benefício dos
consulentes necessitados.

    Dentro da Umbanda especificamente, o passe é o momento no qual o
consulente se dirige ao médium incorporado com uma Entidade de Luz, e
no caminhar da consulta, além de pedir conselhos espirituais, pedidos
diversos, o consulente recebe dessas divinas Entidades de Luz uma
benção em nome de Deus, que dentro do merecimento, sejam atendidos
naquilo que estão suas necessidades.

    Os passes na Umbanda são aplicados distintamente em relação a cada
tipo de linha. As Entidades de Luz manifestantes, aplicam diversos
métodos de acordo com a necessidade de cada consulente, se utilizando
dos recursos variados que as Entidades possuem.

    Os passes recebidos e doados com fé tem efeitos excepcionais,
variedades diversas, indo desde um breve alívio até a cura de
moléstias graves. Porém essas graças recebidas vão depender do preparo
do médium em repassar essas energias, do desenvolvimento mediúnico do
mesmo em deixar que aconteça a incorporação de Entidades de Luz sem
que interfira no tratamento através dos passes, também devemos levar
em consideração a fé de ambos, tanto do passista (médium) quanto do
paciente, e claro o merecimento desse consulente, pois não devemos
esquecer que cada um recebe dentro da medida de seu merecimento, e
entendemos que um encarnado pode bloquear ações positivas direcionadas
a ele próprio como consequência de seus maus sentimentos, de seus
pensamentos e ações de baixo teor de fé.

    Sabemos que muitos são merecedores de receber a caridade através
dos passes, porém não estão abertos a receberem emocionalmente,
psicologicamente ou mesmo religiosamente para receber o que a
espiritualidade possa oferecer, por vários motivos como a descrença, a
irritação, mentalidade crítica, e muitas posturas interesseiras
desfocada de um verdadeiro objetivo espiritual.

    Dentro da Umbanda o passe pode ser definido como uma aplicação de
um conjunto de forças espirituais divinas, pois além de explorar todos
os recursos possíveis de imposição das mãos, ainda se utiliza
elementos e técnicas variadas.

    Os passes cedidos a quem necessita não depende na primeira visão
do fato, do merecimento ou do recurso, pois a finalidade tanto dos
médiuns quanto das Entidades de Luz será sempre alcançar o êxito
maior, e a colocação da verdadeira necessidade, do verdadeiro
merecimento, da verdadeira fé, não cabe as Entidades de Luz, muito
menos dos médiuns fazerem o julgamento, pois isso e de
responsabilidade do Pai Maior, o nosso amado Deus.

    As Entidades sabem exatamente quais as técnicas que deverão
aplicar a cada tipo de necessidade, porém ao percebermos algo que
esteja fora da ética, do bom senso e do respeito, podemos afirmar sem
dúvida nenhuma que isso não faz parte do trabalho das Entidades de
Luz, e sim da mistificação de falsos médiuns que não foram preparados
para tal função.

    Devemos ficar atentos as regras umbandistas para os passes de
caridade, pois na Umbanda tem um conjunto de métodos e recursos
característicos da religião. Nesses métodos podemos observar rezas,
orações, evocações, invocações, determinações e recursos mágicos
religiosos associados a banhos, defumações, oferendas, entre outros
tipos.

    Dentre vários recursos que nos fascinam na Umbanda em relação aos
passes, podemos frisar o estalar de dedos que é bem característico em
todas as linhas de trabalho.

    Nossos amados Pretos Velhos dão passes estalando os dedos, fazendo
o sinal da Cruz, e colocando as mãos sobre várias partes do corpo do
consulente como a cabeça, costas, nucas, barriga, mãos, ombros. Eles
podem usar também em seus passes dentre outras coisas, velas,
crucifixos, ervas, fumo, óleo, essências. Tudo como uma forma de
transmitir energias espirituais positivas, acalmando, revitalizando,
estabilizando o consulente.

    O choque vibratório desencadeado no ar quando o dedo médio estala
sobre a região da mão chamada de Monte de Vênus causa vibração astral
e sonora despertando certa energia dentro do campo em que está
atuando. O estalar de energias assume contextos variados de acordo
com os objetivos desejados, através do pensamento e ou movimentos.

    Podemos ver também a benevolência dos passes serem feitas através
da imposição de uma vela segura por uma Entidade de Luz levando-a aos
chacras ou traçando alguns movimentos no ar, podendo também essa
Entidade colocar guias no pescoço dos consulentes, ou mesmo colocar
essas guias ao chão em formato de círculo, podem fazer pontos dentro
do mesmo, introduzindo ponteiros, pemba, fazendo gestos ritualísticos
com movimentos dos pés e mãos, e certamente tudo isso nos encanta.

    No estalar de dedos é dito que, em estudos recentes, foram
identificadas as energias que existem na ponta de cada um dos dedos da
mão, que são pequenos chacras ou vórtices de energia (chacrinhas),
e, o choque vibratório desencadeado no ar quando o dedo médio estala
sobre a região da mão causando vibração astral e sonora o que desperta
certa energia dentro do campo em que está atuando. Este Estalar de
Energias pode assumir contextos vaiados de acordo com o que esteja
associado, por meio do pensamento ou movimentos, conforme já foi dito
acima.

    Além deste contexto pode-se usar o estalar de dedos como um
simples gesto de descarregar as energias absorvidas pelas palmas das
mãos. Um caboclo ou outro espírito guia eleva sua mão ao alto (ou ao
lado) buscando certa energia que será irradiada ao consulente, num
movimento rápido, ao mesmo tempo em que transmite esta energia
positiva, retira os eflúvios negativos e os descarrega com um
estalar de dedos.

    Finalizando, os passes são de fato uma grande ajuda a quem
necessita, principalmente na retirada de cargas negativas, carmas
familiares, obsessão, vícios (juntamente com ensinamentos e a boa
vontade do consulente).

    Devemos sim buscar esse auxilio, mas buscar com fé, de coração
aberto, e confiança no resultado que ele dará. Tudo dependerá de nós
mesmos aceitarmos o auxilio das Entidades de Luz e assim receber a
verdadeira caridade.

    Que Oxalá e todos os Orixás nos concedam receber essa força
suprema em forma de passe doados pelas nossas amadas Entidades de Luz.

    Saravá Umbanda!

Carlos de Ogum

segunda-feira, 20 de março de 2017 33 comentários

Conhecendo Senhor Sete Porteiras

             


Na estrada tem um Ganga,
Ganga não leva carreira.

Na estrada tem um Ganga,
Ganga não leva carreira.

Quando a demanda é grande,
chama por Sete Porteiras.

Quando a demanda é grande,
chama por Sete Porteiras.

Na Calunga Pequena eu vi,
um poderoso Exú a me proteger,
Amigo de seu Tranca Ruas, Sete Encruzilhadas e seu Tiriri,
era seu Sete Porteiras que me ajuda o mal vencer.

Sua força é grande como sua proteção,
nas estradas da vida nos traz paz e luz,
com ele não tenho medo do mal e nem da obsessão,
pois ele é seu Sete Porteiras o enviado de Jesus.

**********************************************************************

    Quando se fala de proteção, quando se fala em fechar portas para o
mal e a obsessão, quando se fala em guardião das tronqueiras, se deve
falar de Senhor Sete Porteiras.

    Esse divino Exú trabalhador pela a caridade tem uma grande
importância na linha dos Exús e Pombo Giras, pois ele é o encarregado
direto em guardar tudo que esteja fechado por meio dos caminhos,
portas, chaves ou segredos.

    Senhor Exú Sete Porteiras está colocado na chefia da terceira
linha de esquerda da Umbanda, ele é comandado por Ogum de Lei, e tem a
seu comando muitos Exús e Pombo Giras da mesma irradiação. Dentre eles
o Exú Sete Tronqueiras, no qual trabalham praticamente juntos para as
aberturas de caminhos, e fechamentos das entradas das casas,
terreiros e roças de Umbanda.

    Normalmente quando um médium tem a benção de poder trabalhar com
o Exú Sete Porteiras em sua coroa, ele também traz o Exú Sete
Tronqueiras, para que assim seja feito trabalho de proteção em
conjunto.

    O Senhor Sete Porteiras da a possibilidade a seu médium de poder
fazer a invocação de abrir os caminhos das pessoas que lhe procuram,
sendo visto claro o tipo de pedido, o merecimento e o destino de cada
consulente antes de aceitar abrir esses caminhos.

    Ele respeita muito seu médium trabalhador, está sempre mostrando
lições e tentando o máximo de proteção, porém, só se manifesta, ou
segue a irradiação da coroa em médiuns honestos e que não se utilizam
da religião umbandista para demonstrar vaidade, arrecadar bens
financeiros, e que estejam desenvolvidos em grau superior para o
trabalho em prol da caridade, fora isso ele se afasta desse médium.

    Esse Exú é muito fechado, fala pouco, porém a verdade, e seu lema
é: "Falar a verdade aos consulentes, e não falar o que o consulente
deseja ouvir, mesmo que essa verdade seja algo ruim para tal
consulente."

    Algumas pessoas dizem que senhor Sete Porteiras tem a
característica de incorporar sempre próximo a uma porta, porém isso
não é real, vem mais da falta de informação de médiuns
mistificadores e mal preparados.

    Senhor Sete Porteiras domina as sete fronteiras, tem como poder de
abrir ou fechar suas portas, caminhos ou destinos. Tem também a força
de guardar os sete portais astrais, fazendo companhia a mais seis Exús
guardiões com essa finalidade.


    Muitos Zeladores de Santo pregam que o senhor Sete Porteiras
apenas toma conta das portas das Calungas Pequenas (cemitérios), porém
como o próprio nome diz, a palavra "porteira" refere-se a porta ou
passagem. E assim, o Exú Sete Porteiras cuida de diversas passagens,
portas ou portais nos planos espirituais. Podemos definir que ele é o
intermediário entre dois planos, sejam eles:

Espiritual e terreno.

Ígneo (que se refere ao fogo) e telúrico (que se refere a terra).

Etérico (se refere a pureza) e astral.

    Entre outros.

    Abaixo vamos colocar algumas características desse amado Exú,
frisando que podem ser mudadas pelas diferentes irradiações que várias
Entidades que levam o mesmo nome dele tenham, portanto, é só para
ilustrar o texto.

    Senhor Sete Porteiras aprecia bebidas finas ou marafo, e com
essas bebidas ele tem a possibilidade de observar internamente seus
consulentes.

    Tem assim pelo gosto pelas bebidas o gosto pelos charutos, e da
mesma forma com o uso da fumaça desse charuto faz a observação das
intenções de um consulente e também faz a limpeza do mesmo.

    Sua Guia de trabalho é nas cores vermelhas e pretas, sendo contas
leitosas, com firma preta raiada com vermelho ou vice versa. Essas
podem ser separadas de uma a uma, de três em três, de sete em sete ou
de vinte e uma em vinte uma contas intercaladas, isso vai de
irradiação para irradiação e de linha para linha.

    Seus locais de trabalho são a Calunga Pequena, estradas de terra,
encruzilhadas e matas. Normalmente bons lugares para quem deseja
homenagear senhor Sete Porteiras, acendendo uma vela ou pedindo
proteção.

    As velas podem ser na cor preto, ou traçadas nas cores vermelho e
preto. Podendo ser utilizadas para pedir proteção, agradecer, ou
apenas homenagear, porém nunca acenda uma vela a senhor Exú Porteira para se vingar de um semelhante, fechar caminhos das pessoas, amarrar alguém, pois ele com sua infinita sabedoria vai perceber sua má
intenção, e certamente não será muito agradável ao pedinte desse mal.

    Finalizando, senhor Sete Porteiras é um extraordinário trabalhador
em prol da caridade, e estará sempre nos observando nos caminhos no
qual desejamos que portas se abram, se merecermos, certamente ele
abrirá essas passagens.

    Eu particularmente agradeço extremamente por ter essa divindade
trabalhando em minha coroa, me dando os caminhos abertos a serem
passados a quem merece, e agradeço mais ainda a sua proteção de
fechar nossa tronqueira em nossos dias de Gira no Terreiro de Umbanda Pai Ogum
Megê, juntamente com senhor João Caveira, senhor Exú Caveira, senhor
Sete Tronqueiras, além de toda legião trabalhadora para essa proteção.

Laroiê senhor Exú Sete Porteiras!

Senhor Sete Porteiras é Mojubá!

Carlos de Ogum



 
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